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	<title>Cinema O Rama &#187; Cinema Nacional</title>
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		<title>Entrevista: Petrus Cariry</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 23:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Em seu segundo filme, Petrus Cariry já coleciona prêmios. O mais recente, do festival de cinema... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/entrevista-petrus-cariry/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9765" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/entrevista-petrus-cariry/petrus/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9765" title="petrus" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/petrus-636x364-custom.jpg" alt="" width="636" height="364" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em seu segundo filme, <strong>Petrus Cariry</strong> já coleciona prêmios. O mais recente, do festival de cinema do Uruguai por <strong>Mãe e Filha</strong>, obra-prima remetente aos filmes de <strong>Aleksandr Sokurov</strong> e <strong>Béla Tarr</strong>. O filme entra em cartaz nesta sexta-feira (18) via Lume Filmes. O <strong>Cinemaorama</strong> bateu um papo com o diretor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><strong>01)  As locações de &#8220;Mãe e Filha&#8221; surgiram das filmagens do curta &#8220;Dos  Restos e das Solidões&#8221;.  Qual foi a influência destas locações na  produção do roteiro do filme?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A  cidade de Cococi teve uma influencia muito grande na forma como escrevi  esse roteiro em parceria com o <strong>Firmino Holanda</strong> e o <strong>Rosemberg Cariry</strong>. Eu  já conhecia bem as locações por conta do curta “<strong>Dos restos e das  Solidões</strong>”. A partir de várias discursões sobre o argumento original,  chegamos à forma final do roteiro de “<strong>Mãe e Filha</strong>”, um filme que versa  sobre a morte e sobre o fim das coisas. Hoje eu posso afirmar que o  filme não teria a mesma força se não tivesse sido feito em Cococi, uma  cidade fantasma real que chegou ao fim e que teve uma história feita de  violência e sangue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>02)  O isolamento vindo daquela cidade fantasma cria uma relação metafórica e  igualmente direta com a morte. A cidade é o complemento do simbolismo  que &#8220;Mãe e Filha&#8221; carrega?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As  próprias ruínas já indicam a impermanência das coisas, o fim. A Mãe  espera um marido que partiu há dezenas de anos. A Mãe projeta no neto  morto todos os seus amores, esperanças e desejos que foram amputados  pela vida. O conflito entre a Mãe e a Filha se dá porque uma quer que o  “morto” viva novamente, e a outra quer que o “morto” seja enterrado e  esquecido, para que a vida siga o seu ciclo natural e cósmico. As ruínas  da cidade, nas lonjuras do sertão, são também habitadas por fantasmas  ancestrais, que são as sombras da alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>03) O longa é absolutamente sensorial. Como foi o processo de pós-produção para amplificar esta idéia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu  sempre dei uma atenção muito grande para os aspectos técnicos da  pós-produção, mas no caso do filme “Mãe e Filha” eu fiz pessoalmente um  trabalho de correção de cor, para realçar a fotografia que eu queria,  que seria a diminuição da saturação, com aumento dos tons cinzas e o  aumento do contraste das zonas escuras. Mas o grande desafio que tivemos  foi no som (edição, mixagem e desenho de som), foram meses de trabalho  exaustivo e muita pesquisa em busca do “clima sensorial” que era exigido  pela película. O meu grande parceiro neste trabalho foi o <strong>Érico Paiva</strong> (Sapão) que fez a engenharia de áudio e contribui-o de forma decisiva  nas questões criativas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9766" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/entrevista-petrus-cariry/mae-e-filha-5/"><img class="aligncenter size-full wp-image-9766" title="mãe e filha" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/mãe-e-filha.jpg" alt="" width="600" height="338" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>04)  &#8220;Mãe e Filha&#8221; tem um embate direto com a dimensão do tempo. Em dias tão  urgentes no qual a vida passa com muita velocidade, como o fascínio por  tal consumação se dá no roteiro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O  uso dos tempos distendidos e da contemplação, não me diz muita coisa,  se não houver o intuito de se narrar uma estória. A minha relação com o  tempo no “Mãe e Filha”  é justamente buscar criar uma atmosfera de  imersão e uma sensação real que o tempo escorre pela tela. O dispositivo  narrativo não pode ser dissociado do conteúdo, ou melhor, até pode para  poder gerar fissões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>05)  Você acredita que o cinema nacional passa por um processo de  &#8220;indiscriminilização&#8221; ou o aumento  de venda de ingressos de filmes  brasileiros apetecem apenas os filmes de divulgação em massa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Da  minha parte não existe uma negação do cinema “blockbuster” exibido nos  grandes circuitos brasileiros. Porém, é preciso que