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	<title>Cinema O Rama &#187; Festival do Rio 2008</title>
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		<title>Crítica: Chuva</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 19:44:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Na fria e chuvosa Buenos Aires, vemos uma cena comum nas grandes metrópoles: um generoso... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/05/critica-chuva/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5872" href="http://www.cinemaorama.com/2011/05/critica-chuva/chuva-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5872" title="chuva filme" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/05/chuva-636x326-custom.jpg" alt="" width="636" height="326" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na fria e chuvosa <strong>Buenos Aires</strong>, vemos  uma cena comum nas grandes metrópoles: um generoso engarrafamento. <strong>Alma</strong> está em seu carro, esperando, sozinha e angustiada. <strong>Roberto</strong> entra  desesperadamente no carro, sangrando. A diretora <strong> </strong><strong>Paula Hernández</strong> utiliza  a <strong>chuva</strong> para unir os dois personagens que se não estivessem tão  próximos e unidos por uma cobertura, buscando proteção do frio, não teriam chances para se conhecer e utilizar a falta de  intimidade para se expor, sem utilizar proteções emocionais causados  pelo conhecido, pela previsibilidade de um julgamento e um convívio mais  calculista.</p>
<p style="text-align: justify;">Se expor para um desconhecido talvez  seja conveniente numa situação como essa. A decepção não é a primeira  coisa que vem em  mente. Os dois podem assim, se ajudar, mutuamente,  apesar da insegurança comum que também criado pelo desconhecido, este, aqui, ganha status enigmáticos criados por lombadas que  por um lado mudam o rumo do longa, mas pontuam um sentimento unânime da  população das grandes metrópoles: a solidão e o interesse na vida  alheia. Aos poucos deixamos as primeiras impressões causadas por uma  apresentação morna dos personagens, para afundar no emocional de Alma e <strong> </strong>Roberto que infelizmente são embarreirados pela diretora <strong>Paula Hernández</strong> novamente. Ela nos impede de situar a posição de cada um referente ao  problema do outro, expondo apenas o fervor do momento para liberar  informações em um momento que ela achou ser oportuno. Separando Alma e  Roberto em mundos distintos por conta do exarcebado uso de “plano e  contra-plano”, a diretora cria um cansativo ping pong em sua montagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desta forma quadrada para  desenvolver o longa, Hernández tem a sutileza na hora de construir  o lado psicológico de sua ação, aos poucos convencendo a nós que esta  aproximação veio de uma escolha da natureza, como uma chance de recomeço  para cada um, mesmo que essa história vire uma grande dicotomia quando a  pós-produção os coloca em dois mundos particulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> <strong>CHUVA</strong> (Lluvia, Argentina, 2008) <strong>Direção:</strong> Paula Hernández <strong>Roteiro: </strong>Paula Hernández <strong>Elenco:</strong><strong> Duração:</strong> 110 min Distribuição: Panda</span> Ernesto Alterio, Valéria Bertuccelli, Alejo Mango, Matias Umpierrez</p>
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		<title>Guerra Sem Cortes</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 15:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Inéditos]]></category>

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		<description><![CDATA[Já em seus minutos iniciais, Brian De Palma desmancha tudo que construiu em muitos anos... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/07/guerra-sem-cortes/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8Uv6PCb9I/AAAAAAAACZ0/rO943NicvBs/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359024894912917458" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 99px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8Uv6PCb9I/AAAAAAAACZ0/rO943NicvBs/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Já em seus minutos iniciais, Brian De Palma desmancha tudo que construiu em muitos anos dirigindo filmes. Declara que seu filme <em>Guerra Sem Cortes </em>não é para ser um produto emotivo hollywoodiano e sim, um retrato próximo do que se passa pelo Iraque, assunto já saturado pelo cinema desde os ataques de 11 de setembro e não poupa críticas para filmes que exploram a tragédia com a intenção de faturar nas bilheterias.</p>
