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	<title>Cinema O Rama &#187; Lançamento em DVD</title>
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		<title>Crítica: Cinema Verite</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 15:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vencedor do Globo de Ouro 2012 de melhor filme feito para TV, Cinema Verite em sua totalidade... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-cinema-verite/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-9803" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-cinema-verite/cinema-verite/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9803" title="cinema verite" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/cinema-verite-636x331.jpg" alt="" width="636" height="331" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vencedor do <strong>Globo de Ouro</strong> 2012 de melhor filme feito para TV, <strong>Cinema Verite</strong> em sua totalidade não possui moldes televisivos. Sua narrativa não encontra espaços para inserções comerciais ou ritmo para a possibilidade de eventuais distrações do espectador durante o filme. Dirigido por <strong>Shari Springer Berman</strong> e <strong>Robert Pulcini</strong>, vemos a reconstituição dos bastidores do programa <strong>An American Family</strong> – destruindo por completo a idéia de perfeição das famílias dos subúrbios americanos futuramente analisados por nomes como <strong>Todd Solondz</strong>, <strong>Sam Mendes</strong> e <strong>Larry Clark</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Berman e Pulicini são ousados. Não titubeiam para manter-se na superfície mesmo com conflitos profundos que traçariam mais tarde o novo modelo de família para o mundo inteiro. Não há necessidade para análises aqui. Basta olhar para o lado. Portanto, <strong>Cinema Verite</strong> torna-se um jogo de cena sobre o espetáculo televisivo e a amplificação do drama utilizando a câmera como peça-chave.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos são protagonistas e antagonistas – alusão clara, novamente, ao novo modelo de família em todo o mundo: presas à televisão das mais variadas formas e em geral, destruídas e sem comunicação. Porém, para os que pensam que a tragédia rege o longa, ledo engano: os diretores alinham muito bem humor e sabem muito bem para quem vende o seu peixe; encontram o espaço necessário para dialogar, prender e entreter. Como a vilã da história deveria fazer. A TV.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2581" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-profeta/3half-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2581" title="3half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>CINEMA VERITE</strong> (Idem, EUA, 2011) <strong>Direção</strong>: Shari Springer Berman, Robert Pulcini <strong>Roteiro: </strong>David Seltzer <strong>Elenco</strong>: James Gandolfini, Tim Robbins, Diane Lane, Patrick Fugit <strong>Duração:</strong> 90 min <strong>Distribuição:</strong> Warner Bros.</span></p>
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		<title>Crítica: Minha Terra, África</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 01:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria mora em um local devastado pela guerra civil. Em qualquer esquina, é possível ver rastros... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/critica-minha-terra-africa/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5622" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/critica-minha-terra-africa/minha-terra-africa-2/"><img class="size-large wp-image-5622 aligncenter" title="minha terra áfrica white material claire denis" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/minha-terra-áfrica-605x353-custom.jpg" alt="minha terra áfrica" width="605" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Maria mora em um local devastado pela guerra civil. Em qualquer esquina, é possível ver rastros de violência. Ela tem uma plantação de café e se  mudar está fora de cogitação, pois alega ter laços sentimentais com o local. O café produzido por Maria, segundo os locais, não é consumido por eles. Esta é a saída para distorcer a visão sob a tensão racial em <strong>Minha Terra, África</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O único canal que assume a voz dos “rebeldes” é uma estação de rádio que toca música jamaicana e assume postura radical sobre os conflitos. Maria e sua família, composta apenas por brancos podem atrair a segurança e reiniciar o banho de sangue. Maria representa a coragem. André, seu ex-marido, a submissão. O filho deles, a personificação da situação por completo. A linguagem cinematográfica de <strong>Claire Denis</strong> parece empacotada na plástica, mas não é. A câmera na mão seria uma saída fácil para aumentar essa tensão, mas nas mãos da diretora, o dispositivo serve para captar uma silenciosa catarse.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas brechas, a diretora constrói o emocional dos personagens e no último ato solta o pino da granada. Imprevisível e sem um senso de justiça – como a vida é – <strong>Denis </strong>explora os dois extremos da moeda. Não existe bandido e mocinho. Muito menos o que é certo e errado numa guerra onde a tensão racial está acima de qualquer ato. Ordinário apenas na casca e por alimentar uma narrativa linear, o longa guarda em muitas sequências, sugestões para bons e longos momentos contemplativos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>MINHA TERRA, ÁFRICA</strong> (White Material, França, 2009) <strong>Direção:</strong> Claire Denis <strong>Roteiro</strong>: Claire Denis e Marie N’Diaye <strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Christophe Lambert, Nicolas Duvauchelle, William Dadylam <strong>Duração:</strong> 100 min <strong>Distribuição:</strong> Imovision</span></p>
