Todo tempo levado na produção de Avatar é justificado nos primeiros segundos de exibição. Sim, a dedicação de James Cameron e sua equipe na busca de aspectos para proporcionar ao público uma nova forma de imersão cinematográfica foi bem sucedida, pois trata-se de um filme com visual incrível, desenho de som absurdo e outros aspectos técnicos que ganham atenção em seus devidos momentos. O uso do 3D poderia realmente criar ojeriza em certo ponto da trama, mas a cada seqüência, a noção de profundidade, de textura, cores e proximidade é testada por Cameron. Acredito que sem essa tecnologia, o filme perca boa parte de suas forças.
Se a estética é atraente o bastante para nos manter grudados à tela, o texto dá tropeços homéricos, pois não tem a clareza necessária para se justificar. O longa é guiado pelo padrão do cinema clássico, toma feições de uma interessante ficção científica, depois vira uma esmorecida aventura épica e se limita em revelar suas intenções de maneira bruta na última parte do longa, anulando metáforas e alusões. Sua narrativa é presa a clichês e saídas previsíveis.
Avatar se porta como um filme de aventura. Mesmo que o romance esteja presente de maneira latente, poucos são os momentos que seus personagens respiram tranqüilidade. No meio do ritmo frenético onde provações, planos para dominar o (novo) mundo e animais destruidores dominam a tela, Cameron tem tempo para levantar a importância de cuidarmos de nosso planeta e alertar sobre a desenfreada avalanche digital que inevitavelmente criará a luta do homem contra a máquina, seja por depender dela para viver ou com o lixo eletrônico. O diretor toma o dom da profecia por vias óbvias e tropeça por alertar sob o princípio básico de seu trabalho.
Pandora – o planeta onde os Na´vi vivem- obtém a essência da natureza e sua força bruta, algo que os humanos têm destruído. Mesmo com o futuro pessimista, eles não estão ali por ela e sim pela ganância. E pelas crises e dilemas humanos, James Cameron achou a brecha perfeita para criar uma trama épica, demasiadamente prolongada, mas absurdamente atraente aos olhos.
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AVATAR (Idem, EUA, 2009) Direção: James Cameron Roteiro: James Cameron Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang Duração: 162 min





O show visual garante o ingresso e com certeza marca esta produção como uma verdadeira divisão de águas entre os filmes com tecnologia 3D. Até mesmo as legendas, raras em filmes 3D, agradaram.
Sim, Cameron fez um ótimo investimento em Avatar e consegue, mais uma vez, conquistar o público com um filme mágico, marcante e imperdível. Fica uma ótima sensação de “quero mais”.
NOTA (0 a 5): 4,5
****
De todos os filmes que eu vi do James Cameron a maioria tinha uma história previsível, nem por isso deixava de valer o preço do ingresso. Meu principal motivo de assistir o filme é exatamente esse, e é bom saber que vale a pena.
O trailer desse filme ja havia me chamado a atençao , depois de ler a crítica acho q vai valer a pena ir ao cinema acompanhada de uma boa pipoca amanteigada
Mesmo com os elogios, achei sua opinião bem brochante. Até porque até o momento só havia lido coisas MUITO empolgadas. Verei ele só no dia 27.
Obs: achei sua crítica ótima! O brochante foi em relação à expectativa, ta? Não mal interprete, rsrsrs.
Fui ver ontem. É uma experiência visual avassaladora, incrível como o CGI está fantástico. O argumento é previsível, bastante clássico, mas não deixa de ser interessante. É claro que com um investimento desses, não se podia dar ao luxo de um argumento que agradasse apenas a um pequeno nicho…
[...] [...]
Bela observação, Pedro. O roteiro deixa alguns tropeços no ar, mas no geral é um ótimo que eu coloco entre 10 melhores da década…
realmente é um filminho bem estúpido, embora divertido. concordo com TUDO. abs!
Ficou boa a resenha, mas já assisti o filme e não foi uma experiência agradável… efeitos especiais legais, sim, mas não passa disso…
Uacht,
Lacobos
http://dadonanet.blogspot.com
Opiniões positivas no geral, ainda que alguns não tenham gostado tanto quanto outros.
Anderson, eu não quero mais, definitivamente filmes como esse não são a minha praia.
Tany, disse tudo, honey.
Fernanda, capricha na manteiga.
Wally, depois me diz o que achou!
Tiago, concordo. Porém existe trocentas histórias que envolvem romance, aventura e “salvar o mundo”. Já deu, né?
Fernando, que exagero, meu velho! hehehehe
abraços!
A propósito de “Avatar”, para que ser um crítico de cinema?
http://ohomemquesabiademasiado.blogspot.com/2009/12/para-que-serve-um-critico-de-cinema.html
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[...] Avatar [...]
[...] vão direto ao ponto como Guerra ao Terror e Guerra Sem Cortes. Outros são mais subjetivos como Avatar e agora, Ilha do Medo, de Martin [...]
[...] conhecido como o filme que desbancou Avatar do topo da lista das bilheterias americanas, Querido John é um filme que, como todos os outros [...]
I saw Avatar in 3D at the movies when it first came out and iv been recommending it to people ever since. Its a very long film but its worth watching.