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	<title>Cinema O Rama &#187; Cinema Nacional</title>
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		<title>Crítica: 2 Coelhos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 15:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O debut diretorial de Afonso Poyart coloca a experiência diante da questão da identidade.... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-2-coelhos/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8774" href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-2-coelhos/2-coelhos/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8774" title="2 coelhos" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/01/2-coelhos-636x376-custom.jpg" alt="" width="636" height="376" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O debut diretorial de <strong>Afonso Poyart</strong><strong></strong> coloca a experiência diante da questão da identidade. Explicitamente apoiado na linguagem de <strong>videoclipes</strong> e de <strong>filmes publicitários</strong>, Poyart dá ao seu filme o frenesi do corte e o efeito didático de ilustrações produzidas unicamente para o deleite visual, enquanto a trama – o plano de Edgar (<strong>Fernando Alves Pinto</strong>) de colocar criminosos e corruptos em colisão –, agarrada a velocidade obrigatória e gerencial dos tempos atuais, consegue mais alarde por sua matéria prima. Afinal, erroneamente, ser rápido significa ser moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como <strong>Zack Snyder </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2011/08/critica-sucker-punch-mundo-surreal-2/"><strong>Sucker Punch – Mundo Surreal</strong></a>), <strong>Mark Neveldine </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/11/novidades-nas-locadoras/"><strong>Adrenalina</strong></a>), <strong>Brian Taylor </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/11/novidades-nas-locadoras/"><strong>Adrenalina</strong></a>), Quentin Tarantino (<a href="http://www.cinemaorama.com/2009/10/bastardos-inglorios/"><strong>Bastardos Inglórios</strong></a>) e <strong>Guy Ritchie </strong>(<a href="http://www.cinemaorama.com/2012/01/critica-sherlock-holmes-jogo-de-sombras/"><strong>Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras</strong></a>) servem de parâmetro, mas ao contrário de filmes destes diretores, o longa de Poyart tem desenvolvimento em blocos: a narração em off é o único elemento capaz de uní-los. <strong>2 Coelhos</strong> acerta ao flertar com o humor – outra tendência “moderna” que dilui a seriedade do tema, posicionam os personagens como antagonistas e se firma como a única proximidade com a identidade nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o maior acerto do filme e possibilita o raio-X dos personagens a partir desta idéia – mesmo que os estereotipando. A narrativa rocambolesca luta para condensar o cotidiano da capital paulista e lembrar que acima da rotina existe uma a teia de corrupção que nos atinge diretamente. Porém, 2 Coelhos não deixa claro ao que veio: o fetichismo visual não é aliado direto da suposta versatilidade do roteiro. Mesmo sendo carro-chefe do filme, ele é motivo de saturação e não de suporte narrativo e  muito menos do panfletarismo sugerido.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>2 COELHOS</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção: </strong>Afonso Poyart <strong>Roteiro: </strong>Afonso Poyart <strong>Elenco: </strong>Fernando Alves Pinto, Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Marat Descartes <strong>Duração:</strong> 104 min <strong>Distribuição:</strong> Imagem Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Simples Mortais</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 17:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Mantenha a sanidade e as contas em dia. No clima seco do Distrito Federal, a classe média,... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/12/8211/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-8212" href="http://www.cinemaorama.com/2011/12/8211/simples-mortais/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8212" title="simples mortais" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/12/simples-mortais-636x294.jpg" alt="" width="636" height="294" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mantenha a sanidade e as contas em dia. No clima seco do <strong>Distrito Federal</strong>, a classe média, assombrada pelo alto poder aquisitivo da capital parece viver em constante estado de pânico. Para traduzir em imagens este sintoma, <strong>Mauro Giuntini</strong> fragmenta sua história e as separa por nichos que por fim representam e  diagnosticam estilos de vida alternativos em <strong>Simples Mortais</strong> – um professor de poesia, dois músicos, uma apresentadora de TV. Em comum, todos têm sonhos frustrados que atravessam a barreira financeira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A pressão do dia-a-dia está no âmago do roteiro de <strong>Di Moretti</strong>. Síndromes, obsessões e vícios são válvulas de escape para tantas decepções. O casamento falido, a carreira sem futuro, a peça que não leva público, o filho que não virá. Como um pensamento intenso, os personagens de Giuntini não deixam a frustração e refletem a insatisfação em cada vírgula em ações que liberam a perversidade num cenário de castração e ressentimento.