Crítica: Redenção
Sem ligação direta entre religião e militância, Marc Foster (A Passagem, Mais Estranho que a Ficção) não se alia a panfletagens ou pregações em Redenção para contar a história de vida de Sam Childers (Gerard Butler), pastor que outrora levava o estilo de vida white trash e tornou-se líder na luta pela pacificação no norte do Sudão, local até hoje dominado por rebeldes da LRA.
O testemunho de vida de Childers não tem cunho edificante, ao contrário dos filmes dos irmãos Kendrick – À Prova de Fogo, A Virada. A atenção de Foster por muito tempo é dada ao impacto que a distinção de realidades entre EUA e Sudão afeta a vida de seu protagonista. Ao ver a barbárie de perto, Childers sofre gradual influência da guerra em suas pregações e no convívio com a família – este é o maior acerto do filme, em raro momento de distanciamento do melodrama automático, justificado pela violência infantil.
Redenção tem momentos de extrema redundância, onde os conflitos de Childers perdem o sentido e seu choque é amenizado – de forma que cada visita ao Sudão tenha o mesmo significado à narrativa. O rebaixamento da reflexão reitera o que o filme Foster propõe – flagrar as óbvias mazelas sociais e carregar um mal-estar que remete à crise atual, mas aos poucos pauta a dúbia intenção de defesa, onde religião e guerra nunca darão uma boa mistura por mais lúdica e bem intencionada que sua história seja.
REDENÇÃO (Machine Gun Preacher, EUA, 2011) Direção: Marc Foster Roteiro: Jason Keller Elenco: Gerard Butler, Michael Shannon, Michelle Monaghan, Katy Baker Duração: 129 min Distribuição: Imagem Filmes





mbzz disse:vc peidroa incluirstep up 1 e 2 ( se ela dança eu danço)bob a luz da famasob a luz da fama o poder da paixãono balanço do amorhuney
WTF