esse tipo de  “cinema” não seja tão sufocante que impeça o realizador que busca um  cinema mais autoral, de conseguir rodar e distribuir o seu filme com um  mínimo de dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>06) &#8220;Mãe e Filha&#8221; ganhou prêmios internacionais também. Existe previsão de distribuição internacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente  ganhamos o prêmio de “<strong>Melhor Filme</strong>” no <strong>Festival Internacional de Cinema  do Uruguay</strong> e isso é bom, porque de certa forma temos mais visibilidade  para o filme. Existem várias propostas de distribuição que estão sendo  analisadas, inclusive em países da América do Sul, como Argentina e  Uruguai. Temos planos também para distribuir na Europa, principalmente  em Bluray e DVD, vamos à luta.</p>
<p style="text-align: justify;">Leia a crítica de <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-mae-e-filha-2/">MÃE E FILHA</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Crítica: Mãe e Filha</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Um exercício contemplativo intercedido por representações enigmáticas e metáforas. Mãe e... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-mae-e-filha-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-9751" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-mae-e-filha-2/mae-e-filha-pbrf/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9751" title="mae-e-filha-PBRf" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/mae-e-filha-PBRf-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Um exercício contemplativo intercedido por representações enigmáticas e metáforas. <strong>Mãe e Filha</strong> expurga da relação distante de duas mulheres a dor do passado, a  ambigüidade do presente e o ilusionismo do futuro no silencioso sertão  do Ceará. As memórias ganham vida e se transformam em pesadelo e alívio  com a mudança de ótica de cada personagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigido por <strong>Petrus Cariry</strong> (<strong>O Grão</strong>),  Mãe e Filha se atém à ambigüidade quando desconstrói a pureza de vida e  morte e sua carga espiritual amplificada pelas ruínas das locações e a  beleza da natural que envolve este silencioso caos emocional regido por  um tempo abstrato, que não se tem certeza que acontecera. A distância  física (capital/sertão) e filosófica (vida/morte e passado/futuro)  posiciona a relação de duas mulheres à margem do amor fraterno.</p>
<p style="text-align: justify;">Instigante, o longa de Cariry aborda  mundos distintos; aqui, o impacto simbolizado por uma criança leva ao  desnorteamento pelo lado inesperado. A filha, sã, resolve então tornar a  realidade mais forte numa das cenas mais bonitas do filme. Mas aprende  que sem a fantasia (ou espiritualidade) nada tem sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2590" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/kick-ass-quebrando-tudo/5star-3/"><img class="alignleft size-full wp-image-2590" title="5star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/5star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>MÃE E FILHA</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Petrus Cariry <strong>Roteiro: </strong>Petrus Cariry, Firmino Holanda, Rosemberg Cariry <strong>Elenco: </strong>Zezita Matos, Juliana Carvalho <strong>Duração:</strong> 82 min <strong>Distribuição:</strong> Lume Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Uma Longa Viagem</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 03:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Rodrigo Giordano Uma Longa Viagem é uma história extremamente pessoal, na qual, Lúcia... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-uma-longa-viagem/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-9742" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-uma-longa-viagem/uma-longa-viagem/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9742" title="uma longa viagem" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/uma-longa-viagem-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Por Rodrigo Giordano</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma Longa Viagem</strong><em> </em>é uma história extremamente pessoal, na qual, <strong>Lúcia Murat</strong> busca reviver as próprias experiências e a de seus dois irmãos, <strong>Heitor e Miguel</strong>, durante os anos de chumbo, expondo os diferentes caminhos seguidos por eles, principalmente os dela e de Heitor. O filme é dedicado a Miguel, cuja morte impulsionou a realização do longa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que seu filho mais novo não seguisse os passos da irmã e participasse da luta armada, a mãe dos protagonistas o envia para Londres. É aí que se inicia a história de andarilho de Heitor, que não conseguirá mais estabelecer-se em lugar algum, formando uma relação antitética com sua irmã quanto ao descontentamento com o sistema repressor: enquanto Lúcia permanece no Brasil como presa política, seu irmão move-se incessantemente pelo mundo, experimentando todos os tipos de entorpecentes que suas andanças permitem. Dessa relação nasce algo do que há de mais valoroso no filme, pois Lúcia Murat não emprega um juízo de valor nas distintas escolhas feitas por ela e seu irmão, pelo contrário, as trata como o que são: posicionamentos pessoais diante de um momento político extremamente conturbado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, <strong>Uma Longa Viagem</strong><em> </em>é um filme dividido em três, intercalando-se imagens de arquivo com narrações da diretora, entrevista da mesma com Heitor e encenações de <strong>Caio Blat </strong>(interpretando o irmão mais novo). É esta última que faz desandar o documentário de Lúcia Murat; não por incompetência do ator, mas porque essas cenas deslocam a interessante premissa acima exposta.</p>
