A direção de Jonathan Demme é peculiar, pois, ao mesmo tempo em que parece ser bastante inspirado pelo Dogma 95, no aspecto dos movimentos de câmera – que chegam a ser nauseantes por vezes – ausência de trilha e também por acusar uma história parecida – nas devidas proporções – com Festa de Família de Thomas Vinterberg em seus primeiros minutos, ele também não abre mão de uma infra estrutura que não opta pelo acaso. O que é desfavorável, pois ficar em cima do muro não dá razão para justificar certas escolhas estéticas.
Em situações específicas Kym tira seu manto pesado e parece ser aceita pela sua família em suas festividades. Mas não consegue fugir da sua eterna culpa e de criar momentos de intenso constrangimento que vão desdobrando assuntos pesadíssimos. O que parecia não ter fim acaba por ter uma saída brusca, mudando o filme de ritmo por completo em seu epílogo, prolongando informações sem muita utilidade para a trama e uma resolução morna, que infelizmente tira algo positivo que o filme havia carregando desde o seu início.
No mais o filme garante bons momentos de aflição durante um possível acerto de contas por um meio trágico guiado por traumas, mas que escorrega ao apostar em saídas mais sóbrias, carregado pelas boas atuações, tanto que Hathaway foi indicada ao Oscar deste ano por sua atuação.
O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, EUA 2008)
Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Jenny Lumet
Elenco: Anne Hathaway, Bill Irwin, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel.
Duração: 114 min






Um dos poucos indicados que ainda falta pra eu ver !
Infelizmente o filme ainda não entrou em cartaz por aqui. =/ Nem esse, nem Dúvida, nem A Troca. São os únicos que ainda falto conferir.
Está ai algo que não se encontra todos os dias, muito bom os review dos filmes…
É, realmente é muito bom o review dos filmes, dá pra ter a noção de como é realmente o filme..
Parece ser maravilhoso!
Thyago e Indy, muito obrigado, isso me ajuda a continuar a postar…
Eu gostei mais do filme que você [dou 4 estrelas], mas concordo basicamente com todo o texto. O que mais me incomodou foi prolongar ao máximo algumas cenas. Aquela dos pratos, ainda que tenha terminado bem, me cansou muito. Já não aguentava mais aquela brincadeira. Mas o filme tem muitas qualidades – Anne é a maior delas.
[]s!
Apesar de não achar o filme excepcional, acho que gostei um pouco mais que você desse “Casamento de Rachel” – particularmente, acho que Hathaway tem a melhor atuação feminina do ano. Abs!
Continue isso, é realmente interessante. Um dia ainda estarei como você, se deliciando com o mundo incansável do cinema
Beijão, adicionado já ^^
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