
Baseado em fatos reais, Dennis Gansel faz um estudo sócio-político contemporâneo sobre a conduta, idéia de unidade e igualdade em uma narrativa dinâmica, simples e direta no ótimo A Onda, adaptação do filme homônimo, filmado na época dos fatos contados agora por Gansel.
É chocante imaginar que isso realmente aconteceu. Algo realmente cinematográfico. Recrutado para dar um curso sobre autocracia, o professor punk Rainer Wegner, tendia a dar o seu curso sobre anarquia, mas quando o seu salário fala mais alto, Wegner não titubeia. Essa seria uma lacuna a ser discutida, mas deixemo-la de lado, pois o longa de Gansel levanta questões sociais e nossos posicionamentos perante a sociedade à todo o momento e a decrescente crença no ser humano.
Entre os aspectos contemporâneos como os meios de comunicação e as relações entre os alunos, envolvidos pela desconfiança e tremor, os alunos são domados por Wegner com uma tática antiga, dando o falso senso de coletividade a eles. Assim, o grupo que dá nome ao filme é criado e que preza inconscientemente por uma característica básica: A contradição. Enquanto o longa se desenvolve, ele mostra essas lacunas deixadas pelos alunos e por Wegner.
Submissos à um ideal tão vazio quanto o projeto, os alunos nada mais tem o que fazer que viver tal senso e impondo suas forças onde não existem forças de reação, com isso, o caos é instalado. Dentro desta pseudo disciplina ninguém menos que o professor parece ser o mais inocente. E tudo parece piorar e ficar fora de controle, mesmo com protestos contra a criação deste pequeno regime acadêmico.
Na verdade, A Onda mostra até onde nós podemos ir por uma falsa idéia de felicidade, igualdade ou justiça, de certa forma aproximando a Alemanha atual da Alemanha de Hitler, que é reforçado no último ato do longa. Pois a necessidade de um líder em vidas tão precocemente largadas parece ser a melhor solução. Ser domado parece ser uma boa saída para quem, sem sabedoria, já saturou a liberdade.





Eu quase assisti este ontem. No lugar, optei por Confissões de Uma Garota de Programa. Mas ainda pretendo assistir A Onda, pois tem tudo pra ser um filmaço!
Cara, eu tb te indiquei ao selo MasterBlog, hahahaha. Tá lá no Bit!
Abs!
Dá para notar que o filme levanta muitas questões pelo o que escreveu – particularmente, adoro textos que focam mais na ideia do filme do que em seus aspectos de modo geral. Até fiquei mais empolgado para assisti-lo, já tinha visto o trailer e me interessado bastante.
[]s!
Adoro filmes baseados em fatos reais,tem alguma dica de algum site para baixar os filmes que vc indica?
Pois a locodora próxima a minha casa fechou,graças a pirataria.
Beijos!
Kau, A Onda é um grande filme, realmente. E perdão pela minha falha!
Jeff, veja, vale a pena!
Jessica, no caso de "A Onda", ele está em cartaz nos cinemas. Para baixar outros filmes, recomendo o Mininova.
Ainda não tive oportunidade de assistir, mas parece ser muito inteligente e bem feito. Me agrada a arte baseada em fatos históricos. Parabéns pela resenha.
Oi Pedro! A Onda é um ótimo filme, que aborda um tema espinhoso com uma pegada bem cool.Cada ano, o cinema alemão se solidifica cada vez mais no cenário europeu. abs.
Valeu Brunão!
Olha galera tem gente brasileira no filme alemao A Onda, trata-se da atriz Cristina do Rego,a Lisa no filme. Nascida em Anchieta ES, criada 6 os primeiros anos em Teofilo Otoni MG e do Brasil para o Mundo.
É verdade Arlindo, ela é brasileira, mas creio que isso não interfira na qualidade do filme. Pro bem ou pro mal..
abraços
Caro Pedro gostaria de saber se o filme ainda está nos cinemas. Pelo menos aqui em Porto Alegre não qualquer comentário a respeito do filme. Já está nas locadoras de video ?
Oi Eri, acredito que o filme esteja naquela transição dos cinemas para as locadoras, que leva em média 2 meses, dependendo do filme.
[...] A ONDA [...]
[...] 05. A ONDA (Die Welle, Alemanha, 2008) de Dennis Gansel [...]
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