<p style="text-align: justify;">Caio declama as cartas enviadas por Heitor à sua família, olhando para a câmera e interagindo com uma projeção de lugares pelos quais o irmão da diretora passou em suas viagens. Isso faz com que a parte pretensamente ficcional do filme seja marcada por uma interpretação realista, verossímil, o que fica evidente em uma cena em que a tela é dividida em dois e ouvimos a mesma história sendo contada pelo ator e pelo irmão mais novo, sendo que, ao final, Caio faz exatamente o mesmo gesto de quem interpreta.</p>
<p style="text-align: justify;">A diretora parece não perceber que a força de<strong> Uma Longa Viagem</strong> está exatamente nas entrevistas de Heitor, um sujeito carismático, espontâneo, que consegue construir uma forte ligação com o espectador. A conexão entre história real e história encenada torna-se frágil, deixando a aparência de que a participação de Caio Blat no longa é apenas um artifício vazio de linguagem, como se a diretora não quisesse fazer mais um documentário apenas com imagens de arquivo e entrevistas (muito recorrente nos documentários dos últimos vinte anos). Ótima intenção, péssima execução.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2569" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/2star-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2569" title="2star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/2star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>UMA LONGA VIAGEM</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Lucia Murat <strong>Roteiro:</strong> Lucia Murat <strong>Elenco:</strong> Caio Blat <strong>Duração:</strong> 97 min <strong>Distribuição:</strong> Vitrine Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Paraísos Artificiais</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 20:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Adulterar a realidade não é dos mais novos hábitos da sociedade. A visão glamourosa dada às... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-paraisos-artificiais/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9719" href="http://www.cinemaorama.com/2012/05/critica-paraisos-artificiais/paraisos-artificais/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9719" title="paraísos artificiais" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/05/paraísos-artificais-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Adulterar a realidade não é dos mais novos hábitos da sociedade. A visão glamourosa dada às viagens lisérgicas através da literatura e música nos anos 60 em especial alinhavam estética e existência. Não é o caso de <strong>Paraíso Artificiais</strong>, <em>debu</em>t de Marcos Prado na direção de ficções: seu filme carece de expressão das mais variadas formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong>Paraísos Artificiais</strong> a estética é fetiche: o horizonte de <em>neon</em>, os corpos definidos, a bagunça de um apartamento da zona sul carioca ou a beleza de <strong>Amsterdam</strong> compõem um deleite visual que não tem a mesma freqüência da história de desencontros que guia a narrativa apoiada no uso e tráfico de drogas sintéticas ligado diretamente a estereótipos.</p>
<p style="text-align: justify;">A visão do consumidor de drogas na cena de música eletrônica nascida nos anos 90 na Europa – que teve reflexos em <em>raves</em> em locais desertos no Brasil – em poucos momentos equivale consciência à ação do filme. O drama é o cerne da história e por vezes tem o desfoque de causa e conseqüência, sem simbologias ou metáforas. Tudo é direto e reto. Ou rápido e raso. Paraísos Artificiais se sustenta pela montagem, onde <em>flashbacks</em> impõem o choque à história e, claro, ao espectador. Basta saber quais foram pegos pela previsibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2536" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-golpista-do-ano/1star-10/"><img class="alignleft size-full wp-image-2536" title="1star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/1star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a><strong><br />
</strong></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>PARAÍSOS ARTIFICIAIS</strong> (Idem, Brasil, 2012) <strong>Direção:</strong> Marcos Prado <strong>Roteiro:</strong> Cristiano Gualda, Pablo Padilla, Marcos Prado <strong>Elenco:</strong> Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de Bueno, Cadu Fávero <strong>Duração:</strong> 96 min <strong>Distribuição:</strong> Nossa/Rio Filme</span></p>
