
Em um complexo de cinemas com dezoito salas, cinco exibem Lua Nova. Todas as sessões têm seus ingressos esgotados. Filas gigantescas estão à espera da liberação das salas. Mais filas são formadas, dessa vez para tirar fotos com o banner do filme. A promoção do cinema que oferece uma camiseta do longa na compra de um combo, vende aos borbotões. O resultado é o recorde de público em um só dia de exibição, batendo Batman – O Cavaleiro das Trevas. Essa pequena introdução é para situá-los no que virou a saga “Crepúsculo”. É impossível ficar indiferente a este fenômeno, independente da qualidade dos livros e dos filmes.
Lua Nova, segundo filme da saga, leva a sério a função de ser uma ponte para Eclipse (filme que deverá chegar aos cinemas até o segundo semestre de 2010). O foco do longa é apresentar e aprofundar conflitos e personagens sem apontar resoluções. O fervor e a ternura adolescente unidos ao fantástico desta vez não são tão enclausurados por um romance mequetrefe, dando espaço para cenas de ação.
Logicamente, as guias narrativas estão nos dilemas de Bella Swan. Suas loucuras para ganhar atenção de Edward Cullen e o envolvimento com Jacob que supre uma paixão incondicional por ela ganham proporções maiores. O que Chris Weitz deixa explícito é a sua luta para criar uma equivalência entre romance e ação, mas separando-os de maneira bruta, criando ai grandes irregularidades.
Weitz repete planos excessivamente e proporciona seqüências que beiram a vergonha alheia quando intenciona exaltar o lado romântico da trama. Já quando pretende focar no fantástico e conseqüentemente nas cenas de ação, é nítido que elas não cativam por cair na previsibilidade, seja nas coreografias ou nos movimentos de câmera. A montagem de Lua Nova por vezes parece ter sido feita com escolhas aleatórias de takes, sem pretensões de aumentar sua carga dramática.
A idéia de fazer uma média entre dois segmentos e colocar um dilema entre eles é boa e sua narrativa é segura, mas o que existe no entorno do filme apenas aponta que a produção é desandada e que parece ter sido feita às pressas.
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LUA NOVA (New Moon, EUA, 2009) Direção: Chris Weitz Roteiro: Melissa Rosenberg Elenco: Kristen Stewart, Taylor Lautner, Robert Pattinson, Billy Burke Duração: 130 min





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Nenhuma surpresa!
Oi Pedro!
Em primeiro lugar, obrigada pela visita ao meu blog, o cinecabeça. Li seu comentário lá. Me desculpe pela demora em lhe responder, meu pc ta pifado e ainda não consegui consertar.
Apareça sempre que desejar.
Li seu texto e do Natalia e adorei ambos. Muito bem escritos.
Quanto ao texto sobre Hitchock, a Natalia foi muito feliz na escolha do tema e no desenvolvimento da resenha, pois eu concordo com o que foi dito. ´Para compreender os filmes de AH, que para mim é um dos melhores diretores que o cinema ja conheceu é necessário ir além do título pelo qual ele´é conhecido em sua carreira “o mestre do suspense”. Uma boa parte de seus filmes trata de temas psicológicos, familiares e suxuais de forma sútil. Seus diálogos muito bem elaborados tratam de questões pessoais que as vezes não temos coragem de dizer, embora seja algo que permeie nossos pensamentos, vide o filme “pacto sinistro”.
Os pássaros é um grande filme e um dos melhores para mim de sua filmografia.
Quanto a lua nova na sexta passada, fui com um amigo ver “500 dias com ela” e fiquei impressionada com as filas e as sessões esgotadas para este filme. Este fato me chamou a atenção.
Confesso que desconheço a históira, pois não li nenhum dos livros e nem vi o primeiro filme. Mas, me parece que se tornou uma febre, como foi a ocm Harry Potter e o Senhor dos Anéis. Depois que ver o primeiro, poderei analisar com mais calma o tema e chegar a minha conclusão. Já seu texto nos da uma idéia da trama.
Um abraço.
Cara, jura que alguém te arrastou pra erssa sessão? Não posso nem falar pq vi 2012. haha
Agora vou assistir só filmes do Fellini até ano q vem. Eu mereço.
Cleber, pra mim foi uma surpresa, pois “Crepúsculo” tinha idéias mais coesas.
Cintia, obrigado pela visita. Volte sempre. A Natália tem um ótimo gosto mesmo hehehe. Sobre “Lua Nova”, sugiro que assista em DVD ou na TV.
Bruno, pois é. Fui literalmente arrastado pra ver, mas uma hora ou outra eu ia acabar assistindo mesmo.
abraços!
“feito às pressas”… é o que eu temia.
Gosto do anterior, então darei uma chance à este. Mas cauteloso.
Esses filmes me estupefaceiam. Os caras dizem que são tão ruins, mas as garotas não são tão idiotas, aliás, não são mesmo. Memso que não seja um primor, deve ter algo de aproveitável, né.
Gustavo, elas são sim. Aceitam qualquer porcaria. Mas não é o caso de Crepúsculo e nem de Lua Nova. Acontece que Weitz parece ter uma preguiça enorme pra fazer o seu filme, talvez sabendo que um filme de qualidade mediana poderia já fazer o seu público satisfeito.
Lua Nova não chega a ser péssimo, mas não é bom, é médio. O sucesso é absurdo e tenho medo dos números finais quando esse filme sair dos cinemas. Lua Nova foi feito as pressas sim, agora imagina Eclipse que ja vai ser lançado em julho. Eles gravaram dois filmes por ano, é loucura. Abr e vlw pelo comentário lá no blog
Thiago.
Quero escrever crítica que nem vc quando crescer.
hahahahah!
[...] Tavares CINEMA O RAMA “A ideia de fazer uma média entre dois segmentos e colocar um dilema entre eles é boa e sua [...]
[...] dormente e nada reflexivo O Leitor; O presunçoso método de montagem dos dilemas de Bella Swan em Lua Nova; O pobre romance e a fascinação pela rebeldia sem maiores reflexões de O Grupo Baader [...]
[...] lançamentos do mês de março: Embarque Imediato, Lua Nova, Apenas o Fim, À Procura de Eric, O Solista, O Caçador, Atividade Paranormal, [...]
[...] contrário do fiasco técnico de Lua Nova, dirigido por Chris Weitz, David Slade se importa um pouco mais com a plástica e em elaborar [...]
taylor lautner made the twighlight movies bearable…i didn’t like them except for taylor’s parts!