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	<title>Cinema O Rama &#187; Festival do Rio 2009</title>
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		<title>Crítica: Minha Terra, África</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 01:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria mora em um local devastado pela guerra civil. Em qualquer esquina, é possível ver rastros... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/critica-minha-terra-africa/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5622" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/critica-minha-terra-africa/minha-terra-africa-2/"><img class="size-large wp-image-5622 aligncenter" title="minha terra áfrica white material claire denis" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/minha-terra-áfrica-605x353-custom.jpg" alt="minha terra áfrica" width="605" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Maria mora em um local devastado pela guerra civil. Em qualquer esquina, é possível ver rastros de violência. Ela tem uma plantação de café e se  mudar está fora de cogitação, pois alega ter laços sentimentais com o local. O café produzido por Maria, segundo os locais, não é consumido por eles. Esta é a saída para distorcer a visão sob a tensão racial em <strong>Minha Terra, África</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O único canal que assume a voz dos “rebeldes” é uma estação de rádio que toca música jamaicana e assume postura radical sobre os conflitos. Maria e sua família, composta apenas por brancos podem atrair a segurança e reiniciar o banho de sangue. Maria representa a coragem. André, seu ex-marido, a submissão. O filho deles, a personificação da situação por completo. A linguagem cinematográfica de <strong>Claire Denis</strong> parece empacotada na plástica, mas não é. A câmera na mão seria uma saída fácil para aumentar essa tensão, mas nas mãos da diretora, o dispositivo serve para captar uma silenciosa catarse.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas brechas, a diretora constrói o emocional dos personagens e no último ato solta o pino da granada. Imprevisível e sem um senso de justiça – como a vida é – <strong>Denis </strong>explora os dois extremos da moeda. Não existe bandido e mocinho. Muito menos o que é certo e errado numa guerra onde a tensão racial está acima de qualquer ato. Ordinário apenas na casca e por alimentar uma narrativa linear, o longa guarda em muitas sequências, sugestões para bons e longos momentos contemplativos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>MINHA TERRA, ÁFRICA</strong> (White Material, França, 2009) <strong>Direção:</strong> Claire Denis <strong>Roteiro</strong>: Claire Denis e Marie N’Diaye <strong>Elenco:</strong> Isabelle Huppert, Christophe Lambert, Nicolas Duvauchelle, William Dadylam <strong>Duração:</strong> 100 min <strong>Distribuição:</strong> Imovision</span></p>
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		<title>Ricky</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 15:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[François Ozon insere em um enredo  fantasioso a discussão de valores familiares, oportunismo,... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/ricky/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5425" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/ricky/ricky-gallery1/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5425" title="ricky françois ozon baby movie" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/Ricky-gallery1-636x380.jpg" alt="ricky françoiz ozon" width="636" height="380" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">François Ozon insere em um enredo   fantasioso a discussão de valores familiares, oportunismo, quebra de  privacidade e relações modernas. O diretor tem a noção exata de quando  pode esconder ou exibir as idéias inseridas no subtexto de  uma maneira que não atrapalhe a linearidade deste lado – adocicado demais para acreditar que se trata de um filme de Ozon – do longa que é regido pelas elipses,  transparecendo problemas no roteiro  para uma brusca conclusão. Mas <em>Ricky</em> não deixa de ser uma  experiência interessante ao unir a fragilidade dos primeiros meses da vida de um bebê ao que é estranho, excluso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>RICKY</strong> (Idem, França/Itália, 2009) <strong>Direção:</strong> François Ozon <strong>Roteiro:</strong> François Ozon <strong>Elenco:</strong> Alexandra Lamy, Sergi López, Arthur Peyret, Mélusine Mayance <strong>Duração:</strong> 90 min <strong>Distribuição:</strong> Califórnia Filmes</span></p>
