01.08.10

Em DVD: Lançamentos de Agosto

por Pedro Tavares

DIREITO DE AMAR (A Single Man, EUA , 2009) de Tom Ford

O furacão de sentimentos exibidos por Tom Ford em Direito de Amar é devastador. Trata-se de um filme rico em metáforas para conduzir o sentimento de perda do protagonista George Falconer, vivido com excelência por Colin Firth. O filme erra a mão quando tenta frustradamente, por diversas vezes, criar diálogos que possam clarear o que Ford já havia dito muito bem apenas com a câmera.

3star

DUPLA IMPLACÁVEL (From Paris With Love, França, 2010) de Pierre Morrel

A ilusória luta antiterrorismo americana ganha perspectiva máxima dos clichês de filmes de ação em roteiro escrito por Luc Besson: good cop/bad cop, explosões, edição frenética e um bom ponto de virada no final. Como escapismo, faz bem seu papel. Como mensagem política, um fiasco.

3star

PROCURANDO ELLY (Darbareye Elly, Irã, 2009) de Asghar Farhadi

Um fim de semana entre amigos em frente à praia vira uma tragédia sem limites quando a amedrontada Elly some sem deixar rastros. Conhecemos a vida dela em informações jogadas no roteiro. Uma teia de mentiras é criada para sustentar o evento longe dos familiares da professora. A câmera de Farhadi é espectadora voraz da tensão exposta com maestria pelos atores, que não permitem que o filme – calçado nos diálogos – perca o ritmo.

3star

O PRIMEIRO MENTIROSO (The Invention of Lying, EUA, 2009) de Ricky Gervais e Matthew Robinson

A premissa é bastante interessante: vivendo numa cidade onde a mentira não existe, Mark Bellison (o próprio Gervais) descobre através da lorota um bom jeito de ser bem sucedido na sua carreira de roteirista. O filme começa bem, abusa do cinismo para tirar sarro da indústria cinematográfica, mas engata em um drama insosso e perde o bom ritmo inicial.

2star

remember-me-2010

LEMBRANÇAS (Remember Me, EUA, 2010) de Allen Coulter

Allen Coulter não sabe o que fazer com o roteiro de Lembranças. Permeia boa parte do filme com um retrato social que envolve disfuncionalidade, traumas e brigas familiares. Depois, um romance é a prioridade das câmeras do diretor, que logo volta à análise social para encerrar com um dos finais mais pretensiosos dos últimos tempos. Resultado: não funciona como nada.

1star

Outros lançamentos: Zona Verde, Fúria de Titãs, Quincas Berro D’Água

12.07.10

Nas Locadoras: Lançamentos de Julho

por Pedro Tavares

ERVAS DANINHAS (Les Herbes Folles, França/Itália, 2009) de Alain Resnais

Alain Resnais compõe uma sátira de gêneros como o thriller, o romance e fábulas fantásticas com seu peculiar método de filmagem. Atraente pela plástica e até certo ponto pelo roteiro (quando não se assume como sátira), Resnais põe a culpa do comportamento frio e doentio de seus personagens nas frustrações e num cotidiano indesejado. O único porém do filme é a falta de norte narrativo.

3half

O GUERREIRO SILENCIOSO (Valhalla Rising, Dinamarca, 2009) de Nicolas Winding Refn

Anti-climático, o filme estuda o exercício da fé e a religiosidade como uma doença. O longa se fantasia de épico, mas tende muito mais às questões existenciais que para as batalhas – que praticamente não existem, mas quando cria embriões, se transformam em sequências brutais de violência. Nicolas Winding Refn (diretor do aclamado Bronson) cria quadros belíssimos para representar a angústia de seus personagens, perdidos, à procura de um sentido numa doutrina abstrata.

