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	<title>Cinema O Rama &#187; Em Cartaz</title>
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		<title>Crítica: Histórias Cruzadas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 21:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Baseado no livro The Help de Kathryn Stockett, Histórias Cruzadas pauta a profetização da era... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/02/critica-historias-cruzadas-3/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-9012" href="http://www.cinemaorama.com/2012/02/critica-historias-cruzadas-3/historias-cruzadas-4/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9012" title="histórias cruzadas" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/02/histórias-cruzadas5-636x388-custom.jpg" alt="" width="636" height="388" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro <strong>The Help</strong> de <strong>Kathryn Stockett</strong>, <strong>Histórias Cruzadas</strong> pauta a profetização da era de mudanças nos EUA; o sonho americano vivia   o ápice de sua antítese e como reflexo, a intolerância deitava-se  sobre  a liberdade. A postura hipócrita das famílias do subúrbio de  Mississipi  cultuava certa inocência para maquiar a crueldade ao tratar  diferenças  raciais.</p>
<p style="text-align: justify;">O longa dirigido por <strong>Tate Taylor</strong> foca o processo de produção do livro, aqui escrito por Eugenia Skeeter (<strong>Emma Stone</strong>)   em parceria com uma dúzia de domésticas vítimas de maus tratos   transformadas em caridade através da ilusão que o tempo cultuava. Era o   tempo em que produtos representavam a salvação e a liberdade; esta   inversão de valores que refletem traumas até hoje discutidos por   diretores que focam o subúrbio americano como pilar narrativo à exemplo   de Todd Solondz e John Waters.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Histórias Cruzadas</strong> garante uma boa trama, elenco afinado, direção que sugere a composição de passado (escravidão) e futuro (o fim da era <strong>Kennedy</strong>,   os panteras negras e revolução feminista) sem utilizar elipses; o ego   de seus antagonistas serve como previsível fim para um conto moral   necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Se por   um lado as idéias de Taylor funcionam bem como suporte político, o  filme  ganha dormência pelo exagero da idéia de melodrama; tudo ganha um   suposto refinamento passional, doloroso. A atraente postura libertária   que o filme ameaçava adotar às personagens é deixada de lado  rapidamente  para simplesmente tornar-se acessível. Afinal, lágrimas  vendem bem mais  que o suor. Novamente, a antítese do sonho americano.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img title="2star" src="../wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>HISTÓRIAS CRUZADAS</strong> (The Help, EUA, 2011) <strong>Direção: </strong>Tate Taylor <strong>Roteiro: </strong>Tate Taylor, Kathryn Stockett <strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer, Bryce Dallas Howard <strong>Duração:</strong> 140 min <strong>Distribuição:</strong> Disney</span></p>
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		<title>Crítica: As Mulheres do Sexto Andar</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Leonardo Freitas Dirigido por Philippe Le Guay e escrito por ele e Jérôme Tonnerre, o... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-as-mulheres-do-sexto-andar/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><a rel="attachment wp-att-8939" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-as-mulheres-do-sexto-andar/as-mulheres-do-6%c2%ba-andar/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8939" title="as mulheres do 6º andar" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/as-mulheres-do-6º-andar-636x424.jpg" alt="" width="636" height="424" /></a>Por Leonardo Freitas<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dirigido por <strong>Philippe Le Guay</strong> e escrito por ele e <strong>Jérôme Tonnerre</strong>, o filme é uma declaração de amor da França à Espanha em plenos anos 60. Em um prédio de <strong>Pari</strong>s, convivem sem maiores problemas diversos moradores das classes alta e baixa. Na ala rica, está o conservador casal francês Joupert, formado por Jean Louis (<strong>Fabrice Luchini</strong>, de <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/festival-varilux-de-cinema-frances-potiche-esposa-trofeu/">Potiche – Esposa Troféu</a>) e Suzanne (<strong>Sandrine Kiberlain</strong>) que, após a demissão da empregada e governanta, precisa contratar outra pessoa para cuidar do requintado apartamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí, dá-se o encontro da família com Maria (<strong>Natalia Verbeke</strong>), uma jovem e doce espanhola que, com a ajuda da tia Concepcion (<strong>Carmen Maura</strong>), consegue o emprego para permanecer na França. Fugidas da Guerra Civil Espanhol da ditadura de Franco, moram com elas mais 4 mulheres, todas espanholas, no sexto andar citado no título.</p>