<p style="text-align: justify;">Da típica elegância dos outros filmes de Brian De Palma, vemos o diretor ir para outro extremo, escolhendo as câmeras digitais para guiarem os dias de angústia dos soldados e o uso de referências modernas como a internet para informações e protestos se proliferarem pela rede mundial de computadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Desse tédio e dos costumes americanos, vemos o crescimento de atitudes radicais dos soldados que já tem suas raízes fincadas na violência e como uma saída mais eficiente para momentos de paz. As necessidades dos soldados também em crescente urgência acabam em saídas chocantes, fora a cansativa relação entre eles e o gratuito ódio gerado contra os Iraquianos, que nada podem fazer numa situação que está totalmente dominada pelos americanos, que na verdade, nem sabem o que estão fazendo ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Já convictos da absolvição, o que resta a eles são os traumas e a luta pela justiça do próprio coração, pois a justiça sugerida por George W. Bush é feita com excelência. Brian De Palma consegue dominar seu filme, mesmo com um elenco perdido e a linguagem quase documental, que faz o filme perder forças a todo o momento, mesmo que essa aposta seja para fugir de um clichê do cinema americano.</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SlTCxNA23rI/AAAAAAAACWE/2n6Py9gT4DM/s1600-h/3star.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356120007412997810" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SlTCxNA23rI/AAAAAAAACWE/2n6Py9gT4DM/s400/3star.jpg" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;"><strong>GUERRA SEM CORTES</strong> (Redacted, EUA, 2007)</span> <span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;">Direção</span>: Brian De Palma</span> <span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;">Roteiro</span>:</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"> Brian De Palma </span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;">Elenco</span>:</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"> </span><span style="color: #666666;font-family:arial;">Izzy Dias, Patrick Carroll, Rob Devaney, Ty Jones<span style="font-weight: bold;"> Duração</span>:</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"> </span><span style="color: #666666;font-family:arial;">90 min</span><span style="font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><br />
</span></span></p>
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		<title>Import Export</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 20:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[A característica apatia usada por Ulrich Seidl agora mostra para o resto do mundo o que o leste... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/07/import-export/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8VPFAQReI/AAAAAAAACZ8/kE3Quzmg_4Y/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359025430379644386" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8VPFAQReI/AAAAAAAACZ8/kE3Quzmg_4Y/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A característica apatia usada por Ulrich Seidl agora mostra para o resto do mundo o que o leste europeu parece esconder em uma condição muito conhecida pelos brasileiros:  A falta de oportunidade, sob um olhar demasiadamente negativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhamos a história de Olga e Pauli, dois jovens sem perspectiva de um futuro frutífero. Olga se sustenta a base de empregos alternativos fora o de enfermeira, que certamente o mantém para criar uma imagem imposta pela sociedade, pois seu trabalho como stripper pela internet é mais rentável. A infelicidade a domina e a leva para uma aventura na Áustria. Já Pauli faz o caminho inverso. Sem emprego e vivendo num país que ainda escuta os ecos da segunda guerra, viaja com seu padrasto levando máquinas caça níqueis para a Ucrânia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ulrich continua a manter o que o consagrou em <em>Dias de Cão</em>. Sua direção é levada pelas emoções, mas sem nenhum esforço em criar elos com seus personagens e os espectadores. Ulrich impõe duras críticas em cenas que podem parecer avulsas, mas na verdade são de uma força extrema maior que uma narrativa mais didática nos ofereceria, calçada em imagens que se utiliza de uma beleza fotográfica incrível, mas seus elementos e personagens de cena são completamente arruinados ou colocados na posição de ridículo, deixando explícita a idéia pessimista vinda do diretor.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta fantasiosa esperança por uma vida melhor, principalmente no lado de Pauli, que é obrigado a aturar seu padrasto que se ilude a todo momento com uma boa vida, vemos uma urgência da parte dos protagonistas, que aparentemente usufruem de histórias opostas, mas ligados pela ilusão extrema que os colocam &#8211; pelo desespero &#8211; na mesma situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em cenas que o pudor é deixado completamente de lado, cada personagem exibe sua desconfortável relação com a rotina e o novo idioma. E onde cada suspiro de uma nova vida é devidamente cortado por um abrupto golpe do destino, isto é, o destino é o nome dado para a previsibilidade de vidas que não conseguem ver para onde remar, para onde seguir. O que o diretor Ulrich Seidl deixa claro para nós é que <em>Import Export</em> é um intercâmbio da miséria, não necessariamente financeira, pois parece que o vazio dentro de seus personagens vai muito além do vazio dos bolsos.</p>
<p><span style="font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><br />
