A frieza dada por Eastwood ao seu personagem é impressionante. Consegue ir do amável ao total descaso sem mover os olhos. E desta frieza que Walt cria sua conduta para sobreviver. Agora viúvo, ele passa os seus dias junto com sua cachorra e suas latas de cerveja em frente a sua casa e se irritando com pequenas demonstrações de amor vindas de seus filhos e do padre do bairro. Mas o ex-soldado vive em um bairro hoje completamente tomado por imigrantes asiáticos e são estes que mais sofrem com as grosserias vindas do xenófobo Dirt…ops, Walt. O seu amado carro Gran Torino – e toda bajulação em torno deste – é nada mais que um pequeno coadjuvante para um homem que reaprende a ter carinho e esquecer o que a vida o empurrou goela abaixo. Walt aos poucos com boas ações, luta por uma justiça que é cega, não apenas para o submundo no qual Walt agora é espectador, mas a mesma que ele viveu no passado, com atitudes completamente violentas e típicas de um justiceiro, mas sim, que escolhe algo novo para abastecê-lo com vida. É sim uma trama sobre mudança e busca de paz. Seja no bairro – repleto de indiferenças – ou a paz interior. Eastwood aposta numa direção mais direta, se concentrando mais nas entrelinhas do roteiro, registrando um cotidiano que pode ser considerado como paraíso para uns, mas que também pode ser o completo inferno para outros. E Walt escolheu o que era para ele e também quem merecia a paz. Gran Torino (Idem, EUA 2008)
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Nick Schnek
Elenco: Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Brian Haley
Duração: 116 min.






vejo esse em DVD.
muito curioso p/ conferir.
Prefiro conferir em DVD também, uma vez que me decepcionei no cinam com ” A Troca” mesmo sabendo que não tem nada a ver um com o outro!
Olá Pedro!
Também gostei de Gran Torino. Mais até do que A Troca. Nas entrelinhas, o Clint expõe o que há de bom e ruim acontecendo na sua amada américa. Só que o final me embrulhou o estômago. Achei-o tendencioso demais. Nesse ponto, preferia o velho Dirty Harry do que o misericordioso redentor. Também escrevi uma crítica sobre o filme. Se quiser dá uma passada por lá: http://blig.ig.com.br/planosequencia/
Grande Abraço!
Estreou aqui, mas como eu saí de casa 7h30 da manhã e cheguei 19h… fiquei sem tempo (de volta) e estou cansado. Talvez veja na semana que vem. Mas seu texto é bem interessante! Comprova o que eu vou achar do filme.
Abs!
Jeniss e Cleber, acredito que em DVD o filme terá a mesma potência. Se não está na lista de prioridades, esperem tranquilos!
Charles, visitei seu blog e deixei um comentário sobre sua crítica.
Kau, veja, vale mt a pena. Um retrato da américa do passado e do presente sem uma palavra sobre a situação atual do país ser citada.
Certamente é um belo trabalho do Eastwood e, mesmo com algumas passagens irritantes, acho que pode ser colocado entre os melhores filmes do diretor.
Eu acho que o Eastwood não deu sorte em 2008. Os dois filmes que ele fez são bons, mas não possuem nada de extraordinário! “Gran Torino” vale pela história, pela jornada do Walt. Achei as atuações, incluindo a do Clint, muito fracas. Só se salvou mesmo a Ahney Her.
Preciso ver. Ando tão alheia ao mundo estando com 394839 doenças.
:***
Vinicius e Kamila, acho que por ser um grupo nipônico em trajes mais conhecidos por uma gangue de afro-americanos, talvez isso faça que caia no estereótipo ou do banal em Gran Torino. Mas não concordo sobre a atuação de Eastwood, achei um filme bastante convincente!
Nat, veja! E melhoras, ranzinza!
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