<p style="text-align: justify;">Com personalidade cativante, Maria conquista os Joupert, especialmente o patrão, que começa a enxergar a moça com outros olhos. A partir daí, a relação entre as espanholas-empregadas e franceses-empregadores ganha contornos repleto de humor, delicadeza, em um filme despretensioso que funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Por meio do grupo de atores de extrema competência e diálogos inteligentes e rápidos, <strong>As Mulheres do Sexto Andar</strong>, falado em espanhol e francês mostra, de forma inteligente, o encontro de personagens a princípio tão diferentes que, no convívio diário, descobrem-se mais parecidos do que sonha nossa mesquinha filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">E neste caldeirão de costumes, culinária e religião, são nas personagens latinas que o filme ganha suas melhores cenas. Do bom humor e espontaneidade da dupla Pilar (Concha Galán) e Dolores (Berta Ojea), passando pela politizada Carmen (Lola Dueñas, também estrela de alguns filmes de <strong>Almodóvar</strong>) e terminando em Teresa (Nuria Solé), cujo grande sonho é arranjar um marido, o longa rende momentos divertidos que nos fazem refletir.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda essa diferença de classes ganha contornos ainda mais profundos com a mudança repentina de Jean Louis para o sexto andar, convivendo ainda mais com o sexteto espanhol. E neste retrato da relação entre patrões e empregados, observamos o outro lado da moeda, quando os empregados ficam receosos diante da classe alta. Sincero e direto ao ponto, diga-se de passagem. <strong><br />
</strong><br />
Tratando da rigidez imposta por uma sociedade, religião e família rígidos e conservadores (o melhor exemplo é o casal de filhos dos Joupert que, de volta do internato, agem com postura robótica militar), As Mulheres do Sexto Andar abraça o tema “despertar para a vida” sem sensacionalismo, com delicadeza, sinceridade e, claro, muito humor, bem à moda latina em um filme francês que merece ser conferido.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>AS MULHERES DO SEXTO ANDAR</strong> (Les Femmes Du 6ème Étage, França, 2011)  <strong>Direção: </strong>Phillipe Le Guay <strong>Roteiro: </strong>Jérôme Tonnerre <strong>Elenco:</strong> Fabrice Luchini, Sandrine Kiberlain, Natalia Verbeke, Carmen Maura <strong>Duração</strong>: 106 min <strong>Distribuição:</strong> Vinny Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: J. Edgar</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rogério de Moraes J. Edgar, novo trabalho de Clint Eastwood na direção, é um filme amargo.... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-j-edgar/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-8923" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-j-edgar/1152x864-j-edgar-movie-edgarmovie/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8923" title="1152x864 J. Edgar Movie Edgar,Movie" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/j-edgar-636x477.jpg" alt="" width="636" height="477" /></a><strong>Por Rogério de Moraes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>J. Edgar</em></strong>, novo trabalho de <strong>Clint Eastwood</strong> na direção, é um filme amargo. Não há pompas e grandiloquências no retrato que Clint traça do homem que praticamente fundou o<strong> FBI </strong>(Federal Bureau of Investigation) e o administrou por 48 anos. Mas há força. A força de um homem implacável, determinado, e ao mesmo tempo frágil. Mas de uma fragilidade oblíqua, jamais a incapacitá-lo de fazer o que achava que devia fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">O FBI é a mais organizada e exemplar polícia do mundo. Subordinada ao Departamento de Justiça americano, foi criada em 1935, quando <strong>J. Edgar Hoover</strong> dirigia o braço do departamento responsável pela investigação de crimes federais. Eram os anos do crime nos EUA, a década da depressão, da lei seca e de criminosos que exerciam grande fascínio na população, desalentada com as instituições oficiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um tempo em que nomes como John Dillinger, Pretty Boy Floyd, Kate &#8220;Ma&#8221; Barker, Alvin &#8220;Creepy&#8221; Karpis, George &#8220;Machine Gun&#8221; Kelly e Baby Face Nelson tinham seus feitos noticiados, e não raramente aumentados, pelos jornais. Todos eles foram presos ou mortos pelo FBI sob o comando de Hoover.</p>