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		<title>Bellini e o Demônio</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 03:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sai a estética noir de Bellini e a Esfinge, que enriquecia o visual das ruas paulistanas e... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/bellini-e-o-demonio-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5227" href="http://www.cinemaorama.com/2011/03/bellini-e-o-demonio-2/bellini-5/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5227" title="bellini e o demônio fabio assunção filme marcelo galvão mulholland" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/03/bellini1-636x306-custom.jpg" alt="bellini e o demônio fabio assunção filme marcelo galvão mulholland" width="636" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sai a estética noir de Bellini e a Esfinge, que enriquecia o visual das ruas paulistanas e colocava Bellini numa posição de um real detetive brasileiro com seu charmoso Fiat Uno. Entra a estética moderna, picotada e avulsa para mostrar um detetive atormentado e imerso na letargia em Bellini e o Demônio, filme que guia a aventura do detetive Remo Bellini, agora com a psique desviada pelo misticismo. Na verdade o filme ameaça seguir a estética do primeiro filme em seus minutos iniciais, mas acaba se destrambelhando para outro caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por um lado, o filme não consegue transparecer sensações em cenas que seriam tão óbvias para isso acontecer, Marcelo Galvão consegue retrair o espectador em sua poltrona quando tende a explícita tentativa de se aproximar do cinema de horror americano. A esfera policial do longa toma um novo rumo. Não deve ser esquecida por completo, afinal Bellini é um detetive, mas entre um drama de um homem que simplesmente não consegue trabalhar e o horror dos crimes que estão nas mãos dele, a tensão é grande, mas o apelo visual (sangue, animais mortos e etc.) e técnico (trilha sonora, montagem) para que isso aconteça é exacerbado. Entre suas dinâmicas cenas, a tensão dá lugar a reações dormentes no meio de tantas tentativas de criar um clima claustrofóbico.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certo momento, essa dormência parece perder alguma informação passada pelo filme, pois a relação entre os personagens e de Bellini com o seu caso é incompreensível. Um quebra-cabeça foi montado. Fábio Assunção joga a favor. Detalhes meramente bobos parecem virar sérios motivos para a catarse de Bellini. Sua índole é colocada em prova. Infelizmente já é tarde demais para o filme ganhar o ritmo necessário, mas consegue dar um grande respiro antes dos créditos finais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>BELLINI E O DEMÔNIO</strong> (Idem, Brasil, 2008) <strong>Direção:</strong> Marcelo Galvão <strong>Roteiro:</strong> Marcelo Galvão, Tony Bellotto <strong>Elenco:</strong> Fábio Assunção, Rosane Mulholland, Luiza Curvo, Mariana Clara <strong>Duração:</strong> 85 min <strong>Distribuição</strong>: Imagem Filmes</span></p>
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		<title>Cabeça a Prêmio</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 14:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marco Ricca dispensa a tradicional sede que diretores debutantes vêm ao pote em Cabeça a... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/02/cabeca-a-premio-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-4829" href="http://www.cinemaorama.com/2011/02/cabeca-a-premio-2/cabeca-a-premio-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4829" title="cabeça-a-premio" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/02/cabeça-a-premio-636x364-custom.jpg" alt="Cabeça a Prêmio Marco Ricca Filme" width="636" height="364" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Marco Ricca dispensa a tradicional sede que diretores debutantes vêm ao pote em <em>Cabeça a Prêmio</em>. Em execução, o diretor mostra que sabe bem o que faz.  Mas para transferir a obra homônima de Marçal Aquino &#8211; que retrata a decadência de uma família burguesa que vive em contido desbunde graças à atividades ilegais  &#8211; para a tela, o roteiro problemático se sobrepõe aos olhos afiados da direção.