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		<title>Crítica: Girimunho</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Girimunho, a câmera de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina é observadora, coadjuvante... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-girimunho/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-9707" href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-girimunho/girimunho-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9707" title="girimunho" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/04/girimunho-636x357.jpg" alt="" width="636" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong>Girimunho</strong>, a câmera de <strong>Helvécio Marins Jr</strong>. e <strong>Clarissa Campolina</strong> é observadora, coadjuvante e expositiva. As locações se transformam lentamente em um personagem fundamental – ser o local, pertencer a ele e tê-lo como sua extensão. O tom documental amplifica a abordagem poética desta jornada espiritual sobre vida e morte.</p>
<p style="text-align: justify;">O cotidiano de <strong>Batsu</strong> (a excelente <strong>Maria Sebastiana</strong>) é a estrutura para Marins e Campolina traçarem limites ao luto e a sanidade de sua protagonista; <strong>Girimunho</strong> ganha traços oníricos enquanto iguala o cinema aos sonhos e a multiplicidade da imaginação em devaneios e expurgação das mais variadas formas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fé, saudade, identidade e religião se confundem nas ruas de São Romão, interior de <strong>Minas Gerais</strong>. Espanta a verossimilhança aos impulsos que chamamos de realidade ou o que acontece quando as câmeras se desligam. Girimunho tem a leveza de um breve momento de paz e contemplação com a força de uma indagação sobre o sentido de ser em forma poética, sem cartilhas, apenas instinto.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2234" href="http://www.cinemaorama.com/2010/04/as-melhores-coisas-do-mundo/4half-3/"><img class="alignleft size-full wp-image-2234" title="4half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/04/4half.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>GIRIMUNHO</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Helvécio Marins Jr., Clarissa Campolina <strong>Roteiro:</strong> Felipe Bragança <strong>Elenco:</strong> Maria Sebastiana, Martina Álvaro, Maria da Conceição Gomes de Moura, Wanderson Soares <strong>Duração:</strong> 90 min <strong>Distribuição:</strong> Vitrine Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: O Homem que Não Dormia</title>
		<link>http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-o-homem-que-nao-dormia-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 01:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra do Filme Livre]]></category>
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		<description><![CDATA[Em seu campo imutável regido pelas lembranças e associações à identidade nacional, Edgard... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-o-homem-que-nao-dormia-2/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9703" href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-o-homem-que-nao-dormia-2/o-homem-que-nao-dormia-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9703" title="o homem que não dormia" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/04/o-homem-que-não-dormia-636x436.jpg" alt="" width="636" height="436" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em seu campo imutável regido pelas lembranças e associações à identidade nacional, <strong>Edgard Navarro</strong> (O Super Outro, Eu Me Lembro) faz de <strong>O Homem que Não Dormia</strong> o foco místico deste amplo e curioso estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Navarro utiliza um pequeno vilarejo do  interior para analisar seus personagens como “não-pessoas” e sim como  parte (ou peças) da massa – que alimentam diversos preceitos de credo e  ampliam a ótica humanista sem a necessidade proximidade. Lendas urbanas e  folclore unem-se ao humor agridoce para construir uma obra subversiva  funcional graças aos eixos diversos como a censura e alienação diluídos  na figura que batiza o filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Homem que Não Dormia</strong> não possui definições de discurso (apesar de claros momentos de deboche)  – abordar o assunto e suas multiplicidades tão complexas através da  simplicidade de cidadãos interioranos é o suficiente para Navarro seguir  o  panorama de seus últimos filmes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2566" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/3star-38/"><img class="alignleft size-full wp-image-2566" title="3star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>O HOMEM QUE NÃO DORMIA</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Edgard Navarro <strong>Roteiro:</strong> Edgard Navarro <strong>Elenco:</strong> Bertrand Duarte, Ramon Vane, Fabio Vidal, Evelin Buchegger <strong>Duração:</strong> 93 min <strong>Distribuição:</strong> Pandora Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Eu Receberias as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio 2011]]></category>