<a href="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sk0dIbwlaKI/AAAAAAAACPc/t5erDHK-_hY/s1600-h/3star.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353967562741082274" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sk0dIbwlaKI/AAAAAAAACPc/t5erDHK-_hY/s400/3star.jpg" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></span><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"> </span></p>
<p><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><strong>IMPORT EXPORT</strong> (Import/Export, Austria, 2007)</span><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Ulrich Seidl</span><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Ulrich Seidl e Veronika Franz</span><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Ekateryna Rak, Paul Hofmann, Michael Thomas, Natalya Baranova</span><span style="color: #666666; font-family: arial;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 135 min</span></p>
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		<title>Romance</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O espetáculo que é o amor. Tragédia, comédia, seja lá o que for, é uma necessidade para... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/romance/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8WBC7VqZI/AAAAAAAACaM/PY6p4Xgv9oI/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359026288815614354" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 112px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8WBC7VqZI/AAAAAAAACaM/PY6p4Xgv9oI/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a><br />
O espetáculo que é o amor. Tragédia, comédia, seja lá o que for, é uma necessidade para cada ser humano. E assim, Guel Arraes utiliza o romance de Tristão e Isolda como referência e guia de seu longa <em>Romance</em> estrelado por Wagner Moura e Letícia Sabatella.</p>
<p style="text-align: justify;">Na inconstante e instável dicotomia de gêneros e colocando as artes em um patamar de igualdade (leia-se TV, teatro e cinema) o filme não se insere explicitamente em nenhum deles na verdade. Se ele vive no núcleo mais descontraído – e ousado por criticar métodos televisivos, com a ajuda de Jorge Furtado &#8211; liderado pela ótima Andrea Beltrão, Wladimir Brichta e reforçado por Marco Nanini ou se apóia no drama guiado pela peça de teatro em que Pedro (Wagner Moura, excelente) e Ana (Letícia Sabatella, forçada até quando finge interpretar) produzem para o estopim de uma relação cheia de inseguranças e uma paixão desenfreada que fica por trás das cortinas do teatro.</p>
<p style="text-align: justify;">E pelo sucesso de Ana, que vira uma celebridade graças a TV e a escolha mais radical de Pedro, que os dois se separam e colocam a questão do amor em cheque. O sofrimento, a felicidade, o tédio. Tudo é colocado em pauta, de uma forma peculiar e inteligente, que foge do convencional, mas consegue inserir todos os clichês possíveis de um romance, sem apelos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, a veia cômica parece ser avulsa e consegue levar o filme a um patamar completamente inesperado, com as já citadas críticas que na verdade não convencem, mas como piadas servem muito bem entre diálogos rápidos e impactantes, essa quebra de narrativa do filme não fica bem clara.</p>
<p style="text-align: justify;">Arraes tenta fugir do convencional e consegue, mas não justifica bem o seu objetivo, se por ousadia, crítica a métodos prontos ou se é, apenas, um conto de amor, com a clássica &#8220;pitada brasileira&#8221;.</p>
<p><a style="color: #666666; font-family: arial;" href="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SkUvPsdzESI/AAAAAAAACBI/dMQXKHFl6aA/s1600-h/3star.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351735678880387362" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SkUvPsdzESI/AAAAAAAACBI/dMQXKHFl6aA/s400/3star.jpg" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;"><strong>ROMANCE</strong> (Idem, Brasil 2008)</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Guel Arraes</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Guel Arraes e Jorge Furtado</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andrea Beltrão, Wladimir Brichta</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 105 min</span></p>
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		<title>Leonera</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[A constituição familiar dentro de uma cadeia. Pablo Trapero consegue carregar de detalhes em... