Crítica: Raiva

08 de outubro por Pedro Tavares | Nenhum comentário

FESTIVAL DO RIO 2011

Dito como o primeiro filme de terror de Israel, Raiva reúne o pior que o  gênero amplificou para o mundo através dos americanos na década de 70. A premissa de um filme slasher – a caça a um sequestrador dentro de uma floresta –  logo é abortada para os diretores  Aharon Keshales e Navot Papushado criarem um roteiro intencionado ao choque imagético sem um pingo de originalidade ou a busca por identidade.

Lá estão policiais corruptos, jovens perdidos e garotas valentes. Como uma rodada gratuita de matanças, Raiva segue sem rumo até a possibilidade da última gota de sangue cair, sempre amarrado à previsibilidade que dezenas de filmes ajudaram a criar nos últimos 40 anos. Todas motivadas por intrigas e brigas repentinas.

Raiva, além de ser um filme sem inspiração e soar como uma cópia fraquíssima dos filmes que os contemporâneos Eli Roth e Rob Zombie pagam tributos incansavalmente, se leva a sério o bastante para não pegar o espectador pelos pés como Evil Dead, grande representante do terrir fez.


RAIVA (Kalevet, Israel, 2010) Direção: Aharon Keshales, Navot Papushado Roteiro: Aharon Keshales, Navot Papushado Elenco: Danny Geva, Ania Bukstein, Menashe Moy, Lior Ashkenazi Duração: 90 min

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