4half

ATRAÍDOS PELO CRIME (Brooklyn’s Finest, EUA, 2009) de Antoine Fuqua

Se pudesse colocar um subtítulo para este longa, seria “O ápice do clichê em filmes policiais”. Mesmo com boas fórmulas para expor uma visão particular do Brooklyn, Antoine Fuqua usufrui do método que o consagrou como diretor de cinema em Dia de Treinamento. Ela é repetida com adendos tão batidos nos últimos anos pelo cinema: o estudo da corrupção policial através de um mosaico de personagens que se encontram na última sequência do filme.

2star

sede de sangue

SEDE DE SANGUE (Bakjwi, Coréia do Sul/EUA, 2009) de Park Chan-Wook

Mais uma prova da maestria de Park Chan-Wook. Impressionante como todos os detalhes técnicos são impecáveis. O mesmo serve para os planos e movimentos de câmera. Novamente, o diretor coreano faz de uma improvável história (um padre que vira vampiro após experimento médico) um envolvente conto de amor. Mas calma, Chan-Wook não faria um romance água com açúcar ordinário. Para quem sentia falta de cenas brutais de violência após I’m a Cyborg But That’s Ok, Sede de Sangue é um prato cheio.

4star

O LIVRO DE ELI (The Book of Eli, EUA, 2010) de Albert e Allen Hughes

Num cenário pós-apocalíptico, os irmãos Hughes usam uma trama de ação para maquiar a mensagem principal do longa, que é a importância da palavra de Deus para a dança dos dias. Previsível e atraente aos olhos, O Livro de Eli conquista pela montagem frenética e a trivial claustrofobia que toma proporções absurdas até seu final mediano. De qualquer modo, nesta altura, o filme já havia me conquistado.

3star

NOVA YORK, EU TE AMO (New York, I Love You, EUA/França, 2009) de Vários diretores

Diversos diretores, vários curtas e um só estado. Pena que neste exemplar da série Eu Te Amo poucos parecem inspirados à explicitar uma mensagem que faça parte da proposta do filme e não usá-lo como vitrine profissional. A maioria dos curtas parece apelativos, irregulares e raramente tem êxito em justificar a utilidade de Nova York como pano de fundo da história.

2star

ENTRE IRMÃOS (Brothers, EUA, 2009) de Jim Sheridan

Não assisti a versão original dirigida pela dinamarquesa Susanne Bier para fazer uma comparação, mas a versão de Jim Sheridan é muito convincente em relação aos traumas causados pelos conflitos no Afeganistão. Sheridan prefere ocultar opiniões políticas e constrói um drama de quem fica nos EUA e de quem está na zona de guerra. O tempo traz consequências drásticas e irreversíveis. O diretor acha brechas para fazer um mosaico de temas que rondam esta delicada situação; caos, medo, redenção, carência e obrigações familiares constituem este quadro.

4star

Outros lançamentos: Um Sonho Possível, Chico Xavier, Os Homens que Encaravam Cabras, Alice no País das Maravilhas, A Estrada, Maré de Azar

10.06.10

Lançamentos em DVD de Junho

por Pedro Tavares

A CAIXA (The Box, EUA, 2009) de Richard Kelly

As consequências de decisões tomadas precipitadamente rendem um vasto leque de dilemas existências, morais e espirituais, fora a tradicional fuga do natural quando falamos de filmes de Richard Kelly. Seguindo o mesmo molde que o consagrou em Donnie Darko, mas ainda com resquícios caricaturais do fraco Southland Tales, o diretor tenta se aproximar de um clima de suspense sustentado por sequências em dimensão de sonho que aos poucos dissolvem suas primordiais intenções.

3star

É PROIBIDO FUMAR (Idem, Brasil, 2009) de Anna Muylaerte

O decadente cotidiano de uma solitária mulher é interrompido por uma paixão aparentemente impossível de ser consumida. O “fumar” do título do filme poderia facilmente ser substituído por outros verbos que Anna Muylaerte faz questão de lembrar suas importâncias. Respirando os ares de Almodóvar para construir o entorno de Baby (Glória Pires), a diretora faz um retrato de uma classe social sobre uma narrativa deliciosa que ao primeiro sinal de previsibilidade logo toma providências para passear sem rodeios por diversos gêneros.