<p style="text-align: justify;">No filme, sua história é construída em flashback. <strong>Leonardo Di Caprio</strong>, sob uma convincente maquiagem de envelhecimento, interpreta J. Edgar. Ele começa a ditar sua autobiografia para agentes escolhidos a dedo para a tarefa de registrarem seu legado. Quer contar a história do FBI e sua própria história. Entre relatos e lembranças (nem todas ditadas), regressa até o ano de 1919, quando era um jovem agente do Departamento de Justiça designado para investigar atentados comunistas contra membros do departamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Já em suas falas iniciais, na voz off que abre o filme, demarca seu terreno ideológico; patriotismo inflexível e uma irremovível aversão à desordem, ao comunismo e a qualquer ideal liberal que, no seu julgamento, ameace a integridade e o caráter dos Estados Unidos da América. Esta será a coerência de sua vida, pela qual fará o que for preciso para manter seu país seguro. Metódico e minucioso, deve-se a Hoover o uso da ciência na investigação criminal, usada hoje por polícias do mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesses termos que Clint desenha Hoover, mas constrói esse mito dentro de uma amarga permanência no poder. Essa amargura não surge como consequência desse poder ou de suas ações, nem de uma solidão inerente à função, mas de uma característica própria do homem cujo histórico guarda um amplo leque de chantagens e perseguições. O poderoso diretor do FBI que se sustentou no poder “atravessando” oito presidentes. Sua amargura vem dessa permanência, sustentada por chantagens e intimidações, por suas disfunções afetivas na dependência materna, figura que é a base de sua sustentação, mas também a repreensora velada de sua natureza íntima: a homossexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A abertura sem vírgulas dessa sua característica pode ser a grande polêmica do filme, rechaçada por seus defensores, vista como uma desonra. Clint intensifica esse aspecto de seu personagem e o filme não faz concessões a qualquer dúvida quanto a isso. Mas em momento algum faz disso matéria de julgamento moral. No entanto, apesar da posição que ocupava e dos anos em que viveu, sua sexualidade não é fator determinante para a construção de seu caráter, de seus resentimentos e de sua postura ideológica.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o talento e a sensibilidade de sempre, Clint trabalha isso na esfera da complexidade humana, no modo como J. Edgar se deixa ou não afetar. Mas não passa em branco seu relacionamento de uma vida inteira com Clyde Tolson (Armie Hammer), que foi seu braço direito no FBI por todo o tempo que permaneceu à frente do bureau.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem qualquer demérito pelo que construiu, a figura de J. Edgar não é enaltecida pelo filme, que não ameniza em nada sua crueldade, seus preconceitos e sua luta contra o que considerava ameaças a si e ao país. De Caprio incorpora com competência esta personalidade que nunca foi ambígua na determinação de passar por sobre qualquer coisa que estivesse em seu caminho. Suas convicções sempre foram claras e sua postura muito bem definida.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem enfeites,<em> J. Edgar</em> é um filme honesto, desburocratizado e eficiente. Não busca um retrato histórico acrítico, mas um retrato em perspectiva de uma figura cujo valor como homem e cidadão pode ter mais de uma faceta. Vai da vilania à determinação pelo dever, mas não passa pela coragem. Para além do bem e do mal, Hoover é construído por Clint como um homem que teve na amargura das convicções o tempero de toda sua vida. Foi grande e pequeno ao mesmo tempo. E deixou, sim, um legado. Mas um legado manchado por ações covardes e indefensáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2581" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-profeta/3half-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2581" title="3half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>J.EDGAR</strong> (Idem, EUA, 2011) <strong>Direção: </strong>Clint Eastwood <strong>Roteiro</strong>: Dustin Lance Black <strong>Elenco</strong>: Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Judi Dench, Stephen Root<strong> Duração:</strong> 137 min <strong>Distribuição:</strong> Warner Bros.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Crítica: Os Descendentes</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 14:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre as belezas naturais do estado do Havaí, lá estão uma highway e um cemitério nas... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-os-descendentes/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8916" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-os-descendentes/os-descendentes-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8916" title="os descendentes" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/os-descendentes1-636x405-custom.jpg" alt="" width="636" height="405" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Entre as belezas naturais do estado do Havaí, lá estão uma <em>highway</em> e um cemitério nas primeiras sequências de <strong>Os Descendentes</strong>, filme adaptado do livro homônimo de <strong>Kaui Hart Hemmings</strong>. A narração em off, com Matt King (<strong>George Clooney</strong>) afirmando que a idéia de paraíso não existe mais, cabe à locação e a vida de seu protagonista. Afinal, sua família está distante e se separa a cada dia mais. Como o arquipélago mais distante dos Estados Unidos.<br />
<strong><br />
Alexander Payne</strong> (<strong>Sideways – Entre umas e outras</strong>, <a href="http://www.cinemaorama.com/2008/11/recomendacao-da-casa-eleicao/"><strong>Eleição</strong></a>, <strong>As Confissões de Schmidt</strong>) perito na desconstrução de <em>persona</em> em leves tons, nesta sequência aponta o caminho para o seu filme: a relação com a morte e a chegada avassaladora da urbanização ao arquipélago. Matt enfrenta a pressão de criar suas filhas após o acidente que deixou sua esposa em coma e a venda de hectares herdados para construção de um resort que salvaria a vida de seus distantes e falidos primos.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme não se limita aos contornos melodramáticos. A relação com as filhas, deslocadas e <em>prafrentex</em> (que rende ótimos conflitos de gerações e a idéia de fim da autoridade na instituição familiar), e a descoberta de um caso extraconjugal por parte da esposa dão a leveza necessária e característica dos filmes de Payne. Rico em alusões imagéticas ao estado mental de seu protagonista, pressionado pelo símbolo que decifrado dá o mesmo peso à esposa e as filhas como reflexo da população havaiana, vítima de fenômenos naturais e do exacerbado crescimento do turismo e do processo de urbanização do local.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2581" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-profeta/3half-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2581" title="3half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>OS DESCENDENTES</strong> (The Descendants, EUA, 2011) <strong>Direção:</strong> Alexander Payne <strong>Roteiro:</strong> Alexander Payne, Jim Taylor, Kaui Hart Hemmings, Nat Faxon, Jim Rash <strong>Elenco:</strong> George Clooney, Shailene Woodley, Matthew Lillard, Beau Bridges <strong>Duração: </strong>115 min Distribuição: Fox</span></p>
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		<title>Crítica: Millenium &#8211; Os Homens Que Não Amavam as Mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 10:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Terrenos já explorados por David Fincher em Seven – Os Sete Pecados Capitais e Zodíaco, a... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-millenium-os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8827" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-millenium-os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres/937950-girl-with-the-dragon-tattoo-the/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8827" title="937950-Girl With The Dragon Tattoo, The" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/os-homens-que-não-amavam-as-mulheres-636x424.jpg" alt="" width="636" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Terrenos já explorados por <strong>David Fincher</strong> em <strong>Seven – Os Sete Pecados</strong> <strong>Capitais</strong> e <strong>Zodíaco</strong>, a apuração de um caso policial e os valores éticos na execução do mal servem de suporte para a adaptação hollywoodiana de <strong>Os Homens que Não Amavam as Mulheres</strong>, livro homônimo de <strong>Stieg Larsson</strong>, também adaptado para o cinema por <strong>Niels Arden Oplev</strong> em 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do filme de Oplev, disperso e distante dos protagonistas que resulta num filme frio e igualmente pungente, Fincher, já na apoteótica abertura intenciona um longa condensado pela estética sombria e a aproximação de personagens complexos para inseri-los em alegorias do gênero. Eles se transformam em adaptações do tradicionalismo de filmes de suspense americanos. Mikael Blomkvist (<strong>Daniel Craig</strong>) e Lisbeth Salander (<strong>Rooney Mara</strong>) aos poucos se transformam em articulações da história num <em>ping-pong</em> cansativo de sequências até o encontro dos dois, ainda no início do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir deste encontro, <strong>Os Homens que Não Amavam as Mulheres</strong> segue a cartilha autoral de Fincher, endereçada à aura através de códigos já domesticados pelo publico, independentemente de seu perfil. A escuridão e o frio servem como um personagem a mais para a história, lembrando intensamente que a condição dos protagonistas é suficientemente complexa, automaticamente eliminando qualquer possibilidade de um estudo maior deles – ainda que subjetivo &#8211; durante a investigação.</p>
