
TONY MANERO (Idem, Chile/Brasil, 2009) de Pablo Larrain
Completamente oposto a aura positiva carregada por Os Embalos de Sábado a Noite, o longa de Pablo Larrain é sobre aproveitar chances que simplesmente não existem como uma forma de escape. É um filme que adota a estética documental e a desdramatização de sua história, impondo a participação intensa do espectador em suas entranhas.
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TRAMA INTERNACIONAL (The International, EUA/Alemanha/Inglaterra, 2009) de Tom Tykwer
Tom Tykwer é um ótimo arquiteto de imagens e tem ótimo senso rítmico, algo que realmente não falta em Trama Internacional. Porém, a sensação é que estamos vendo um requentado thriller sobre corrupção, que economiza nas cenas de ação dando e dá espaço para o estudo de burocracias e um jogo de gato e rato de aura pessimista sobre o futuro.
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PIRATAS DO ROCK (The Boat That Rocked, Inglaterra/EUA/França/Alemanha, 2009) de Richard Curtis
Na época que o governo inglês tentava moldar até o gosto musical da população, nada mais adequado que uma rádio pirata. Porém, Piratas do Rock não se assume como um manifesto ulterior e sim como uma comédia sobre o convívio no reino da testosterona. Infelizmente a direção de Richard Curtis separa brutalmente os dois extremos tocados pelo texto dando a clara sensação de perda de ritmo e de irregularidade.
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CHE 2 – A GUERRILHA (Che : Part Two, Espanha/França/EUA, 2008) de Steven Soderbergh
Durante um ano, Che Guevara e seus comparsas estiveram em uma guerrilha na Bolívia. Entre o impasse de lidar com questões pessoais e a liderança revolucionária, a narrativa do filme de Soderbergh desliza pelos acontecimentos, sem apresentações e iniciativas melodramáticas, fazendo o oposto da primeira parte da saga de Che. O resultado é morno, mas vale por seu registro histórico.
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UMA PROVA DE AMOR (My Sister’s Keeper, EUA, 2009) de Nick Cassavetes
As diversas formas narrativas de Uma Prova de Amor servem para confirmar o massacre emocional sugerido pelo seu texto. Mesmo criando bifurcações no foco do filme e não se afastando de um método já batido no que diz respeito a fins construtivos, fica claro que ninguém se lembrará disso enquanto procura um lenço de papel para enxugar as lágrimas após um devastador conto moral e sentimental.
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PONTO DE PARTIDA (Powder Blue, EUA, 2009) de Timothy Linh Bui
Nos moldes de Crash e Babel, o filme de Timothy Linh Bui salienta o valor da esperança ao focar em tragédias com relações construídas de uma forma irregular e saídas urgentes, estreitando a relação entre espectador e personagens, mesmo com um bom elenco composto por Forest Whitaker, Patrick Swayze, Jessica Biel e Ray Liotta. A direção de Linh Bui é esforçada, mas a impressão que seu longa deixa é que a relação entre roteiro e construção é superficial.
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