4star

MALDITO FUTEBOL CLUBE (The Damned United, Inglaterra/EUA, 2009) de Tom Hooper

A carreira do folclórico técnico Brian Clough conhecido por levar o clube Derby County da lanterna da segunda divisão ao o título inglês vem amarrada a uma história de amor e ódio com o Leeds, maior força do futebol britânico na época, grandes crises de ego, ganância, o típico humor inglês e antes de qualquer coisa, uma atuação primorosa de Michael Sheen. A direção de Tom Hooper é soberba e passa longe de clichês quando assunto é “filme futebolístico”.

3half

legião

LEGIÃO (Legion, EUA, 2010) de Scott Stewart

Deus perdeu a fé na humanidade e pretende recomeçar tudo, como fez com Noé e sua arca. Mas dessa vez não sobrará ninguém. Miguel (o anjo), ajudará alguns sobreviventes das pestes enviadas por Deus a enfrentar humanos que viraram zumbis após o contágio. Presos num posto de beira de estrada, lá eles se esquivam dos ataques, mas descobrem que existem inimigos internos a serem combatidos. O Nevoeiro de Frank Darabont é a maior referência para Legião. Mas ao contrário do filme citado, a obra de Scott Stewart não busca desconstruir dilemas existenciais e sim montar uma história de suspense motivada unicamente pelas cenas de ação.

2star

O LOBISOMEM (The Wolfman, Inglaterra/EUA, 2010)

Apesar de ser uma versão mais apurada, o remake do clássico dirigido por George Waggner em 1941 não se desprende de seu original. Tudo que a cartilha pede não foi desfigurado por Joe Johnston. A estética sombria, os conflitos e o natural suspense estão lá. O que sobra da produção de Johnston são o ar de caça-níquel e a irregularidade para criar uma equivalência entre as crises de Lawrence Talbot (Benício Del Toro) e o terror disseminado pela misteriosa figura do lobisomem ao relacioná-lo a um novo tempo.

2star

NINJA ASSASSINO (Ninja Assassin, EUA/Alemanha, 2009) de James McTeigue

Preso a todos os clichês divertidos de filme de ação, James McTeigue liquida os clãs de ninjas contratados por grandes potências mundiais para executarem crimes perfeitos, claro, com um ninja rebelde. Entre cenas brutais de lutas e uma tentativa mequetrefe de estudar grandes pilares políticos, o diretor consegue, no máximo, entregar entretenimento.

2star

TYSON (Idem, EUA, 2008) de James Toback

A conturbada mente do maior mito do boxe é desconstruída por James Toback principalmente pela linguagem de Tyson. O processo de ascensão e queda do atleta e todas suas polêmicas que envolvem acusações de estupro, prisão, drogas e desinteresse pelo esporte são delegadas ao próprio Mike Tyson que com sua característica arrogância (ou seria uma sinceridade extremista?) dispara suas versões para os fatos.

3star

SEDUÇÃO (Cracks, Inglaterra/Irlanda, 2009) de Jordan Scott

Jordan Scott, filha do mestre Ridley Scott faz seu debut na direção de filmes com o pé direito. Quando a Sra G., professora com ideais libertários de um rígido austero para garotas tem de enfrentar a independência da mais nova aluna, Fiamma, uma imigrante espanhola as figuras tomam novas formas. Aos poucos, a Sra G. perde a rédea de sua função e parece contagiada com o comportamento de Fiamma. O grande acerto de Sedução é de, em doses crescentes, salientar a essência de uma doentia relação no lugar da aparência e visitar o passado sem fragmentar a narrativa para questionar o valor do presente.