<p style="text-align: justify;">A redenção em caminhos concomitantes para Blomkvist e Lisbeth é o guia da narrativa trivial que falha em construir uma teia conspiratória a partir da culpa que os protagonistas carregam. Contemporâneo, sim. Saturado, também.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>MILLENIUM &#8211; OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES</strong> (The Girl With the Dragon Tattoo, EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha, 2011) <strong>Direção: </strong>David Fincher <strong>Roteiro:</strong> Steven Zaillian <strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Robin Wright <strong>Duração:</strong> 158 min<strong> Distribuição: </strong>Sony Pictures</span></p>
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		<title>Crítica: Precisamos Falar Sobre o Kevin</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-precisamos-falar-sobre-o-kevin/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:12:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes da análise da natureza do mal e seu curso hereditário, Precisamos Falar Sobre o Kevin é... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-precisamos-falar-sobre-o-kevin/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8818" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-precisamos-falar-sobre-o-kevin/precisamos-falar-sobre-o-kevin/"><img class="aligncenter size-full wp-image-8818" title="precisamos falar sobre o kevin" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/precisamos-falar-sobre-o-kevin.jpg" alt="" width="568" height="347" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Antes da análise da natureza do mal e seu curso hereditário, <strong>Precisamos Falar Sobre o Kevin</strong> é sobre o instinto materno, inabalável e imutável. A transposição do livro de <strong>Lionel Shriver</strong> para as telas é rica em alusões imagéticas e utiliza as possibilidades do cinema como base narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Antagônico à era do patriarcalismo, <strong>Precisamos Falar Sobre o Kevin</strong> é a afirmação da figura da mãe na intensa relação de insatisfação e desencontros entre Eva (<strong>Tilda Swinton</strong>) e Kevin. O espaço de não-reconciliação referente à <strong>R.W. Fassbinder</strong> está no conflito de gerações. Eva e seu marido Franklin (<strong>John C. Reilly</strong>) vivem à margem da maturação da mente de seu filho, desde pequeno propenso ao sadismo. A partir da postura que oscila entre a submissão e a mágoa da mãe e o implícito descaso do pai, a questão da natureza do comportamento frio e calculista de Kevin. O comando de <strong>Lynne Ramsay</strong> é concentrado na desconstrução da manipulação na instituição familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem respostas para a busca do grande culpado de Kevin ter se formado um monstro, Ramsay constrói um filme claustrofóbico e pungente, mesmo usando macetes saturados no modelo do novo cinema americano ao utilizar o mecanismo do melodrama – este que cria obrigações em obter motivos e respostas para ações e conseqüências, sem espaço para a contenção de informações e motivações sobre os personagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN</strong> (We Need To Talk About Kevin, Reino Unido, 2011) <strong>Direção: </strong>Lynne Ramsay <strong>Roteiro:</strong> Lynne Ramsay, Rory Kinnear, Lionel Shriver <strong>Elenco: </strong>Tilda Swinton, John C. Reilly, Jasper Newell, Ezra Miller <strong>Duração:</strong> 110 min <strong>Distribuição:</strong> Paris Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: As Aventuras de Tintim</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rogério de Moraes Steven Spielberg não é mais o mesmo. Certo? Errado. Ele continua fazendo... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-as-aventuras-de-tintim/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-8812" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-as-aventuras-de-tintim/as-aventuras-de-tintim/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8812" title="as aventuras de tintim" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/as-aventuras-de-tintim-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a><strong>Por Rogério de Moraes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Steven Spielberg</strong> não é mais o mesmo. Certo? Errado. Ele continua fazendo seus filmes da mesma maneira, com o mesmo apuro técnico. Afinal, ele é bom no que faz. O problema é que, bom ou não, ele continua fazendo seus filmes da mesma maneira.</p>