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		<title>A Mentira</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 01:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A nostálgica e fabulosa canção “Don’t you (forget about me)” dos Simple Minds além de... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/a-mentira/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5463" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/a-mentira/easy-a/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5463" title="a mentira filme watson will gluck" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/easy-a-636x376-custom.jpg" alt="a mentira filme watson will gluck" width="636" height="376" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A nostálgica e fabulosa canção “Don’t you (forget about me)” dos Simple Minds além de carro-chefe da trilha de<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/08/recomendacao-da-casa-clube-dos-cinco/"> <em>Clube dos Cinco</em></a>, foi símbolo de uma série de filmes que tinham o diretor John Hughes como seu maior representante. <em>A Mentira</em> não se reveste das maiores características dos longas da década de 80, porém carrega incrustado em seu desenvolvimento um tributo ao cinema adolescente daquela época, inclusive utilizando a canção dos Simple Minds. O filme é baseado no livro <em>The Scarlet Letter</em> – que foi adaptado para os cinemas duas vezes, o segundo, protagonizado por Demi Moore é escrachado a todo o momento no longa de Will Gluck.</p>
<p style="text-align: justify;">E lá estão todos os estereótipos das comédias <em>teenagers</em> em livre adaptação. As motivações para toda balbúrdia continuam sendo a tensão sexual e os mitos da perda da virgindade – o boato da garota que fez sexo antes de todos e ganha má fama. O diretor Will Gluck aproveita e pauta assuntos como o conservadorismo e usa o deboche sem a ingenuidade que suas fontes de inspiração usaram no passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrachada quando pode e tendenciosamente reflexiva – que rende perda de ritmo e sequências forçadas – a trama tem seus melhores momentos justamente quando reverencia suas influências. <em>A Mentira</em> tem momentos singelos, como a licença para ilustrar a quem se deve o tributo e a depreciação às comédias metódicas. Não que <em>A Mentira</em> fuja completamente deste rótulo, mas exibe intenções de inventismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>A MENTIRA</strong> (Easy A, EUA, 2010) <strong>Direção: </strong>Will Gluck <strong>Roteiro:</strong> Bert V. Royal <strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Stanley Tucci, Malcolm McDowell, Patricia Clarkson <strong>Duração:</strong> 90 min <strong>Distribuição:</strong> Sony Pictures</span></p>
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		<title>Machete</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 13:09:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nascido de um trailer falso produzido para Grindhouse (filme em conjunto dirigido por Quentin... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/machete-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5440" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/machete-2/machete2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5440" title="machete robert rodriguez quentin tarantino grindhouse" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/machete2-636x344.jpg" alt="machete robert rodriguez quentin tarantino grindhouse" width="636" height="344" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nascido de um trailer falso produzido para <em>Grindhouse</em> (filme em conjunto dirigido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez,  que pelo fracasso comercial nos EUA culminou no lançamento separado de <em>À Prova de Morte</em> e <em>Planeta Terror</em> no resto do Mundo), <em>Machete</em> exala<strong> </strong>diversão  por ser fiel à proposta do projeto em que foi criado. O lado trash –  que nunca pareceu tão pop – se une ao subtexto engajado para justificar a  sanguinaria desenfreada.</p>
<p style="text-align: justify;">Robert Rodriguez faz questão de refinar o  seu humor à frente da tosqueira que o filme pede. Brinca com o  improvável, até quando a violência parece saturada. Quando o filme  parece afundar de vez, lá vai Rodriguez e tira o coelho da cartola com  uma sequência de arrancar o fôlego. Pena que elas são rápidas demais.  Portanto, o maior trunfo do filme é escrachar a visão política sobre a  relação entre Estados Unidos e imigrantes mexicanos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Machete</em> tropeça  no desenvolvimento narrativo. Tudo é redondo demais para um longa  proposto a louvar o absurdo, até o epílogo, quando Rodriguez parece  jogar seus personagens (clichezentos e maravilhosos) para escanteio com o  propósito de achar um sentido para a história além  subtexto e tudo parece mal resolvido. A excitação que antes fora pelo  grotesco vira um conto anti-maniqueista – por colocar todos elenco na  posição de<em> bad ass</em> – e político, com problemas de ritmo e conclusão abrupta. Diverte, mas para a dimensão que <em>Machete</em> tomara em seu início, não acaba tão bem assim.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/><span style="color: #888888;"><strong>MACHETE </strong> (Idem, EUA, 2010)<strong> Direção: </strong>Robert Rodriguez e Ethan Maniquis<strong> Roteiro: </strong>Robert e Álvaro Rodriguez<strong> Elenco: </strong>Danny Trejo, Robert De Niro, Jessica  Alba, Steven Seagal<strong> Duração: </strong>105 min <strong>Distribuição:</strong> Fox<br />