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/leonera/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8WhiRU9jI/AAAAAAAACaU/a6TICN3edJY/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359026846985156146" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 108px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8WhiRU9jI/AAAAAAAACaU/a6TICN3edJY/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A constituição familiar dentro de uma cadeia. Pablo Trapero consegue carregar de detalhes em pequenos planos e também em diálogos soltos para futuros ganchos em <em>Leonera</em>, filme que tem sua força concentrada nas reviravoltas do roteiro em um mundo exclusivamente feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Julia é condenada por um crime de precedentes duvidosos e vai parar na cadeia de uma maneira apática. Lá, ela desarma os dias a espera de seu filho, conseqüência de uma relação também duvidosa. O que pode ser o retrato de uma vida sem futuro tem sua chama acesa quando o pequeno Tomás vem ao mundo. A partir daí o que se vê é o amadurecimento de uma mulher, jorrando instinto e a necessidade materna de criar seu filho, com a atriz Martina Gusman brilhando, num filme que é apenas seu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas <em>Leonera</em> parece ser uma história de lacunas. Julia tem grandes buracos em seu peito quando se relaciona com a mãe e com Ramiro, amante de seu ex-namorado, motivo para sua ida a cadeia. Estes buracos que ela reservou para ser preenchido pelo pequeno Tomás e mais ninguém. Um mundo que ela planejou apenas para os dois. Alimenta-se do vazio para se colocar no passado e de um possível trauma retratado no cotidiano do sistema carcerário.</p>
<p style="text-align: justify;">Trapero acerta em manter-se longe de uma óbvia vulgaridade na necessidade da sobrevivência e colocando o sistema carcerário apenas como pano de fundo para problemas e relações mesmo que seja em extremos e saídas que podem custar caro para a narrativa, fazendo que o filme perca sua força em certos momentos, ela ainda soa coerente.</p>
<p><span style=";font-family:arial;font-size:100%;"><br />
</span><a style="font-family: arial;" href="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SkORvuJEEFI/AAAAAAAACAA/jJsqsUBm0Cc/s1600-h/3half.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351281031272206418" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SkORvuJEEFI/AAAAAAAACAA/jJsqsUBm0Cc/s400/3half.gif" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;"> <strong>LEONERA</strong> (Idem, Argentina/Coréia do Sul/Brasil, 2008)</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Pablo Trapero</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Alejandro Fadel e Martín Mauregui</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Martina Gusman, Rodrigo Santoro, Elli Medeiros, Laura García</span><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>:</span><span style="font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"> 113 min</span><br />
</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Festa da Menina Morta</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2009/06/a-festa-da-menina-morta/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 12:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Até onde os seus hábitos são certos e os meus são errados? O que uma doutrina e valores... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/a-festa-da-menina-morta/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8ZIvcawSI/AAAAAAAACbE/PhOlpwrmQoo/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359029719559487778" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 126px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8ZIvcawSI/AAAAAAAACbE/PhOlpwrmQoo/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Até onde os seus hábitos são certos e os meus são errados? O que uma doutrina e valores impostos e até mesmo criados podem fazer pelo escape de tamanha dor e vazio sob um povo sofrido? <em>A Festa da Menina Morta</em> do estreante na direção Matheus Nachtergaele vai além de um retrato sofrido da população brasileira e os embala sob questões espirituais e da necessidade de se apoiar em algo e alguém.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme que também faz pesar a quem está assistindo. Matheus usa as duas pontas de uma gangorra na mesma cena por diversas vezes e coloca o espectador em cheque para qual lado seguir, dando a opção de você ser um sádico ou não. Se estamos sob a manta espiritual que guia o filme ou pela carne, aumentando nossas dúvidas sobre a conduta de Santinho, vivido pelo excepcional Daniel de Oliveira.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob um jogo de câmera esplendido, tão delicado e faz o espectador se mover e por vezes sob um nauseante estado de espírito, o filme consegue passar pelo que modelo de desdramatização ala Tchekov, mas também, vai além e utiliza de metáforas nada agradáveis aos olhos e um lado introspectivo, criado por sua construção narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Festa da Menina Morta</em> no fim das contas é o canto de desespero por uma vida melhor, pois sem opções, quem não olharia para o passado ou quem não inventaria histórias? É um retrato de um país tão perdido como o nosso, mas que precisa ter provações a todo o momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que passe pela excentricidade e pelo exagero diversas vezes, o filme tem uma peculiaridade e ele não passa dos limites no que é mais valioso pro filme: A fidelidade com os costumes do povo.  Debaixo de uma direção coesa e almejando um futuro como diretor, Nachtergaele nos brinda como um filme mais do que necessário para o cinema nacional, indo além de um padrão e de uma linguagem já saturada.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><a style="color: #666666;" href="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SjY6ZqSO1vI/AAAAAAAAB-Q/wb15KoO0Ouk/s1600-h/4star.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347525820070942450" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SjY6ZqSO1vI/AAAAAAAAB-Q/wb15KoO0Ouk/s400/4star.jpg" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a><strong></strong></p>