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A narrativa, exageradamente fragmentada, é cansativa e em dado momento, enfraquece a potência inicial do filme – restando apenas ao núcleo de <strong>Chico Sant’anna</strong> e <strong>Eduardo Moraes</strong>, que vivem pai e filho, respectivamente, honrar a proposta de Giuntini. Ambos são músicos e reféns do fracasso profissional, transparecendo visceralidade num convívio comum, de diálogos leves e em tom cômico.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Simples Mortais</strong> cai justamente na idéia de unir seus personagens num espectro pessimista sobre o futuro. Já desgastado, o desenvolver narrativo é previsível quando os conflitos são apresentados lentamente e cessando possibilidades de virada. Ao espectador, cabe assimilá-los à realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>SIMPLES MORTAIS</strong> (Idem, 2011, Brasil) <strong>Direção:</strong> Mauro Giutini <strong>Roteiro:</strong> Di Moretti <strong>Elenco: </strong>Leonardo Medeiros, Chico Sant&#8217;anna, Eduardo Moraes, Narciza Leão <strong>Duração:</strong> 80 min <strong>Distribuição: </strong>Plateau Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: As Canções</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 18:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Da virada da última década para cá, com exceção de Moscou (2009) e Peões (2004), o cinema... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/12/critica-as-cancoes/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-8155" href="http://www.cinemaorama.com/2011/12/critica-as-cancoes/as-cancoes-filme/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8155" title="as canções filme" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/12/as-canções-filme-636x406-custom.jpg" alt="" width="636" height="406" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Da virada da última década para cá, com exceção de <strong>Moscou</strong> (2009) e <strong>Peões</strong> (2004), o cinema de <strong>Eduardo Coutinho</strong> se tornou explicitamente uma via de singularidades. No molde da busca da verdade ao ligar a câmera sem se importar com referências políticas ou sociais e teses de estudo para retratar o ponto ou cidadão comum (como fez em <strong>Edifício Master</strong>, <strong>Jogo de Cena</strong> e <strong>O Fim e o Princípio</strong>), Coutinho usa desta vez em a música para abordar complexidades comuns de relações amorosas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As Canções</strong> exige um olhar paciente. Foge da <strong>antropologia</strong> para cavar um filme – em certo momento um entrevistado pede para ser dirigido por Coutinho – que aqui desmistifica a música como referência de casos de amor das mais variadas formas; em comum, todos os personagens cultivam frustrações, que se fundem à metodologia usada no filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A “intervenção da verdade” tão comum nos filmes de Coutinho continua presente. Aqui, celulares tocando não são motivo para um corte brusco. Muito menos o choro e o longo silêncio durante um depoimento. Um breve desafio para quem se acostumou ao imediatismo televisivo ou do cinema comercial. Aqui, entra a questão da busca pelo documento ou a prova da proximidade à verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, a desenvoltura mostrada por boa parte dos personagens/depoentes não tiram <strong>As Canções</strong> da ótica de saturação de um método que funcionou por algum tempo e que agora despotencializa suas histórias tão reconhecíveis com a identidade nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>AS CANÇÕES</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Eduardo Coutinho <strong>Roteiro: </strong>Eduardo Coutinho <strong>Duração: </strong>90 min <strong>Distribuição:</strong> Video Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: O Céu Sobre os Ombros</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 01:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rogério de Moraes Já não há nada de novo em dizer que a realidade é mais estranha que a... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-o-ceu-sobre-os-ombros-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-8010" href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-o-ceu-sobre-os-ombros-2/o-ceu-sobre-os-ombros-3/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-8010" title="o céu sobre os ombros" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/11/o-céu-sobre-os-ombros1-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a><strong>Por Rogério de Moraes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já não  há nada de novo em dizer que a realidade é mais estranha que a ficção. A  complexidade de personagens que a vida tantas vezes nos apresenta podem  facilmente parecer obra de um escritor (ou roteirista) sem bom senso  para o realismo. É com essa sensação que vamos conhecendo os personagens  reais que fazem parte do filme <em><strong><em>O Céu Sobre os Ombros</em></strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Everlyn é uma transexual formada em psicologia. Para seu mestrado,  estuda os diários de um hermafrodita do século 19. Para ganhar a vida,  ministra cursos de sexualidade durante o dia e se prostitui durante a  noite. Murari é adepto da seita Hare Krishna, trabalha na cozinha de um  restaurante vegetariano e participa ativamente da Galoucura, a torcida  organizada do Atlético Mineiro. Lwei é um angolano que vive no Brasil.  Escritor nunca publicado, tem um filho com problemas mentais e não pensa  em levar a vida muito adiante, vivendo uma permanente insatisfação que o  faz cogitar a morte constantemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Apresentando-se com margens pouco definidas entre o documentário e a  ficção, o filme é construído a partir de tempos mortos do cotidiano. Mas  o cotidiano dos personagens que o filme retrata passa ao largo de uma  normalidade clássica, comum e ordinária. É como se o documental  “ficcionalizasse” esse cotidiano e os personagens interpretassem a si  mesmos. Mas nesta interpretação &#8211; passível, sim, de simulacros &#8211;  filtram-se muito mais verdades que o simples registro documental.</p>
<p style="text-align: justify;">Fragmentado, incisivo, duro e sem artifícios, o filme se despe de  pretensões articuladas para nos entregar um material direto, montado no  propósito de revelar a marginalidade na qual seus personagens habitam.  Um retrato da realidade que subverte a normalidade daquilo que, embora  não pareça, é real.</p>
<p style="text-align: justify;">O  resultado é uma experiência íntima e visual que desmascara o universo  particular dessas pessoas. Sem julgamentos, conclusões ou afetação. É  simples e franco. Dele se subtrai a vida no concreto de vivê-la. Cada um  a sua maneira, num limbo como o da ficção, mas com as dores sentidas na  inverossímil e concreta realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O CÉU SOBRE OS OMBROS</strong> (Idem, Brasil, 2010) <strong>Direção:</strong> Sérgio Borges <strong>Roteiro: </strong>Manuela Dias, Sérgio Borges <strong>Elenco:</strong> Everlyn Barbin, Murari Krishna, Lwei Bakongo <strong>Duração:</strong> 79 min <strong>Distribuição: </strong>Vitrine Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Amanhã Nunca Mais</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-amanha-nunca-mais/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 20:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[O debut diretorial de Tadeu Jungle em Amanhã Nunca Mais consiste numa grande dicotomia... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-amanha-nunca-mais/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-7947" href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-amanha-nunca-mais/amanha-nunca-mais/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7947" title="amanhã nunca mais" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/11/amanhã-nunca-mais-636x423.jpg" alt="" width="636" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O debut diretorial de <strong>Tadeu Jungle</strong> em <strong>Amanhã Nunca Mais</strong> consiste numa grande dicotomia existencialista: enquanto aborda implicitamente a insatisfação de Valter (<strong>Lázaro Ramos</strong>) de manter uma rotina saudável, com tempo para compromissos profissionais e familiares, sua obra é abreviada por uma angústia sem ritmo ao encontro do (anti) heroísmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe clareza em qual posição Valter está – submisso às ordens da mulher, da filha e dos colegas de trabalho, ele sofre as consequências no dia do aniversário de sua filha, quando deve levar o bolo da festa que está prestes a terminar. Parece que sempre haverá um espaço a mais para sua paciência, uma espécie de antítese ao reflexo do público. Assim, cabe ao filme de Jungle ser um conto moralista sobre o respeito ao espaço alheio.</p>
<p style="text-align: justify;">Os anseios de Valter canalizam o conformismo que a rotina impõe a qualquer transeunte; para encontrar a paz, ele entende na base da força o que deve ser perdoado ou não. Neste ponto o filme acerta muito bem ao agregar e intercalar esta idéia aos planos fechados no rosto de Lázaro. Não sabemos bem o que Valter simboliza com sua postura: herói ou anti-herói. Mas é possível compará-lo com qualquer um que vaga pelas engarrafadas ruas de <strong>São Paulo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2536" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-golpista-do-ano/1star-10/"><img class="alignleft size-full wp-image-2536" title="1star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/1star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>AMANHÃ NUNCA MAIS</strong> (Idem, Brasil, 2011)<strong> Direção: </strong>Tadeu Jungle<strong> Roteiro:</strong> Marcelo Muller, Tadeu Jungle, Maurício Arruda <strong>Elenco: </strong>Lázaro Ramos, Maria Luisa Mendonça, Milhem Cortaz, Luis Miranda <strong>Duração:</strong> 78 min <strong>Distribuição:</strong> Fox </span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Crítica: Os 3</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 16:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Nando Olival (co-diretor de Domésticas) crava o raciocínio lógico sobre as relações nos dias... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-os-3/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-7936" href="http://www.cinemaorama.com/2011/11/critica-os-3/os3-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7936" title="os3" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/11/os31.jpg" alt="" width="550" height="393" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nando Olival</strong> (co-diretor de <strong>Domésticas</strong>) crava o raciocínio lógico sobre as relações nos dias de hoje em <strong>Os 3</strong>. Como a cartela do filme indica, amizade, paixão, tesão e amor se reúnem, mas dispensam a previsibilidade de uma história sobre um triangulo amoroso como o remetente <strong>Três Formas de Amar</strong> de <strong>Andrew Fleming</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A preocupação maior do diretor é fazer um panorama sobre o que chamamos de moderno: os amigos, que dividem um apartamento após se conhecerem em uma festa, se transformam em objetos ao ligar a rotina deles a um <em>reality show</em> de um site de vendas. Uma clara metáfora ao capitalismo que se amplia à referência ao próprio cinema chamado “comercial” pregado principalmente por George Lucas: o filme não é apenas entretenimento, ele é acompanhado por planos de marketing e outras formas de consumo, como bonecos, camisetas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as crises do grupo – que seguem uma lógica que poderia destruir o filme se não fosse o tratamento pasteurizado à previsibilidade que ela oferece – e os planos de vendas do site, <strong>Os 3</strong> aos poucos aborda o preço que a liberdade de tratar tudo sob uma visão abstrata, sem definições ou rótulos oferece brigando constantemente para se esquivar de alegorias conflituosas,  fugir de estereótipos e se aproximar &#8211; mesmo com a idéia de ficção &#8211; do cotidiano, do real.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"> <a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></span></p>
<p><span style="color: #888888;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>OS 3</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Nando Olival <strong>Roteiro:</strong> Nando Olival, Thiago Dottori <strong>Elenco: </strong>Juliana Schalch, Gabriel Godoy, Victor Mendes, Sophia Reis <strong>Duração:</strong> 80 min<strong> Distribuição:</strong> Warner Bros.</span></p>
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		<title>Crítica: O Palhaço</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-palhaco/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 20:18:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Se existe alguma preocupação no sentido de construção narrativa em O Palhaço ela está no... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-palhaco/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-7878" href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-palhaco/o-palhaco-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7878" title="o palhaço" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/10/o-palhaço-636x404-custom.jpg" alt="" width="636" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se existe alguma preocupação no sentido de construção narrativa em <strong>O Palhaço</strong> ela está no conflito parcialmente físico de Benjamim (<strong>Selton Mello</strong>) em relação à profissão de palhaço e diretor do circo <strong>Esperança</strong>. Acompanhamos a estadia da trupe circense por vilarejos do interior de Minas Gerais, onde a submissão ao acaso e contratempos realçam a insatisfação de seu protagonista.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, a sutileza incrustada na narrativa está no conjunto de <em>gags</em> que ilustram a rotina de apresentações e ciladas no qual o grupo entra através das estradas e não por envolvimento com seus personagens. Podemos aí incluir as memórias de infância e inevitáveis comparações à Fellini pela incansável busca por cumplicidade neste grupo cheio de figuras emblemáticas, mas não reconhecíveis. O conflito de Benjamim é silencioso e forçado – com raras exposições envolvendo frases curtas e a materialização dele através da figura de um ventilador e de seu documento de identidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas <em>gags</em> configuram-se nas participações de grandes nomes do gênero como <strong>Moacyr Franco</strong> e <strong>Ferrugem</strong>, dicotômicos sob a ótica da vida – um disposto a brincar com o que é sério, já o