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressão é que Ricca tenta justificar a presença de vários personagens e ligá-los à trama naturalmente, mas cai na armadilha da previsibilidade. Perto do epílogo, Ricca ainda corre para apresentar personagens. Para isso, a omissão de fatos é saída mais urgente e se desprende da intenção inicial, que era de seguir o caminho existencialista numa trama que inevitavelmente cai numa rede de crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande suspiro do longa está em sequências que nos imergimos na decadência dos personagens, todos completamente contaminados por um sentimento que não sabem descrever. Cada um tem sua forma de descontar esta espécie de frustração, e assim, é possível se aproximar deles. Pena que são raros os momentos que Ricca não confunde este bons momentos com a necessidade de criar uma narrativa linear.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>CABEÇA A PRÊMIO</strong> (Idem, Brasil, 2009) <strong>Direção:</strong> Marco Ricca <strong>Roteiro:</strong> Felipe Braga e Marco Ricca <strong>Elenco:</strong> Fulvio Stefanini, Alice Braga, Eduardo Moscovis, Cassio Gabus Mendes <strong>Duração:</strong> 104 min <strong>Distribuição:</strong> Europa Filmes</span></p>
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		<title>Almas à Venda</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 16:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem nunca sentiu indisposição apenas por ter o peso de sua alma? Ou uma fadiga espiritual?... <a href="http://www.cinemaorama.com/2010/11/3888/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-3889" href="http://www.cinemaorama.com/2010/11/3888/cold-souls-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3889" title="cold souls" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/11/cold-souls1-400x182-custom.jpg" alt="" width="400" height="182" /></a><br />
Quem nunca sentiu indisposição apenas por ter o peso de sua alma? Ou uma fadiga espiritual? Aliado a estafa física e psico, Paul Giamatti resolve entregar os pontos para a ciência em Eu, Ela e Minha Alma, filme que carrega o argumento perfeito para um denso drama, mas Sophie Bartes faz o caminho oposto e insere doses de humor despretensioso no texto e consegue uma boa equivalência de gêneros, mas tem sérios problemas para manter esta continuidade por todo filme.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é uma sucessão de grandes erros e acertos. Ele questiona como apenas “levamos” a vida e como a tratamos com tamanho desdém. Giamatti (vivendo ele mesmo…argh!) se livra de sua alma para dar continuidade em uma peça de Tchekov, algo que a dita cuja o impedira anteriormente. Com efeito fantasioso, nada melhor que rir do cotidiano do ator para novamente manter uma média com a realidade. O humor usado por Bartes é tão inocente que as vezes, o riso é de pena.</p>
<p style="text-align: justify;">Se sentindo vazio, a saída é se apossar de uma alma alheia. Sobra para uma poeta russa. O desenrolar de Eu, Ela e Minha Alma é linear, sem desembaralhar a construção, algo que o similar &#8211; intensamente lembrado durante o filme – Charlie Kaufman faria em algum momento oportuno para não deixar o filme cair no tédio. Bartes ainda tem problemas para domar a narrativa e como pontuar os momentos certos para posicionar as viradas do roteiro. Outro ponto ausente é a ação interna de Giamatti, que com tantos problemas para trocar de alma, não tem os mesmos estudados à fundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste processo de criticar a contemporaneidade entre uma piadinha e outra, o filme peca pela  falta de originalidade. Giamatti está bem, se esforça, mas o resto do elenco não parece em sintonia com o protagonista. Vale pela tentativa de Bartes, mas escorrega em erros bobos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a> <span style="color: #888888;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>ALMAS À VENDA</strong> (Cold Souls, EUA, 2008) <strong>Direção:</strong> Sophie Bartes <strong>Roteiro: </strong>Sophie Bartes <strong>Elenco:</strong> Paul Giamatti, Dina Korzun, Emily Watson, Katheryn Winnick <strong>Duração:</strong> 101 min</span></p>
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		<title>Cabeça a Prêmio</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 17:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marco Ricca dispensa a tradicional sede que diretores debutantes vêm ao pote em Cabeça a... <a href="http://www.cinemaorama.com/2010/08/cabeca-a-premio/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-2821 aligncenter" title="cabecapremio" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/08/cabecapremio-400x131-custom.jpg" alt="cabecapremio" width="400" height="131" /></p>