</span></p>
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		<title>Jackass 3D</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 02:51:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se existe um bom motivo para assistir a sequência de quadros com as tradicionais bizarrices do... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/jackass-3d-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5325" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/jackass-3d-2/jackass3d/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5325" title="jackass 3d jeff tremaine johnny knoxville 2010" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/jackass3d-636x357.jpg" alt="jackass 3d jeff tremaine johnny knoxville 2010" width="636" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se existe um bom motivo para assistir a  sequência de quadros com as tradicionais bizarrices do grupo Jackass  (com boa parte formada por dublês ou artistas de circo) no cinema é como  o diretor Jeff Tremaine resolve utilizar a “moderna” inserção do 3D no  filme para chocar ainda mais o seu público. Mas no geral, <em>Jackass 3D</em> é uma versão requentada, sem tanta criatividade para passar dos limites do ridículo dos outros dois “filmes” do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">A temática da adaptação da série exibida  na MTV na última década já justifica a inserção ao absurdo através do  3D. Pode imaginar qualquer coisa (eu disse qualquer coisa!) voando pela  tela e passando bem perto de seus olhos. Por outro lado, falta  imaginação e criatividade na criação desses quadros. Já vimos Steve-O  passando por, digamos, situações fisiologicamente grotescas e Johnny  Knoxville sendo literalmente atropelado por um touro furioso. A graça  acaba.</p>
<p style="text-align: justify;">Em poucos momentos o grupo sabe brincar  com a mesmice. Reconhece a saturação da fórmula e adapta suas velhas  saídas para o riso. Funciona. Mas, desde sua ascensão nas MTV, <em>Jackass</em> só agrada um pequeno nicho. Tudo vai depender do seu gosto, paciência e estômago para ver o filme até o fim.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>JACKASS 3D</strong> (Idem, EUA, 2010) <strong>Direção:</strong> Jeff Tremaine <strong>Roteiro:</strong> Preston Lacy <strong>Elenco:</strong> Johnny Knoxville, Bam Margera, Chris Pontius, Steve-O <strong>Duração:</strong> 90 min <strong>Distribuição</strong>: Paramount Pictures<br />
</span></p>
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		<title>Bellini e o Demônio</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 03:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sai a estética noir de Bellini e a Esfinge, que enriquecia o visual das ruas paulistanas e... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/bellini-e-o-demonio-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5227" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/bellini-e-o-demonio-2/bellini-5/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5227" title="bellini e o demônio fabio assunção filme marcelo galvão mulholland" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/bellini1-636x306-custom.jpg" alt="bellini e o demônio fabio assunção filme marcelo galvão mulholland" width="636" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sai a estética noir de Bellini e a Esfinge, que enriquecia o visual das ruas paulistanas e colocava Bellini numa posição de um real detetive brasileiro com seu charmoso Fiat Uno. Entra a estética moderna, picotada e avulsa para mostrar um detetive atormentado e imerso na letargia em Bellini e o Demônio, filme que guia a aventura do detetive Remo Bellini, agora com a psique desviada pelo misticismo. Na verdade o filme ameaça seguir a estética do primeiro filme em seus minutos iniciais, mas acaba se destrambelhando para outro caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por um lado, o filme não consegue transparecer sensações em cenas que seriam tão óbvias para isso acontecer, Marcelo Galvão consegue retrair o espectador em sua poltrona quando tende a explícita tentativa de se aproximar do cinema de horror americano. A esfera policial do longa toma um novo rumo. Não deve ser esquecida por completo, afinal Bellini é um detetive, mas entre um drama de um homem que simplesmente não consegue trabalhar e o horror dos crimes que estão nas mãos dele, a tensão é grande, mas o apelo visual (sangue, animais mortos e etc.) e técnico (trilha sonora, montagem) para que isso aconteça é exacerbado. Entre suas dinâmicas cenas, a tensão dá lugar a reações dormentes no meio de tantas tentativas de criar um clima claustrofóbico.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certo momento, essa dormência parece perder alguma informação passada pelo filme, pois a relação entre os personagens e de Bellini com o seu caso é incompreensível. Um quebra-cabeça foi montado. Fábio Assunção joga a favor. Detalhes meramente bobos parecem virar sérios motivos para a catarse de Bellini. Sua índole é colocada em prova. Infelizmente já é tarde demais para o filme ganhar o ritmo necessário, mas consegue dar um grande respiro antes dos créditos finais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>BELLINI E O DEMÔNIO</strong> (Idem, Brasil, 2008) <strong>Direção:</strong> Marcelo Galvão <strong>Roteiro:</strong> Marcelo Galvão, Tony Bellotto <strong>Elenco:</strong> Fábio Assunção, Rosane Mulholland, Luiza Curvo, Mariana Clara <strong>Duração:</strong> 85 min <strong>Distribuição</strong>: Imagem Filmes</span></p>