<p><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;"><strong>A FESTA DA MENINA MORTA</strong> (Idem, Brasil, 2008)</span></span></span><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Matheus Nachtergaele</span></span></span><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda</span></span></span><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Daniel de Oliveira, Cassia Kiss, Jackson Antunes, Dira Paes</span></span></span><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-family:arial;"><span style="color: #666666;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 110 min</span></span></span></div>
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		<title>Apenas o Fim</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 17:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez pela ousadia, coragem e toda história que o cerca tenha levado o longa do estreante... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/apenas-o-fim/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8Yiw5KbSI/AAAAAAAACa8/fDGc6gAOA-4/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359029067113458978" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8Yiw5KbSI/AAAAAAAACa8/fDGc6gAOA-4/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez pela ousadia, coragem e toda história que o cerca tenha levado o longa do estreante Matheus Souza a entrar no circuito de festivais com a tendência de cair no gosto do público. E assim foi feito. <em>Apenas o Fim</em> levou o Prêmio do Júri Popular no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Matheus fez seu filme em poucos dias, com ajuda de sua faculdade onde estuda cinema e que também serviu de locação do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas na verdade o filme oscila bastante e deixa claro: É um filme de apostas. Aposta na estética, nos movimentos de câmera e no roteiro atrapalhadamente simples, preso aos diálogos. Matheus deixa grosseiros rastros de sua vida no roteiro de maneira explícita e sem muita elegância para contar a história de Adriana, que decide abandonar a rotina e seu namorado, dando apenas uma hora para Antônio se despedir e de alguma forma desencadeia os motivos para a fuga de Adriana de uma maneira bem humorada e registrando o mundo dos jovens da zona sul carioca de uma forma tão particular e peculiar que pode distanciar quem não está familiarizado com os hábitos dos estudantes da PUC.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora os rastros deixados no roteiro, ele é pontuado por diálogos que Gregório Duvivier consegue tirar água de pedra, transformando a pretensão em gargalhadas, mesmo com todas as forçadas referências típicas de um diretor de cinema, o que soa forçado e pretensioso demais. Tais referências vão além dos diálogos e ficam mais claros com o andar do filme virando uma grande senilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos passear pela universidade com movimentos de câmera acertados. Seqüências coerentes e planos criativos acentuam as confusões na mente de Antônio. Infelizmente existem buracos bem claros tampados pela pós-produção, mas nessa altura Adriana e Antônio já nos conquistaram e isso não vira um grande problema.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Apenas o Fim</em> é um filme de diálogos, dirigido por alguém que vive tal realidade e a identificação pode ser imediata ou com uma breve estranheza. Mostra uma geração com influência direta da TV e filmes e com bons e singelos momentos, mas tropeça por sonhar alto demais e parecer algo que poderia passar longe de ser.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="font-size:100%;"><a style="font-family: arial;" href="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SjFCjxVr1XI/AAAAAAAAB9Y/Aq6PlKYDN3o/s1600-h/2half.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346127414972634482" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SjFCjxVr1XI/AAAAAAAAB9Y/Aq6PlKYDN3o/s400/2half.gif" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></span></p>
<p><span style="font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold; font-style: italic;"> </span><strong>APENAS O FIM</strong> (Idem, Brasil 2008)</span></span><span style="font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Matheus Souza</span></span><span style="font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Matheus Souza</span></span><span style="font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Gregório Duvivier, Erika Mader, Marcelo Adnet, Nathália Dill</span></span><span style="font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-family:arial;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 82 min</span></span></div>
