Crítica: Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras
Outrora pautada na simplicidade e concentrada no desenvolvimento narrativo, a franquia Sherlock Holmes ganha no segundo capítulo abordagem contraditória entre tradição e modernidade para identificação imediata com a filmografia de seu realizador, Guy Ritchie.
Macetes vistos em filmes como Snatch – Porcos e Trapaças, Rock N’ Rolla – A Grande Roubada e Revolver são exaustivamente repetidos em Jogo de Sombras que com o artifício da montagem, tem o intuito de espetacularizar a experiência.
Explícita, a preocupação de Guy Ritchie é casar a duplicidade de diálogos ao humor tipicamente inglês de Holmes – neste filme ainda mais aguçado – ao ritmo frenético de videoclipes no labirinto que o excesso de personagens secundários representa.
Sem variações de planos e com enigmas que servem mais como ilustração às peripécias de Holmes (Robert Downey Jr.) e John Watson (Jude Law), que desta vez larga a personalidade antagônica em relação às loucuras do protagonista. Sherlock Holmes – Jogo de Sombras tem sim um fio narrativo a seguir e consegue desenvolvê-lo, mas sempre com o impasse que a preocupação estética e a obrigação de reforçar a persona descompromissada de Holmes.
SHERLOCK HOLMES – JOGO DE SOMBRAS (Sherlock Holmes: A Game of Shadows, EUA, 2011) Direção: Guy Ritchie Roteiro: Michele e Kieran Mulroney Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace, Rachel McAdams Duração: 127 min Distribuição: Warner Bros.





Eu detesto praticamente todos os filmes que Guy Ritchie fez ao longo de sua carreira, mas admito que gostei da roupagem moderna que ele ofereceu para o seu "Sherlock Holmes", cuja fita original é bem divertida. Quero conferir a sequência. Tá, os comentários no geral são negativos, mas, pô!, tem Noomi Rapace!
Se ela fosse protagonista, pelo menos…hehehe