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		<description><![CDATA[Dicotômica como seu título, a nova parceria entre Beto Brant e o escritor e roteirista Marçal... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-eu-receberias-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9588" href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-eu-receberias-as-piores-noticias-dos-seus-lindos-labios/eu-receberia-as-piores-noticias/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9588" title="eu receberia as piores notícias" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/04/eu-receberia-as-piores-notícias-636x424.jpg" alt="" width="636" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dicotômica como seu título, a nova parceria entre <strong>Beto Brant</strong> e o escritor e roteirista <strong>Marçal Aquino</strong> parece uma avalanche de pessimismo mesmo com possibilidades de fuga e recomeço para Lavínia (<strong>Camila Pitanga</strong> em entrega surpreendente), ex-garota de programa que acompanha seu namorado e  pastor Ernani (<strong>Zé Carlos Machado</strong>) em missão no Pará enquanto mantém relação extraconjugal com o fotógrafo Cauby (<strong>Gustavo Machado</strong>). <strong>Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios</strong> sustenta-se pelos diálogos de via dupla e fragmentos e se configura como uma partilha de reações viscerais.</p>
<p style="text-align: justify;">Da comparação do culto evangélico ao circo à instabilidade de todos os personagens, a adaptação do conto do próprio Aquino declara-se a rendição; de uma forma ou outra, lentamente, é possível desconstruir os personagens entre cansativo balé de <em>fades</em>. Atrás da verborragia, dos surtos e das citações poéticas, nada mais existe além da vontade de entrega – de deixar-se levar pela correnteza; pelas piores notícias.</p>
<p style="text-align: justify;">Caótico como a idéia do fim (dos tempos, de uma relação ou da vida), o filme de Beto Brant é a ilustração deste raciocínio. O flerte com o lamento, a idéia de continuidade, o luto e a banalidade no sentido da vida, que pode render seqüelas irreversíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2581" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-profeta/3half-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2581" title="3half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS</strong> (Idem, Brasil, 2011) <strong>Direção:</strong> Beto Brant, Renato Ciasca <strong>Roteiro: </strong>Marçal Aquino, Beto Brant, Renato Ciasca <strong>Elenco:</strong> Camila Pitanga, Zé Carlos Machado, Gustavo Machado, Gero Camilo<strong> Duração:</strong> 100 min <strong>Distribuição:</strong> Sony Pictures</span></p>
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		<title>Crítica: Área Q</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 18:41:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[A escassez de lucidez na apropriação de um gênero transforma Área Q, dirigido por Gerson... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-area-q/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9568" href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-area-q/areaq/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9568" title="areaq" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/04/areaq-636x425.jpg" alt="" width="636" height="425" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A escassez de lucidez na apropriação de um gênero transforma <strong>Área Q</strong>, dirigido por <strong>Gerson Sanginitto</strong> (Beyond the Ring), num diálogo direto com a superfície regida unicamente por elementos de pós-produção, principalmente pela trilha sonora que dita o intuito de cada sequência.</p>
<p style="text-align: justify;">Moldado pela afetação de uma metodologia desconhecida em termos de atuação, o filme aborda em via única o ponto bíblico na relação humanos/extraterrestres. A investigação <em>mumblecore</em> tem articulações pelo sumiço do filho de Thomas Mathews (<strong>Isaiah Washington</strong>), jornalista desolado e de <em>surpreendente</em> postura heróica para produzir uma matéria sobre eventos sobrenaturais no Brasil, onde o protagonista faz antes de mais nada um estudo antropológico com a velocidade de uma reportagem televisiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Para <strong>Área Q</strong> falta a compreensão dos códigos necessários para desenvolver  o senso de unidade entre gênero, filosofia, subjetividade e narrativa e  criar ambiente, dar vida aos personagens e integrar o espectador à experiência, colocando-o em crise ou em identificação instantânea.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-5758" href="http://www.cinemaorama.com/2011/04/a-garota-da-capa-vermelha/half/"><img class="alignleft size-full wp-image-5758" title="half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2011/04/half.jpg" alt="" width="70" height="18" /></a></p>
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>ÁREA Q</strong> (Area Q, Brasil/EUA, 2011) <strong>Direção:</strong> Gerson Sanginitto <strong>Roteiro:</strong> Gerson Sanginitto <strong>Elenco: </strong>Isaiah Washington, Murilo Rosa, Tânia Khalil, Leslie Lewis <strong>Duração:</strong> 100 min <strong>Distribuição:</strong> Califórnia Filmes</span></p>