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		<title>O Menino do Pijama Listrado</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 12:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Infância. Provavelmente a melhor época de nossas vidas. Sem responsabilidades, muitos amigos,... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/o-menino-do-pijama-listrado/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8ZjeQV6oI/AAAAAAAACbM/6GHL_Uj6SjE/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359030178801904258" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 131px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8ZjeQV6oI/AAAAAAAACbM/6GHL_Uj6SjE/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Infância. Provavelmente a melhor época de nossas vidas. Sem responsabilidades, muitos amigos, poucos traumas e uma vida inocente. Temos exatamente esse lado da infância tocado em <em>O Menino do Pijama Listrado</em>, baseado na obra de John Boyne, que se mantém fiel a obra e consegue um trabalho coeso na inconsciente comparação.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma interrupção abrupta da infância, seja por obrigações ou por ser vítima, ambas as vidas que guiam a construção do filme, são domadas pelo regime nazista. A necessidade de manter essa chama acesa dentro do coração de uma criança acaba aproximando dois pólos tão distintos, segundo a doutrina de Adolf Hitler.</p>
<p style="text-align: justify;">Vemos o processo de perda de inocência, ao que parece, até os últimos momentos do filme. A verdade nua e crua, mas com a clara distorção que só ela, a inocência, pode proporcionar a vida de uma pessoa. Será necessário ser inocente para viver decentemente?</p>
<p style="text-align: justify;">Existem interesses muito maiores que um regime e para isso se tornar explícito, atitudes completamente de certa forma grosseiras devem ser feitas e para uma futura reflexão. <em>O Menino do Pijama Listrado</em> acerta em não exagerar no que poderia ser a maior pedra de tropeço do longa: A emoção. Tal ausência nos situa na posição de refém que os dois personagens estão e ela se aproxima do espectador naturalmente, realçada pelas belas atuações de Asa Butterfield e Jack Scanlon sem que algum drible vindo da direção seja feito para conquistar o público.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Si0HD0DD8MI/AAAAAAAAB8M/Lfz6lzRtfn4/s1600-h/4star.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344936094851133634" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Si0HD0DD8MI/AAAAAAAAB8M/Lfz6lzRtfn4/s320/4star.jpg" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></span></p>
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold; font-style: italic;"> </span><strong>O MENINO DO PIJAMA LISTRADO </strong>(The Boy In The Stripped Pyjamas, Inglaterra/EUA 2008)</span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Mark Herman</span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Mark Herman</span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Asa Butterfield, Jack Scanlon, Vera Farmiga, Henry Kingsmill, Cara Horgan</span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 89 min</span></span></div>
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		<title>Vocês, os Vivos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do insano filme-poema Songs From the Second Floor, Roy Andersson volta à ativa com... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/06/voces-os-vivos/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8bKgqM-CI/AAAAAAAACbk/4_sefJUknec/s1600-h/efeitodafuria.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359031948973766690" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 115px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/Sl8bKgqM-CI/AAAAAAAACbk/4_sefJUknec/s400/efeitodafuria.JPG" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois do insano filme-poema <a href="http://www.cinemaorama.com/index.php/2008/08/17/songs-from-the-second-floor/"><em>Songs From the Second Floor</em></a>, Roy Andersson volta à ativa com <em>Vocês, os Vivos</em>, mantendo o poder de suas metáforas e uma construção que oscila entre o abstrato e o bê-a-bá da narrativa e com belíssima fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Andersson tem uma peculiaridade em suas construções. Os takes são sempre com a câmera parada, personagens sempre apáticos e reações mornas as situações do cotidiano, mas apostando no lado ‘tragicômico’ da coisa. No meio disso, encontramos espaço para uma larga crítica aos “vivos”. Obviamente essa maneira pode criar uma urgente sensação de estranheza ou a revolta pintada de tédio, sensações totalmente previstas pelo diretor que obtém as respostas para elas durante a exibição.</p>