<p style="text-align: justify;">Marco Ricca dispensa a tradicional sede que diretores debutantes vêm ao pote em <em>Cabeça a Prêmio</em>. Em execução, o diretor mostra que sabe bem o que faz.  Mas para transferir a obra de Marçal Aquino que retrata a decadência de uma família burguesa que vive graças a atividades ilegais para a tela, o roteiro problemático se sobrepõe aos olhos afiados da direção.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressão é que Ricca tenta justificar a presença de vários personagens e ligá-los à trama naturalmente, mas cai na armadilha da previsibilidade. Perto do epílogo, Ricca ainda corre para apresentar personagens. Para isso, a omissão de fatos é saída mais urgente e se desprende da intenção inicial, que era de seguir o caminho existencialista numa trama que inevitavelmente cai numa rede de crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande suspiro do longa está em sequências que nos imergimos na decadência dos personagens, todos completamente contaminados por um sentimento que não sabem descrever. Cada um tem sua forma de descontar esta espécie de frustração, e assim, é possível se aproximar deles. Pena que são raros os momentos que Ricca não confunde este bons momentos com a necessidade de criar uma narrativa linear.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="2half" width="67" height="15" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>CABEÇA A PRÊMIO</strong> (Idem, Brasil, 2009) <strong>Direção:</strong> Marco Ricca <strong>Roteiro:</strong> Felipe Braga e Marco Ricca <strong>Elenco:</strong> Fulvio Stefanini, Alice Braga, Eduardo Moscovis, Cassio Gabus Mendes <strong>Duração:</strong> 104 min</span></p>
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		<title>Olhos Azuis</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 15:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Totalitarismo, remorso e a busca por redenção guiam a narrativa de Olhos Azuis. Por mais... <a href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/olhos-azuis/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i996.photobucket.com/albums/af81/cinemaorama/olhosazuis.jpg" alt="" width="399" height="139" /></p>
<p style="text-align: justify;">Totalitarismo, remorso e a busca por redenção guiam a narrativa de <em>Olhos Azuis</em>. Por mais contemporâneos (e de certa forma batidos) que tais assuntos possam ser, existe algo a mais no filme de José Joffily. Não só a coragem para peitar uma força chamada Estados Unidos da América ao mostrá-los com autoritarismo exacerbado na relação com estrangeiros, em especial, os da América Latina. Não é preciso sair da sala de departamento de imigração, onde os latinos buscam uma carimbada em seus passaportes e que autorizem a entrada na “terra das oportunidades”.<strong> </strong>De personalidades distintas e muito bem construídas, os policiais aqui têm o poder absoluto sobre o futuro de cada um que está na sala de espera.</p>
<p style="text-align: justify;">Intercalando com esta sistemática que oferece aos policiais diversão durante o horário de trabalho, vemos a busca do policial Marshall em terras brasileiras pela filha de um homem que estava na sala de imigração. Aos poucos, Joffily vai construindo um quadro sócio-político brutal que envolve diversos aspectos. Por outro lado, o diretor mostra a entrega de um homem às suas fraquezas e sua última chance de redenção. A pose de um homem invencível dada por um núcleo é desfigurada pelo outro. O grande trunfo dessas duas esferas é que o diretor consegue fazer dois filmes diferentes, com dois gêneros diferentes. A primeira, um thriller explosivo, social. A segunda, um road movie contemplativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fragmentar o filme dessa forma brusca, irregularidades no ritmo do filme parecem inevitáveis. Principalmente por se tratar de uma interação crescente à respeito de informações sobre Marshall. De qualquer forma, as intenções de <em>Olhos Azuis</em> são claras e bem sucedidas. Conflitos externos são comedidos na medida certa e os internos suficientemente implícitos para transformar o filme em entretenimento e fonte para reflexões.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme estreia na próxima sexta (28).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2413" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/4star2.jpg" alt="4star" width="67" height="15" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>OLHOS AZUIS</strong> (Idem, Brasil, 2009) <strong>Direção: </strong>José Joffily <strong>Roteiro:</strong> Melaine Diamantas e Paulo Halm <strong>Elenco:</strong> David Rache, Cristina Lago, Irandhir Santos, Valeria Lorca <strong>Duração:</strong> 111 min</span></p>
