Crítica: Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

24 de janeiro por Pedro Tavares | 6 comentários

Terrenos já explorados por David Fincher em Seven – Os Sete Pecados Capitais e Zodíaco, a apuração de um caso policial e os valores éticos na execução do mal servem de suporte para a adaptação hollywoodiana de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, livro homônimo de Stieg Larsson, também adaptado para o cinema por Niels Arden Oplev em 2009.

Ao contrário do filme de Oplev, disperso e distante dos protagonistas que resulta num filme frio e igualmente pungente, Fincher, já na apoteótica abertura intenciona um longa condensado pela estética sombria e a aproximação de personagens complexos para inseri-los em alegorias do gênero. Eles se transformam em adaptações do tradicionalismo de filmes de suspense americanos. Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara) aos poucos se transformam em articulações da história num ping-pong cansativo de sequências até o encontro dos dois, ainda no início do filme.

A partir deste encontro, Os Homens que Não Amavam as Mulheres segue a cartilha autoral de Fincher, endereçada à aura através de códigos já domesticados pelo publico, independentemente de seu perfil. A escuridão e o frio servem como um personagem a mais para a história, lembrando intensamente que a condição dos protagonistas é suficientemente complexa, automaticamente eliminando qualquer possibilidade de um estudo maior deles – ainda que subjetivo – durante a investigação.

A redenção em caminhos concomitantes para Blomkvist e Lisbeth é o guia da narrativa trivial que falha em construir uma teia conspiratória a partir da culpa que os protagonistas carregam. Contemporâneo, sim. Saturado, também.


MILLENIUM – OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (The Girl With the Dragon Tattoo, EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha, 2011) Direção: David Fincher Roteiro: Steven Zaillian Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Robin Wright Duração: 158 min Distribuição: Sony Pictures

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6 comments

  1. Luciana dos Anjos

    Taí um filme que não me deu pique pra ver. Mesma coisa do remake de Deixe Ela Entrar… não é por ser ruim, mas parece ser exatamente como o original e aquele ainda está bem fresco na memória. É isso mesmo?

    • cinemaorama

      Não, é questão de metodologia. Um é interessado na história e o outro, na aura dela.

      • retardado!!! se acha muito homem é? clooka uma foto sua como capa do blog …ai veremos se vc eh todo esse machao q vc fala… kkkksoh dando risada de uma anomalia dessas…!!!_|_

  2. Achei melhor que o Sueco também…Mara é ajudada pela alta qualidade do diretor e do filme e no final terminou sendo um otimo trabalho

  3. Gostei bastante do sueco, não vi esse, e não me cheira bem. haha

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