<p style="text-align: justify;">
Ao se repetir, Spielberg torna banal aquilo que fez dele um dos grandes nomes do cinema americano: sua capacidade de contar histórias através da grande aventura. Em <strong><em>As Aventuras de Tintim</em></strong>, não apenas se nota a banalização desta tal grande aventura, como se percebe também a ausência de uma grande história. E, no caso específico do repórter Tintim, o desperdício de um grande personagem.</p>
<p style="text-align: justify;">
Tintim surgiu nas histórias em quadrinhos em 1929, criado pelo artista belga Hergé, pseudônimo de George Remis (1907-1983). Trata-se de um jovem repórter aventureiro que, acompanhado sempre por seu cãozinho Milú, se envolve em diversas aventuras. As histórias de Tintim se tornaram muito populares na França e no mundo ao longo das décadas seguintes à sua criação. No imaginário europeu, principalmente, Tintim e suas aventuras ocupam lugar de destaque.</p>
<p style="text-align: justify;">
A adaptação de Spielberg é uma animação com atores de verdade. O diretor optou pela técnica do <em>motion capture</em>, tecnologia que permite captar com precisão os movimentos e as expressões faciais de atores reais e depois transpô-las para um personagem digital. É a mesma técnica que foi usada para criar o personagem Gollun de <strong><em>O Senhor dos Anéis</em></strong> e, mais recentemente, o macaco Caesar, de<em> <strong>Planeta dos Macacos: A Origem</strong></em>. Não por acaso, ambos interpretados por <strong>Andy Serkys</strong>, ator que vem se especializando em criar personagens a partir desta técnica e que também está no filme, no papel do Capitão Haddock.</p>
<p style="text-align: justify;">
A trama da fita é baseada no álbum <strong><em>O Segredo do Licorne</em></strong>, publicado originalmente em 1943. Nela, Tintim se envolve por acaso no mistério de um navio desaparecido há muitos anos e enfrenta bandidos que tentam encontrá-lo a qualquer preço. Durante a investigação do mistério, alguns personagens clássicos do universo criado por Hergé vão surgindo, para alegria dos fãs. O destaque, naturalmente, fica com o Capitão Haddock, com quem o jovem repórter divide a aventura.</p>
<p style="text-align: justify;">
Não há muito mais o que dizer da trama. Em pouco tempo Tintim estará completamente absorvido pela ação quase incessante do filme. São sequências intermináveis, de um cinema hiperativo, com pouco espaço para respiros. É essa ação destemperada que prejudica o filme e banaliza o personagem. É onde se tem a repetição, em estilo e cadência, de outros filmes do diretor, como a série <em>Indiana Jones</em>, referência natural.</p>
<p style="text-align: justify;">
No universo do personagem dos quadrinhos é notável sua mobilidade intensa. Não raro, para quem já leu suas histórias, a imagem mais recorrente que se tem é dele correndo, em constante movimento. Mas Spielberg transformou isso em um suprafôlego que mata qualquer charme e encanto que o personagem traga. Mesmo a qualidade da ação, embora bem coordenada e pensada, não acrescenta nada de novo, não vai além de uma sucessão de artifícios, malabarismos e peripécias comuns do cinema de aventura.</p>
<p style="text-align: justify;">
A ausência de um espaço para o desenvolvimento da história, de um intervalo razoável para o assentamento do personagem e suas características, além de uma continuidade estendida além do razoável das cenas de ação, mais desconectam do que ligam. Não é difícil se desinteressar por essa ação durante seu andamento, querendo que ela termine para que a história siga adiante.</p>
<p style="text-align: justify;">
<em>As Aventuras de Tintim</em> pode agradar ao público infantil, ávido por movimento, embora talvez até mesmo esse possa se cansar do exagero. Mas é um filme falho em criar encanto e aproximação, como o diretor já fez com melhor mão em outras ocasiões. É certo que o cinema mudou muito desde<strong> <em>E.T. O Extraterrestre</em></strong> (1982), mas uma boa história sempre pode ser contada através do cinema, não importa a época. Basta que para isso exista equilíbrio e bom senso para distinguir o que é história e o que é apenas distração.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>AS AVENTURAS DE TINTIM</strong> (The Adventures of Tintin, EUA/Nova Zelândia/Bélgica, 2011) <strong>Direção: </strong>Steven Spielberg Roteiro: Steven Moffat, Edgar Wright, Joe Cornish <strong>Elenco:</strong> Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost <strong>Duração:</strong> 107 min <strong>Distribuição:</strong> Sony Pictures</span></p>