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		<title>Dois Irmãos</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 02:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O cinema de Daniel Burman tem a característica de construir relações humanas com proximidade... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/dois-irmaos-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5220" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/dois-irmaos-2/dois-irmaos-4/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5220" title="dois irmãos dos hermanos daniel burman" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/dois-irmãos-636x363.jpg" alt="dois irmãos dos hermanos daniel burman" width="636" height="363" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O cinema de Daniel Burman tem a característica de construir relações humanas com proximidade assustadora à realidade.   Em <em>Dois Irmãos</em>,  elimina-se conflitos cinematográficos, com gritos, choros e palavras  cortantes. Está lá o desconforto do silêncio, a mágoa que incomoda o  peito e atitudes egoístas nesta adaptação do romance <em>Villa Laura</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em devidas proporções, o filme de Burman remete a <em>Expresso Darjeeling</em> de Wes Anderson ao captar momentos comuns numa relação entre irmãos,  apesar do filme do diretor argentino ser mais coeso para construir seus  personagens e se concentrar nesta relação ao contrário do longa de  Anderson.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcos e Susana vêem a idade chegar de  maneiras diferentes. Mas a certeza é que alguns planos devem ser  abortados – decepção à vista. Como irmãos, eles não estão à busca de um  apoio mútuo e estão posicionados no roteiro como receptores de uma moral  que só vem com o tempo e sofrimento, ou uma tardia maturidade, como  preferir.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Dois Irmãos</em> é sobre um período  de aprendizado após um momento delicado onde cada um tem sua forma de  reagir e se reerguer. É como um abraço pendente, mas que se tem muita  vontade de dar. Mas com uma barreira de orgulho a ser batida. Um filme  que, antes de qualquer coisa, fala sobre corações, independente da  velocidade em que eles batem.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><br />
</a><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/><span style="color: #888888;"><strong>DOIS IRMÃOS</strong> (Dos Hermanos, Argentina/Uruguai/França,2010) <strong>Direção: </strong>Daniel Burman <strong>Roteiro:</strong> Daniel Burman <strong>Elenco:</strong> Antonio Gasalla, Graciela Borges, Elena Lucena, Rita Cortese <strong>Duração:</strong> 105 min <strong>Distribuição:</strong> Imovision</span></p>
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		<title>Reino Animal</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 01:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Reino Animal transparece o método que lhe foi concebido através do desenvolvimento narrativo.... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/reino-animal/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5167" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/reino-animal/animal-kingdom-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5167" title="reino animal animal kingdom filme movie" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/animal-kingdom-2-636x312-custom.jpg" alt="reino animal animal kingdom filme movie" width="636" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Reino Animal</em> transparece o método que lhe foi concebido através do desenvolvimento narrativo. São impressões distintas durante o andamento do filme que foi o grande vencedor de Sundance em 2010. O primeiro ato é agarrado à falácia e elementos da pós-produção para apresentar uma família problemática que sobrevive financeiramente graças ao tráfico de drogas. A câmera de David Michôd registra o “mundo cão” que enaltece no título do filme quando os personagens largam estereótipos e agregam densos conflitos a cada persona a partir da segunda metade do longa.</p>
<p style="text-align: justify;">Atribui-se ao roteiro saídas complexas como um contraponto aos buracos do texto de Michôd, que oscila entre a falta de refinamento e momentos de brilhantismo no comando do mesmo. Ao contrário da primeira metade, o diretor articula texto, elenco e estética, sendo trivial ao impacto do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Como análise de um tempo, Michôd destrincha vulnerabilidades, necessidades e o egoísmo de uma raça que se apóia no egocentrismo para vangloriar-se de falsa alegria ou que toma atitudes ríspidas para alcançar a sensação de saciamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>REINO ANIMAL</strong> (Animal Kingdom, Austrália, 2010) <strong>Direção:</strong> David Michôd <strong>Roteiro:</strong> David Michôd <strong>Elenco:</strong> Guy Pearce, Ben Medelsonh, Joel Edgerton, Luke Ford <strong>Duração:</strong> 113 min <strong>Distribuição:</strong> Sony</span></p>