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		<title>Sonhos Roubados</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 16:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i996.photobucket.com/albums/af81/cinemaorama/sonhosroubados_foto_02_vantoemperei.jpg" alt="" width="400" height="151" /></p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro “As Meninas da Esquina”, de Eliane Trindade e com roteiro que conta com colaborações de Paulo Halm, José Joffily e Adriana Falcão além da própria diretora Sandra Werneck, <em>Sonhos Roubados </em>é um filme que reflete as condições sociais do país usando uma favela como referência. Delicado, afinal trata-se de uma fórmula batida no cinema nacional. Mas o que faz do filme ser totalmente diferente é por ser implícito em suas sugestões. O cotidiano de Jessica, Sabrina e Daiane aos poucos vira a representação de um catalisador interior, da necessidade de ser alguém, enfim, de realizar sonhos, estes que não são citados em momento algum do filme, mas são comuns entre todos nós, que para elas, podem chegar mais perto por um caminho alternativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Vindas de lares destruídos e órfãs, as meninas sobrevivem ao que lhe é oferecido. Na adaptação vemos os desejos, o peso de ganhar responsabilidades gigantescas sob a comum imaturidade da idade e a necessidade de se sentir notada, que pode ser confundida com a vaidade, pois estamos falando de três meninas, mas é notório que vai muito mais além que um cabelo liso e pintado ou um vestido curto. A diversão para elas se confunde com a obrigação e ganha forças terapêuticas para o ego e para o bolso, sem remorsos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se toda força de <em>Sonhos Roubados</em> vem do interior de seus personagens enquanto registra uma rotina que poderia colocá-las como coitadinhas, Sandra parece pesar na hora de exteriorizar tais sentimentos, pois todas, com exceção da pequena Daiane, não parecem ter uma personalidade definida e sim moldadas a partir de um estereótipo, o que fica mais claro quando estão em cena com outros personagens. As sequências parecem tentar arduamente que suas protagonistas ganhem forças suficientes para tornar o filme numa história particular e principalmente convincente, algo que a perspectiva lúdica e não tão didática adotada pelo subtexto do filme dominava com tamanha autoridade.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-2246" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/04/2half3.gif" alt="2half" width="67" height="15" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong> SONHOS ROUBADOS</strong> (Idem, Brasil, 2009) <strong>Direção:</strong> Sandra Werneck <strong>Roteiro:</strong> Adriana Falcão, Paulo Halm, José Joffily, Sandra Werneck <strong>Elenco: </strong>Nanda Costa, Marieta Severo, Amanda Diniz, Kika Farias <strong>Duração:</strong> 85 min</span></p>
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		<title>Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 14:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pequenas peculiaridades constróem Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos. O longa que marca... <a href="http://www.cinemaorama.com/2010/03/historias-de-amor-duram-apenas-90-minutos/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://i996.photobucket.com/albums/af81/cinemaorama/histriasdeamor.jpg" alt="" width="401" height="141" /></p>
<p style="text-align: justify;">Pequenas peculiaridades constróem <em>Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos</em>. O longa que marca a estréia de Paulo Halm na direção, tem uma poderosa veia cômica, porém, não se assume como uma comédia. Apresenta conflitos e devaneios emocionais de seu protagonista, mas também não veste a camisa de um drama existencial. Assim, fica clara a intenção de Halm de unir gêneros dentro de um mesmo texto. Quando o jovem e inativo escritor Zeca é aterrorizado pelo fantasma da infidelidade, sua estagnação vira o céu e o inferno, representados pela Lapa, berço da boemia carioca.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tal paralisação criativa coloca Zeca numa posição submissa ao acaso (este sempre disposto a acionar a bomba que é a mente libidinosa do rapaz), o mesmo não se pode dizer quando a neura permite exibir todas suas fraquezas. É aí que Paulo Halm abusa do humor, criando cenas memoráveis, explicitando a catalisação das frustrações de Zeca, principalmente quando o escritor está com seu frio, monossilábico, plúrimo e totalmente identificável pai, vivido por Daniel Dantas de forma excepcional.