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		<title>Crítica: Xingu</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 20:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tom épico, Xingu sinaliza a forma abstrata na saga dos irmãos Villas-Boas, responsáveis... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-xingu/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-9556" href="http://www.cinemaorama.com/2012/04/critica-xingu/xingu/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9556" title="xingu" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/04/xingu-636x398-custom.jpg" alt="" width="636" height="398" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em tom épico, <strong>Xingu</strong> sinaliza a forma abstrata na saga dos <strong>irmãos Villas-Boas</strong>, responsáveis pela conquista do espaço do parque nacional do Xingu (Mato Grosso), onde mais de 5.500 índios vivem até hoje sem a interferência de culturas estrangeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Da busca pela liberdade do território urbano até o natural engajamento, <strong>Cao Hamburger</strong> (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias) uma relação turva com a posição heróica numa história sobre descobertas, acima de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande pulo do filme é o véu que indica a fixação dos irmãos pelo silencioso desencargo de consciência – colocá-los na tênue linha entre o heroísmo e o antagonismo dá a noção de que doenças, armas de fogo e a mudança de hábito, antes da intervenção do governo brasileiro, começou com os próprios Villas-Boas, que entraram nas aldeias através de uma expedição.</p>
<p style="text-align: justify;">O extermínio da identidade dos índios dá ao filme potencial dramático ligado a remorsos, manifestações políticas e corrupção, como um diagnóstico atual do país, amplificado para as minorias em diversas esferas que assim como o filme têm inúmeros tópicos a se discutir, porém, filmes são limitados pela duração e o desfoque obrigaria à direção a mudança de tom, de assunto e até de personagens. O ciclo não está completo, mas trata-se de uma bela introdução.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2581" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/o-profeta/3half-25/"><img class="alignleft size-full wp-image-2581" title="3half" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/3half1.gif" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>XINGU</strong> (Idem, Brasil, 2012) <strong>Direção:</strong> Cao Hamburger <strong>Roteiro:</strong> Cao Hamburger, Helena Soarez, Anna Muylaert <strong>Elenco:</strong> João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat, Maria Flor<strong> Duração:</strong> 102 min <strong>Distribuição:</strong> Downtown/Rio Filme</span></p>
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		<title>Crítica: Mr. Sganzerla</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 01:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Tavares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festivais e Mostras]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[é tudo verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[É TUDO VERDADE Inventivo,  de postura cínica e subversiva às funções básicas do cinema,... <a href="http://www.cinemaorama.com/2012/03/critica-mr-sganzerla/">Leia mais</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-9474" href="http://www.cinemaorama.com/2012/03/critica-mr-sganzerla/mr-sganzerla/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9474" title="MR. SGANZERLA" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2012/03/MR.-SGANZERLA-636x384-custom.jpg" alt="" width="636" height="384" /></a><strong>É TUDO VERDADE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Inventivo,  de postura cínica e subversiva às funções básicas do cinema, <strong>Rogério Sganzerla</strong> (1946-2004) não poupou ninguém de seus manifestos a favor da expansão das produções cinematográficas e seu alcance, contrariando a divisão do cinema para massas e para os intelectuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Da influência e admiração por <strong>Orson Welles</strong>, <strong>Jean Luc Godard</strong> e <strong>José Mojica Marins</strong> no cinema até <strong>Noel Rosa</strong> e <strong>Jimi Hendrix</strong> na música, Sganzerla – sempre verborrágico – seguia a criatividade; com <strong>Helena Ignez</strong> mudou o <em>modus operandi</em> da <em>mise en scène</em>. Pela montagem, criou o caos e contrariou a logística do uso do som no cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ensaio em primeira pessoa composto basicamente por imagens de arquivo em som <em>off, </em><strong>Joel Pizzini</strong> constrói a essência da obra do diretor. Do inconformismo – representado diversas vezes por Sganzerla ressentido pela fuga do país em 1970 e pelo caminho comercial tomado pelo cinema – às atitudes como a criação da produtora <strong>Belair</strong> e a resolução ilustrativa de <strong>It’s all True</strong>, filme não terminado de Orson Welles em <strong>O Signo do Caos</strong> (2005), <strong>Mr. Sganzerla</strong> perfila a cartilha de filmes-tributo para entronizar a natureza de um artista a favor da subversão.</p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-2567" href="http://www.cinemaorama.com/2010/06/lancamentos-em-dvd-de-junho/4star-44/"><img class="alignleft size-full wp-image-2567" title="4star" src="http://www.cinemaorama.com/wp-content/uploads/2010/06/4star.jpg" alt="" width="67" height="15" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><br/>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>MR. SGANZERLA</strong> (Idem, Brasil, 2011)<strong> Direção:</strong> Joel Pizzini <strong>Roteiro:</strong> Joel Pizzini <strong>Duração:</strong> 96 min</span></p>
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