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		<title>Senna</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 14:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil não perder o senso e não confundir razão e emoção. Como milhares de brasileiros,... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/senna-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5160" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/senna-2/ayrtonsenna/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5160" title="ayrton senna movie filme sundance" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/ayrtonsenna-636x365-custom.jpg" alt="ayrton senna movie filme sundance" width="636" height="365" /></a></p>
<p>Difícil não perder o senso e não  confundir razão e emoção. Como milhares de brasileiros, eu também  passava minhas manhãs de domingo em frente à TV torcendo por Ayrton  Senna. Composto apenas por imagens de arquivo e com depoimentos em voz <em>off</em>,  o diretor Asif Kapadia quebra a dimensão do tempo. Não vemos a  reconstituição de uma época ou um momento explicitamente nostálgico e  muito menos uma obra biográfica. A utilização destes elementos ajuda a  reforçar os ideais e o caráter do piloto, falecido em 1994.</p>
<p>Das polêmicas envolvendo sua rivalidade  com o francês Alain Prost (o fio condutor do filme) e a ousadia de  enfrentar diretores da FIA, Kapadia mostra um homem levado pela emoção.  Que sentia falta de correr por prazer e que se importava com outros  pilotos, mecânicos e envolvidos com o “mundo” da F1. Mas os esquecia por  completo na hora de buscar a vitória e se fosse preciso, passava por  cima de todos eles, literalmente.</p>
<p>O que nos aproxima mais ainda de Senna  são as cenas de arquivo pessoal e de bastidores, como as polêmicas  reuniões de pilotos antes das corridas que com ajuda da montagem (mal)  intencionada culminam numa polêmica sem fim envolvendo o Grande Prêmio  do Japão de 1989, que acabou com a vitória de Ayrton anulada após os  protestos de Prost.</p>
<p>Além da exposição do olhar de Senna de  assuntos além automobilismo (sua relação com Deus, com sua pátria e  todas as renúncias para ser bem sucedido), o trunfo de <em>Senna</em> é como o filme destrincha a determinação, dedicação, garra e paixão do último grande ídolo que este país teve.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/><span style="color: #888888;"><strong>SENNA</strong> (Idem, Inglaterra, 2010)<strong> Direção:</strong> Asif Kapadia <strong>Roteiro:</strong> Manish Pandey <strong>Duração:</strong> 97 min <strong>Distribuição:</strong> Paramount</span></p>
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		<title>A Rede Social</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 23:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Contar a história do Facebook talvez não seja a mais interessante e ousada aposta de David... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/a-rede-social-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5127" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/a-rede-social-2/a-rede-social-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5127" title="a rede social the social network david fincher facebook" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/a-rede-social-636x347-custom.jpg" alt="" width="636" height="347" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Contar a história do Facebook talvez não  seja a mais interessante e ousada aposta de David Fincher, entretanto  vemos uma obra arrivista em relação ao futuro, sempre embutido em um  imaginário que entroniza a tecnologia, vantajosa e promissora. O filme é  comportado até demais dentro dessa temática, o que surpreende  positivamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A teia psicológica que Fincher costura em <em>A Rede Social</em> leva seus efeitos até onde é possível. Coloca em medidas diversos  gêneros dentro da trama, sem distorcer nada que o roteiro (baseado no  livro “Bilionários por Acidente” de Ben Mezrich) lhe oferece. Por sinal,  o diretor parece muito à vontade com o texto e menos preocupado com  aspectos estéticos. A narrativa, sempre em <em>flashbacks</em>, permite  que seus personagens sejam estereotipados, talvez para melhor  assimilação das idas e vindas do tempo, que divide a história em si e os  julgamentos por qual Mark Zuckerberg, o fundador do site passou por ser  “espertinho”, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Fincher dispensa qualquer bandeira ou  panfletagem em relação a comportamentos e ideais. Mesmo com todas suas  limitações (convenhamos que é uma história que só tem seu charme por se  tratar de um site que todo mundo utiliza), o cerne maior de <em>A Rede Social</em> é explorar como a ambição cresce conforme o ego e o status e, a análise  batida, porém sempre necessária de que certas coisas o dinheiro não  pode comprar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>A REDE SOCIAL</strong> (The Social Network, EUA, 2010) <strong>Direção:</strong> David Fincher Roteiro: Aaron Sorkin, Ben Mezrich <strong>Elenco:</strong> Jesse Einsenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Brenda Song <strong>Duração:</strong> 120 min <strong>Distribuição:</strong> Sony Pictures</span></p>
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