outro deseja ser sério dentro de uma brincadeira – e simbolizam bem a questão da vocação profissional e de como ser feliz. <strong>O Palhaço</strong> acha sua resposta com ajuda dos coadjuvantes representativos e distanciamento de seu protagonista. Mas, como se trata de uma viagem, não importa como você vai chegar. O que importa é desembarcar são e salvo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2324" href="http://www.cinemaorama.com/2010/05/lancamentos-nas-locadoras-em-maio/2half-30/"><img class="alignleft size-full wp-image-2324" title="2half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/05/2half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O PALHAÇO</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Selton Mello <strong>Roteiro:</strong> Selton Mello <strong>Elenco:</strong> Selton Mello, Paulo José, Renato Macedo, Moacyr Franco <strong>Duração: </strong>88 min <strong>Distribuição:</strong> Imagem Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: O Gerente</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 18:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[III SEMANA DOS REALIZADORES Antes de uma homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, citado e... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-gerente/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-7868" href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-gerente/o-gerente/"><br />
</a><strong><a rel="attachment wp-att-7868" href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-gerente/o-gerente/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7868" title="o gerente" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/10/o-gerente-636x406.jpg" alt="" width="636" height="406" /></a>III SEMANA DOS REALIZADORES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de uma homenagem ao poeta <strong>Carlos Drummond de Andrade</strong>, citado e exibido em <strong>O Gerente</strong>, a volta de <strong>Paulo Cezar Saraceni</strong> ao cinema após dez anos se apresenta como uma obra anárquica às convenções do cinema. Da narradora que “atrapalha” o espaço da ação e interage diretamente com o protagonista Samuel (<strong>Ney Latorraca</strong>), até a possibilidade de audição da voz do próprio Saraceni na cena que encerra o filme, o diretor insere a história que se passa nos anos cinquenta no contexto atual – apesar de seus personagens e contracenantes estarem a caráter, nada ao redor é maquiado. É possível ver carros, lojas e roupas dos dias atuais sem que isso interfira diretamente no filme. Para Saraceni, o que implica o pensamento de despreocupação nada mais é que um trampolim de questionamentos sobre a liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto a história de um gerente de banco que alimenta a tara por mãos femininas ganha a tela, paralelamente e sem altruísmo algum, brotam críticas ao sistema de incentivo a cultura, a pureza de trocas de planos e polimento de imagens e a prisão de gêneros. Em <strong>O Gerente</strong> é possível alinhar a <em>mise en scene</em> opositora à dramaticidade – deliciosa, por sinal – a troca de lentes de câmera e atemporalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O vigor de <strong>O Gerente </strong>está nesta idéia de articular as possibilidades que se justificam pelo cinema que, nesse caso, livra-se da nostalgia da época, encontra passado e presente (essencial para o tom fabuloso do filme), faz seu público lembrar-se da presença da câmera e de um diretor, que se proclama dono de um cinema corajoso e vital com uma só frase, dispensando signos e enigmas. Para Saraceni, um nauseante bom humor é o carro chefe de seu filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><span style="color: #888888;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O GERENTE</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Paulo Cezar Saraceni <strong>Roteiro</strong>: Paulo Cezar Saraceni <strong>Elenco:</strong> Ney Latorraca, Joana Fomm, Letícia Spiller, Nelson Xavier <strong>Duração:</strong> 81 min</span></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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		<title>Crítica: As Horas Vulgares</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 16:49:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[III SEMANA DOS REALIZADORES No vai-e-vem das noites vazias de Vitória, um grupo de amigos... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-as-horas-vulgures/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-7861" href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-as-horas-vulgures/as-horas-vulgares/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7861" title="as horas vulgares" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/10/as-horas-vulgares.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a><strong>III SEMANA DOS REALIZADORES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No<em> vai-e-vem</em> das noites vazias de Vitória, um grupo de amigos protegidos por um senso de comunidade representado pela casa de uma menina dependente de companhia mudam perspectivas e óticas comuns ao tornar o externo como meio exclusivo para mudança do âmago de cada um deles.  Baseado no romance O Reino dos Medas de Reinaldo Santos Neves, As Horas Vulgares faz do abstrato uma troca de experiências e angústias que reúnem o amor e memórias tem um só ponto em comum: a morte.</p>
