Crítica: Noite de Ano Novo
A dispensa de antagonistas espelha em Noite de Ano Novo a idéia de recomeço e esperança que a última noite de dezembro nos traz. E Garry Marshall (Orange County) sabe para quem produz seu filme – para resgatar o clima que geralmente tem início nos últimos dias de novembro e vai até a metade de janeiro, lá estão histórias de reconciliação e amor revestidas de idéias utópicas e aspectos melodramáticos e cômicos já saturados.
Tais contos – com um elenco gigantesco que traz nomes como Robert De Niro, Ashton Kutcher, Jessica Biel, e Hilary Swank – são fragmentados à exaustão e que em comum correm contra o tempo, afinal, o mês está para virar e consequentemente, um novo tempo surgirá. Surpreendentemente, o núcleo de Michelle Pfeiffer e Zac Efron entrega o melhor fragmento. Nele, a personagem de Pfeiffer tenta realizar seus desejos antes do fim do ano como representação de uma nova vida que está por vir.
Marshall por início flerta com a idéia de teatro filmado, com seus personagens presos ao espaço de ação numa única locação, mas logo toma o caminho comum que filmes com esta temática toma. E sabe que para manter filmes temáticos como este, é preciso seguir um método que aspira unicamente o escapismo. E ele consegue.
NOITE DE ANO NOVO (New Year’s Eve, EUA, 2011) Direção: Garry Marshall Roteiro: Katherine Fugate Elenco: Seth Myers, Jon Bon Jovi, Sarah Jessica Parker, Halle Berry Duração: 118 min Distribuição: Warner





Garry Marshall está ficando conhecido por dirigir filmes com um elenco popular e roteiro fraco. Ainda não vi esse novo filme, mas tenho certeza que é tão decepcionante quanto "Valentine's Day".
Bingo!