4star

Outros lançamentos do mês de junho Educação, Preciosa, Invictus, Vidas Que Se Cruzam, Maradona, Um Olhar do Paraíso, Capitalismo: Uma História de Amor, Halloween 2, Coração Louco

10.05.10

Lançamentos nas Locadoras em Maio

por Pedro Tavares

ABISMO DO MEDO 2 (The Descent: Part 2, Inglaterra, 2009) de Jon Harris

Engraçado como Jon Harris usa toda previsibilidade de métodos batidos do terror a seu favor em Abismo do Medo 2. O atraso habitual do suspense é dilacerado por elementos como o som e enquadramentos que entregam propositalmente o momento do tão esperado susto. E o pior é que mesmo assim eles funcionam. De volta à claustrofóbica caverna onde perdeu suas amigas, Sarah e alguns policiais tentarão desvendar o motivo dos brutais assassinatos e o que vem pela frente é sangue, gritaria e violência desenfreada.

3star

DEFENDOR (Idem, Canadá/EUA/Inglaterra, 2009) de Peter Stebbings

A batida cartilha de filmes de heróis imposta por Hollywood ganha novos ares quando Peter Stebbings submete à Defendor (Woody Harrelson) um convincente drama existencial, mas praticamente esquece-se das aventuras do herói. As intenções são boas, mas o resultado é irregular por Stebbings não saber se aprofundar de forma equivalente nos dois pólos.

2half

O MENSAGEIRO (The Messenger, EUA, 2009) de Oren Moverman

Sujeitos a todo tipo de reação, os sargentos Will Montgomery (Ben Foster) e o capitão Tony Stone (Woody Harrelson) são responsáveis por dar a notícia do falecimento de soldados que estiveram no Iraque para seus respectivos parentes. Oren Moverman utiliza a câmera na mão e planos sequência bem costurados para dar o tom realístico necessário. Tudo funciona muito bem até o diretor resolver transformar a trama em um relato mais intimista, onde os soldados confundem a missão recebida com seus problemas pessoais. Neste momento o filme perde ritmo e principalmente o foco, que era de paralelamente posicionar o emocional de homens treinados para dar más notícias e a força para não se envolver em situações delicadas como estas.

3star

nine

NINE (Idem, EUA/Itália, 2009) de Rob Marshall

A famigerada homenagem a 8 ½ de Federico Fellini dirigida por Rob Marshall falha feio por usar os personagens do diretor italiano de forma tão caricata afim de adaptá-los para um musical. As inserções musicais são feitas apenas para martelar na mente do espectador, de forma tendenciosa, o mais óbvio: a crise de um diretor para escrever seu novo filme enquanto é amedrontado por todas as mulheres de sua vida. Sem muitos desdobramentos e longe da brilhante forma que Fellini realizou 8 ½ , o filme de Marshall sobrevive graças as atuações de Daniel Day-Lewis e Penélope Cruz.

1half

S. DARKO – UM CONTO DE DONNIE DARKO (S. Darko, EUA, 2009) de Chris Fisher

Oportunismos à parte, a sequência de Donnie Darko, parece uma cópia sem tantas qualidades relevantes em relação ao filme de Richard Kelly. Após a morte de seu irmão Donnie, Samantha resolve sair de casa e se torna a bola da vez para o diretor Chris Fisher utilizar o imaginário adolescente da década de 90 e fazer uma viagem surrealista que pesa pela escassez de ousadia e originalidade. De plástica impecável e até certo ponto envolvente, o filme peca justamente pela insegurança do diretor.

2star

SHERLOCK HOLMES (Idem, EUA/Alemanha, 2009) de Guy Ritchie

E depois de sabe-se lá quantos filmes, Guy Ritchie volta a acertar. Sherlock Holmes é um filme de aventura redondo. Com timing perfeito para inserir o humor característico do protagonista e mostrar alguns resquícios de sua adicção à montagem de clipes, Guy Ritchie consegue equilibrar uma narrativa envolvente com a cartilha de quem faz uma adaptação, ou seja, Holmes consegue ser Holmes e Ritchie consegue Ritchie. A química entre Robert Downey Jr. (Holmes) e Jude Law (Watson) é a cereja do bolo.