<p style="text-align: justify;">A câmera estática de Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize privilegia a verborragia à <em>mise en scene</em>. Cada um deles mostra uma relação diferente com o que chamam de realidade. Esta mesma idéia utópica tem reflexos na direção – o mundo introspectivo de seus personagens ganha roupagem delicada, trilha sonora de jazz, o polimento das imagens, a escolha dos planos que desprezam a arquitetura da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre devaneios que deliberam os personagens do que é “real”, Oliveira e Graize prolongam a duração de As Horas Vulgares, quando, enfim realizam a tão encenada morte. Neste momento, prestes a saturação, o longa sintetiza suas intenções: com a voz off, uma representação, na imagem, outra. A conclusão, sensata e melancólica. O afeto parece ser a única via que mantém a sensatez acesa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>AS HORAS VULGARES </strong>(Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize<strong> Roteiro:</strong> Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize <strong>Elenco:</strong> João Gabriel Vasconcelos, Rômulo Braga, Raphael Sil, Julia Lund<strong> Duração:</strong> 123 min</span></p>
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		<title>Crítica: O Céu Sobre os Ombros</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 14:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Semana dos Realizadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Já não há nada de novo em dizer que a realidade é mais estranha que a ficção. A... <a href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-ceu-sobre-os-ombros/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-7844" href="http://www.cinemaorama.com/2011/10/critica-o-ceu-sobre-os-ombros/o-ceu-sobre-os-ombros/"><img class="aligncenter size-full wp-image-7844" title="o céu sobre os ombros" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/10/o-céu-sobre-os-ombros.jpg" alt="" width="620" height="349" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Já não há nada de novo em dizer que a realidade é mais estranha que a ficção. A complexidade de personagens que a vida tantas vezes nos apresenta podem facilmente parecer obra de um escritor (ou roteirista) sem bom senso para o realismo. É com essa sensação que vamos conhecendo os personagens reais que fazem parte do filme <em><strong><em>O Céu Sobre os Ombros</em></strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
Everlyn é uma transexual formada em psicologia. Para seu mestrado, estuda os diários de um hermafrodita do século 19. Para ganhar a vida, ministra cursos de sexualidade durante o dia e se prostitui durante a noite. Murari é adepto da seita Hare Krishna, trabalha na cozinha de um restaurante vegetariano e participa ativamente da Galoucura, a torcida organizada do Atlético Mineiro. Lwei é um angolano que vive no Brasil. Escritor nunca publicado, tem um filho com problemas mentais e não pensa em levar a vida muito adiante, vivendo uma permanente insatisfação que o faz cogitar a morte constantemente.</p>
<p style="text-align: justify;">
Apresentando-se com margens pouco definidas entre o documentário e a ficção, o filme é construído a partir de tempos mortos do cotidiano. Mas o cotidiano dos personagens que o filme retrata passa ao largo de uma normalidade clássica, comum e ordinária. É como se o documental “ficcionalizasse” esse cotidiano e os personagens interpretassem a si mesmos. Mas nesta interpretação &#8211; passível, sim, de simulacros &#8211; filtram-se muito mais verdades que o simples registro documental.</p>
<p style="text-align: justify;">
Fragmentado, incisivo, duro e sem artifícios, o filme se despe de pretensões articuladas para nos entregar um material direto, montado no propósito de revelar a marginalidade na qual seus personagens habitam. Um retrato da realidade que subverte a normalidade daquilo que, embora não pareça, é real.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é uma experiência íntima e visual que desmascara o universo particular dessas pessoas. Sem julgamentos, conclusões ou afetação. É simples e franco. Dele se subtrai a vida no concreto de vivê-la. Cada um a sua maneira, num limbo como o da ficção, mas com as dores sentidas na inverossímil e concreta realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O CÉU SOBRE OS OMBROS</strong> (Idem, Brasil, 2010) <strong>Direção:</strong> Sérgio Borges <strong>Roteiro: </strong>Manuela Dias, Sérgio Borges <strong>Elenco:</strong> Everlyn Barbin, Murari Krishna, Lwei Bakongo <strong>Duração:</strong> 79 min <strong>Distribuição: </strong>Vitrine Filmes</span></p>
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