<p style="text-align: justify;">Andersson nos mostra de uma forma que só ele sabe fazer, que nós, os vivos, estamos perdendo nosso tempo com coisas banais, depreciando a vida em momentos que deveríamos aproveitar ou reclamando e cuspindo a falta de compaixão. É engraçado pois o povo sueco salienta tais sensações, logicamente influênciado pelo clima e o natural distanciamento do povo do leste europeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, os vivos, precisamos de remédios para viver, deixamos de viver para ver a vida dos outros passarem na nossa frente e pedimos ajuda para reclamarmos depois. Andersson não grita e nem deixa explícito, pelo contrário. Ele prefere uma marchinha de uma banda do exército para nos mostrar quão ridículos nós somos. O filme está em cartaz em alguma salas do Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SiQPQrs_WpI/AAAAAAAAB6k/fTIdJd5TWQU/s1600-h/3half.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342411837252000402" class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 67px; height: 15px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SiQPQrs_WpI/AAAAAAAAB6k/fTIdJd5TWQU/s400/3half.gif" border="0" alt="" width="67" height="15" /></a></span></p>
<p><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold; font-style: italic;"> </span><strong>VOCÊS, OS VIVOS</strong> (Du Levande, Suécia 2007)</span></span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Direção</span>: Roy Andersson</span></span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Roteiro</span>: Roy Andersson</span></span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Elenco</span>: Jessika Lundberg, Elisabeth Helander, Olle Olson, Kemal Sener</span></span><span style="color: #666666;font-family:arial;font-size:100%;"><span style="color: #666666;font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;"> Duração</span>: 88 min</span></span></div>
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		<title>O Roqueiro</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2009/04/o-roqueiro/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 19:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem gêneros musicais que você aprecia, mas pode ficar indiferente à artistas e tendências e... <a href="http://www.cinemaorama.com/2009/04/o-roqueiro/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SktNZbeaEaI/AAAAAAAACFQ/WmrJkoru-kQ/s1600-h/caoscalmo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353457681327329698" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iFpL6C6mBkU/SktNZbeaEaI/AAAAAAAACFQ/WmrJkoru-kQ/s400/caoscalmo.jpg" border="0" alt="" /></a>
<p>Existem gêneros musicais que você aprecia, mas pode ficar indiferente à artistas e tendências e até mesmo a ouvir tal gênero quando está em casa. Mas o rock definitivamente não é um desses gêneros. Sobrou para Peter Cattaneo (<em>Ou Tudo Ou Nada</em>) registrar esse amor todo de um homem por um estilo de música e vida levando a muitos a uma imediata identificação com Fish, vivido pelo excelente Rainn Wilson em <em>O Roqueiro</em>.</p>
<p>Tal paixão que move Fish, o leva a sonhar com o rock e o impede de viver uma vida “comum” mesmo após um trauma que o leva para fora do show business. Fish bem que tenta, mas o seu coração está mesmo preso a um par de baquetas. E por mais que tudo pareça conspirar para uma história boba presa a um molde besteirol, Cattaneo consegue fazer uma bela e dinâmica história sobre se reerguer.</p>
<p>Toda a amargura de um sonho deixado para trás para viver uma vida que é imposta pela segurança financeira e aprovação familiar é o que Fish vive, sem sucesso algum nas duas obrigações. Quando uma oportunidade vinda de montar uma banda com seu fracassado sobrinho, Fish volta a sonhar.</p>
<p>O conflito de gerações é bem tratado aqui, quando Fish parece ser mais novo que a banda de seu sobrinho, que prezam pelo conforto e comodidade, enquanto Fisher quer viver a vida no melhor estilo Motley Crue, algo que foi construído na época de sua antiga banda, quando não sonhavam que algum dia um site como o Youtube poderia alavancar uma banda para o sucesso. garantindo bons momentos que oscilam sem problemas entre a comédia e o drama existencial, com um elenco bem preparado, principalmente Kim, vivida por Christina Applegate.</p>
<p>A situação do mercado musical também é colocada em pauta, a questão da música descartável e a falta de amor a arte, servindo apenas como uma forma de ganhar dinheiro e táticas de sucesso, quando sabemos que a melhor forma de se chegar ao topo é trabalhando.</p>
<p>O longa é rodeado de situações engraçadas e bastante características daqueles que amam o rock e o levam além o sonho de estar em cima de um palco. Arranca gargalhadas, mas também mantém uma fidelidade sem tirar sarro ou elevar o seu personagem principal a status de palhaço. <em>O Roqueiro</em> é uma boa surpresa e sai do palco aplaudido, superando as expectativas.</div>
<div style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1259" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2009/04/3star.jpg" alt="3star" width="67" height="15" /></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong> </strong></p>
<p><strong>O ROQUEIRO</strong> (The Rocker, EUA 2008) <strong>Direção:</strong> Peter Cattaneo <strong>Roteiro:</strong> Maya Forbes e Wallace Wolodarsky <strong>Elenco:</strong> Rainn Wilson, Christina Applegate, Teddy Geir, Emma Stone <strong>Duração:</strong> 102 min</p>
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