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		<title>Crítica: 2 Coelhos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 15:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[O debut diretorial de Afonso Poyart coloca a experiência diante da questão da identidade.... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-2-coelhos/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8774" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-2-coelhos/2-coelhos/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8774" title="2 coelhos" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/2-coelhos-636x376-custom.jpg" alt="" width="636" height="376" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O debut diretorial de <strong>Afonso Poyart</strong><strong></strong> coloca a experiência diante da questão da identidade. Explicitamente apoiado na linguagem de <strong>videoclipes</strong> e de <strong>filmes publicitários</strong>, Poyart dá ao seu filme o frenesi do corte e o efeito didático de ilustrações produzidas unicamente para o deleite visual, enquanto a trama – o plano de Edgar (<strong>Fernando Alves Pinto</strong>) de colocar criminosos e corruptos em colisão –, agarrada a velocidade obrigatória e gerencial dos tempos atuais, consegue mais alarde por sua matéria prima. Afinal, erroneamente, ser rápido significa ser moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como <strong>Zack Snyder </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2011/08/critica-sucker-punch-mundo-surreal-2/"><strong>Sucker Punch – Mundo Surreal</strong></a>), <strong>Mark Neveldine </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/11/novidades-nas-locadoras/"><strong>Adrenalina</strong></a>), <strong>Brian Taylor </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/11/novidades-nas-locadoras/"><strong>Adrenalina</strong></a>), Quentin Tarantino (<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/10/bastardos-inglorios/"><strong>Bastardos Inglórios</strong></a>) e <strong>Guy Ritchie </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-sherlock-holmes-jogo-de-sombras/"><strong>Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras</strong></a>) servem de parâmetro, mas ao contrário de filmes destes diretores, o longa de Poyart tem desenvolvimento em blocos: a narração em off é o único elemento capaz de uní-los. <strong>2 Coelhos</strong> acerta ao flertar com o humor – outra tendência “moderna” que dilui a seriedade do tema, posicionam os personagens como antagonistas e se firma como a única proximidade com a identidade nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o maior acerto do filme e possibilita o raio-X dos personagens a partir desta idéia – mesmo que os estereotipando. A narrativa rocambolesca luta para condensar o cotidiano da capital paulista e lembrar que acima da rotina existe uma a teia de corrupção que nos atinge diretamente. Porém, 2 Coelhos não deixa claro ao que veio: o fetichismo visual não é aliado direto da suposta versatilidade do roteiro. Mesmo sendo carro-chefe do filme, ele é motivo de saturação e não de suporte narrativo e  muito menos do panfletarismo sugerido.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>2 COELHOS</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção: </strong>Afonso Poyart <strong>Roteiro: </strong>Afonso Poyart <strong>Elenco: </strong>Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Marat Descartes <strong>Duração:</strong> 104 min <strong>Distribuição:</strong> Imagem Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: A Separação</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 18:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[A sequência que abre A Separação dá a entender que a ruptura é de fato a de um casal. A... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-a-separacao/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8763" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-a-separacao/a-separacao/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8763" title="a separação" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/a-separação-636x403-custom.jpg" alt="" width="636" height="403" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A sequência que abre <strong>A Separação</strong> dá a entender que a ruptura é de fato a de um casal. A partir de um fiapo de trama, <strong>Asghar Farhadi</strong> abrange esta idéia à emergente posição feminina na sociedade e a idoneidade em um país que ainda vive a ditadura de valores religiosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Farhadi coloca seus personagens sobre intensa suspeita. Certo e errado ganham dimensões abstratas. Ao mesmo tempo em que dividem protagonismo e antagonismo a cada reviravolta do roteiro, eles ganham desconstruções existenciais e políticas (por exemplo: um senhor com Alzheimer pode ser a representação do fim e a opressão que inibe as articulações da vida de seu filho Naader (<strong>Peyman Moaadi</strong>), acusado de agredir Razieh, encarregada dos cuidados médicos de seu pai) na cena seguinte. Com a liberdade de representação devidamente construída, Farhadi aborda a cada quadro o gene de ações cotidianas.</p>