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o lado cômico é pulsante, Halm estuda os sintomas do desespero de forma mais singela, os usando às vezes como escada para o riso e não se limita a fronteiras, abusando de referências da cultura brasileira; por vezes ele as chacota, outras são estampadas pelo diretor como uma espécie de resgate de costumes que a violência das grandes metrópoles nos impede de cultivar. Em certo momento do filme, Halm consegue congregar em uma mesma sequencia a decadência, funk carioca, humor pastelão e o poeta francês Charles Baudelaire sem parecer pretensioso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos</em> desconstrói a urgência contemporânea de amar e se sentir amado, mesmo que isso só alimente um sentimento vazio, mas sem colocá-lo sob uma visão pessimista. Na verdade, em todo seu envolto, o filme de Halm é uma divertida contemplação sobre esse desespero e que ao mesclar elementos de variados gêneros, consegue trazer frescor ao cinema nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1976" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/03/4star3.jpg" alt="4star" width="67" height="15" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS</strong> (Idem, Brasil/Argentina, 2009) <strong>Direção:</strong> Paulo Halm <strong>Roteiro:</strong> Paulo Halm <strong>Elenco:</strong> Caio Blat, Daniel Dantas, Maria Ribeiro, Luz Cipriota<strong> Duração:</strong> 93 min</span></p>
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		<title>O Segredo dos Seus Olhos</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 21:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns eventos são devastadores em nossas vidas. Deixam tantos rastros que por vezes é... <a href="http://www.cinemaorama.com/2010/02/o-segredo-de-seus-olhos/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://i996.photobucket.com/albums/af81/cinemaorama/osegredodeseusolhos.jpg" alt="" width="398" height="158" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns eventos são devastadores em nossas vidas. Deixam tantos rastros que por vezes é impossível viver o presente. Mas para deixarmos o passado literalmente para trás, enfrentar seus fantasmas seja a melhor maneira. A premissa que <em>O Segredo de Seus Olhos</em> carregava era de um filme sobre um acerto de contas, mas ao fragmentar o tempo na narrativa não apenas para registrar a redenção de um homem, mas para discutir leis e valores dentro de um thriller, a adaptação do romance de Eduardo Sacheri ganha novas interpretações.</p>
<p style="text-align: justify;">O diretor Juan José Campanella bebe da decadência característica dos personagens dos filmes noir e do ritmo de filmes de ação americanos para traçar uma trama completa e claustrofóbica. Nela, a pena de morte é citada em alguns momentos, mas é atrelada a cada quadro do filme que também discute o abismo entre as palavras “existência” e “vivência” com bons diálogos e movimentos de câmera precisos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Campanella se importou apenas com o lado ativo. Por isso, <em>O Segredo de Seus Olhos</em> é um filme que se preocupa em condensar ritmo e intensidade dramática, com subtexto pesado, mas não menos instigante que o thriller que digerimos. Para viver, passamos por momentos extremos, intensos, onde tomamos decisões precipitadas e colhemos seus frutos. Existe o tempo para o arrependimento e a busca de um novo caminho, para outros, a existência torna-se um martírio por viver cativo das conseqüências de seus atos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certo momento do filme, a torcida grita “academia” diversas vezes em um estádio de futebol, já profetizando a indicação do filme ao prêmio de melhor filme estrangeiro na cerimônia do Oscar. Coincidência ou não, o filme tem tudo que a academia gosta: é um filme que agrada a quem digere uma obra aos poucos de forma contemplativa (por enriquecer o subtexto e suas tramas paralelas) e também aqueles que procuram um filme como uma diversão escapista (um thriller bem amarrado e romanceado). Pena, que no meio do caminho, havia uma fita branca&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1911" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/02/4star2.jpg" alt="4star" width="67" height="15" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O SEGREDO DE SEUS OLHOS</strong> (El Secreto de Sus Ojos, Argentina/Espanha, 2009) <strong>Direção:</strong> Juan José Campanella <strong>Roteiro: </strong>Juan José Campanella <strong>Elenco:</strong> Ricardo Darín, Guillermo Francella, Soledad Villamil, Pablo Rago <strong>Duração:</strong> 127 min</span></p>
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