O cinema hollywoodiano nos últimos anos tem se concentrado em histórias tipicamente trágicas, violentas e negativas. São tragédias, assassinatos, seqüestros e coisas do tipo. Lógico que elas elevam o nível de impacto ao mesmo tempo em que se isolam do público. Alex Kendrick toma posse da estrutura hollywoodiana, mas valoriza o cotidiano em À Prova de Fogo para aproximar tal estrutura da rotina.
Kendrick é um diretor que se foca em histórias de superação e aprendeu a ser um diretor na marra, fazendo filmes toscos e com pouca grana. No caso de seu novo longa a história já é diferente e o diretor possui uma boa infra-estrutura para contar a história de um casal à beira do divórcio, mas sempre usando de uma maneira característica do diretor, que não é usar típica história da causa e conseqüência. Kendrick sempre começa pela conseqüência, deixando o seu foco maior para a superação e o modo de edificar a vida dos seus personagens espiritualmente falando.
Caleb é capitão dos bombeiros, bem sucedido, tem uma bela casa, mas não se sente completo. Sua relação com Catherine está prestes a ir pelo ralo, pois o ódio impera entre os dois. Enquanto Caleb se apóia em sonhos de consumo e perde o seu tempo na internet, ela parece se interessar por outro homem. Apesar de não ter a mesma intensidade de Foi Apenas Um Sonho de Sam Mendes por não se focar na tragédia, Kendrick se aproxima de Mendes apenas nas cenas de brigas entre o casal.
O processo de restauração da vida do casal é contado de maneira bem funcional, com uma narrativa simples, bem pobre, porém se encaixa na proposta do filme. Ao apostar suas fichas em um tratamento indicado pelo pai, Caleb se depara com um processo doloroso, pois é o seu próprio caráter que está se moldando. A fase de adaptação e a brusca mudança e a difícil submissão, deixando ego e vaidade para trás se alonga por 40 dias, tempo sugerido pelo tratamento.
Infelizmente nos deparamos com uma resolução fácil e previsível, visto as lombadas colocadas no roteiro, ela poderia nos levar a outro nível, porém, não deixa de ser funcional em seu todo, apesar de algumas irregularidades. No mais, Kendrick consegue construir um filme eficaz em sua proposta.





Já me falaram desse filme..
mas nunca assisti.. :T
;*
É um bom filme pra se ver sem pretensões. Simples e edificante.
Mais um filme, que tive varias oportunidades de ver, e nada!
A minha irmã me contou que viu este filme na igreja (!?) neste último domingo e que achou muito bom. Parece de fato um filme modesto (me parece que custou somente 500 mil dólares) e eficiente em suas propostas.
Como você disse aqui nos comentários e pelo o que você escreveu, parece ser um filme para se assistir despretenciosamente, sem esperar muita coisa… Não conheço o trabalho de Alex Kendick.
Abraço!