4star

VÍRUS (Carriers, EUA, 2009) de Àlex e Dave Pastor

Apesar da premissa de um filme de suspense, Vírus está muito longe de ser um longa que tem como priori espantar seu espectador. A trama tem foco num estudo comportamental e para onde atitudes erradas podem te levar. A aura tensa só complementa a sugestão dos diretores e irmãos Àlex e Dave Pastor. Outro destaque vai para a atuação de Chris Pine, mais conhecido por seu papel como James T. Kirk no recente Star Trek.

3star

Outros lançamentos em DVD em Maio: Zumbilândia, Um Homem Sério, Amor Sem Escalas, Mother – A Busca Pela Verdade

12.04.10

Lançamentos nas Locadoras em Abril

por Pedro Tavares

Seguindo a tradição, faço alguns comentários sobre os principais lançamentos nas locadoras durante o mês de abril:

A TODO VOLUME (It Might Get Loud, EUA, 2008) de Davis Guggeinheim

Jack White (The White Stripes), The Edge (U2) e Jimmy Page (Led Zeppelin) colocam a guitarra como centro do mundo e divagam sobre suas raízes, inseguranças, estilo e lógico, seus modelos prediletos de guitarras e pedais num documentário que poderia cair na mesmice em pouco tempo, mas Guggeinheim consegue uma beleza plástica ímpar em seus takes e tem auxílio de uma decupagem criativa para manter seu espectador atento.

3star

ASSALTO AO CARRO BLINDADO (Armored, EUA, 2009) de Nimród Antal

Tenho a curiosidade em saber o que passou pela cabeça de Nimród Antal para dirigir um roteiro tão fraco e previsível como o de Assalto ao Carro Blindado. O filme aborda a corrupção policial de forma tão desleixada e com um elenco onde todos tomam posição de coadjuvante, a coisa só piora. Por mais que o esforço de Antal seja perceptível, o longa não consegue formar um posicionamento concreto, mesmo que seja o de se assumir como puro entretenimento.

1star

O COLECIONADOR DE CORPOS (The Collector, EUA, 2009) de Marcus Dustan

Marcus Dustan deposita todas as forças de seu filme nos efeitos sonoros e na belíssima plástica, pois o enredo não é tão cativante assim: Arkin, ex-presidiário, arruma um emprego de faz tudo em uma casa, mas como está afundado em dívidas, resolve assaltar a casa de seus patrões. O que ele não imaginava é que alguém havia colocado o mesmo plano em prática antes, plantando várias armadilhas que só Jigsaw poderia fazer igual. De vilão a herói em poucos segundos, Arkin passa o filme inteiro tentando se livrar das armadilhas e salvar seus patrões das mãos do assassino. A narrativa é guiada pelo tradicional perseguição de gato e rato que não cai no marasmo graças à montagem “vídeo clipada” e a sanguinolência. Se talvez o filme escolhesse um extremo a desbravar, sendo ele brutal ou simplesmente irônico, a obra de Dustan teria um resultado mais satisfatório.

2half

GAROTA FANTÁSTICA (Whip It, EUA, 2009) de Drew Barrymore

Vencer o concurso de beleza ou ser patinadora? Baseado no livro homônimo de Shauna Cross e seguindo uma cartilha quase obrigatória, o debut de Drew Barrymore na direção é recheado de referências que vão dos nomes das personagens até os figurinos para mostrar de forma nada subjetiva a luta pelos direitos de uma menina para se assumir mulher e alcançar seus objetivos numa trama que colocaria o filme como forte candidato a novo clássico da sessão da tarde.

2half

planeta 51

PLANETA 51  (Planet 51, EUA, 2009) de Jorge Blanco

Enquanto homenageia filmes que dividem o mesmo tema com Planeta 51, o diretor Jorge Blanco utiliza uma trama batida para debochar a nossa (principalmente a dos americanos, por motivos óbvios) neurose pelo desconhecido. Mesmo com esse contratempo, caso a palavra de ordem seja diversão, essa animação cumpre seu papel com louvor.

3star

Veja outros lançamentos de abril: Onde Vivem Os Monstros, Abraços Partidos, Amor Extremo, Chéri, Vício Frenético, Lula – O Filho do Brasil, O Caçador

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