<p style="text-align: justify;">A duplicidade rege a narrativa quando Farhadi retoma e insere os valores familiares ao mote investigativo do filme. Vidas são banalizadas por aqueles que zelam os necessitados. O orgulho é o âmago da batalha e a religião é a única força capaz de diluir posturas pragmáticas ao acontecimento. A força de <strong>A Separação</strong> está na intensidade que o diretor comanda este mosaico de referencias. Humanizar e distanciar o julgamento de todos os personagens torna o filme ainda mais instigante.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente sem ritmo por conta da repetição deste exercício no último ato devido sua longa duração &#8211; como uma tensão entre construção e expressão -, A Separação é um filme que remete a idéia de ciclo, de incompetência e fraqueza. O julgamento, sugerido pelo diretor, vem do público. Os motivos para esse sintoma também devem ser abraçados por nós. Mas, da mesma maneira que os personagens estão sob julgo (e júdice), nós, espectadores, somos domados pela ação passiva do <em>voyeurismo</em>, sem força de decisão.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2234" href="http://www.cinemaorama.com/2010/04/as-melhores-coisas-do-mundo/4half-3/"><img class="alignleft size-full wp-image-2234" title="4half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/04/4half.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>A SEPARAÇÃO</strong> (Jodaeiye Nader Az Simin, Irã, 2011) <strong>Direção: </strong>Asghar Farhadi <strong>Roteiro:</strong> Asghar Farhadi <strong>Elenco:</strong> Peyman Moaadi, Leila Hatami, Shahab Hosseini, Sareh Bayat <strong>Duração: </strong>123 min <strong>Distribuição:</strong> Imovision</span></p>
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		<title>Crítica: Tomboy</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 14:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Adaptar e ser. E o abismo entre os dois verbos. Tomboy em sua superfície pode ser um conto sobre... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-tomboy-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8748" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-tomboy-2/tomboy-3/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8748" title="tomboy" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/tomboy1-636x367.jpg" alt="" width="636" height="367" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Adaptar e ser. E o abismo entre os dois verbos. <strong>Tomboy</strong> em sua superfície pode ser um conto sobre a estranheza de ir contra sua natureza, porém, a diretora <strong>Céline Sciamma</strong> profetiza os demônios da vida adulta para Laure (a incrível estreante <strong>Zoé Héran</strong>)  presa a inocência da infância e que se opõe a submissão dos padrões.  Para ela, a existência está na pele Mikael, um menino que acabara de se  mudar e que arrumou novos amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo parece absolutamente natural,  até mesmo os atalhos que Laure tem que pegar para continuar sendo quem  ela realmente é. Sciamma delicadamente muda de ótica e expõe a  protagonista às turbulências das obrigações de ter uma identidade, ter  um rótulo. Se a infância é o momento de descobertas, ela também é a casa  da sinceridade. Crianças nunca esconderão suas opiniões.</p>
<p style="text-align: justify;">A chegada prematura à maturidade não  inibe o lado lúdico que a promessa de laços eternos que marcam a  infância. Como Sciamma profetiza através do derredor de sua obra,  silenciosa e intensamente metafórica, o futuro de Laure se estabilizará  quando o abismo acabar. Quando Mikael e Laure se encontrarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><a rel="attachment wp-att-8747" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-tomboy-2/tomboy-2/"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a><br />
</a><br />
</a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>TOMBOY</strong> (Idem, França, 2011) <strong>Direção:</strong> Céline Sciamma <strong>Roteiro:</strong> Célina Sciamma <strong>Elenco:</strong> Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson, Mathieu Demy <strong>Duração:</strong> 82 min <strong>Distribuição:</strong> Pandora Filmes</span></p>
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