Crítica: Madame X
Um bem humorado protesto contra a intolerância na Indonésia. Madame X conta a fantástica história do cabeleireiro e cross-dresser Adam que é atacado por integrantes de um partido homofóbico no dia de seu aniversário.
Atrás de sua dignidade e proteção, Adam se transforma em Madame X – uma alusão ao seu passado traumático e com seu kit de maquiagem, usa o absurdo como seu maior aliado para as risadas. Nada novo quando a opção sexual e a comédia se aliam e criam um subgênero. Visualmente, Madame X usa os videogames como maior referência – mais explícita no último ato, quando a ação toma conta da narrativa.
O escracho está lá para levar sua posição à tolerância ao extremo. Aqui, os personagens levam as gírias ao pé da letra e viram purpurina e ganham asas para subir ao céu ou usam bolsas e secadores como armas de luta. Não espere inovações, apenas considere o cunho social de um filme divertidíssimo.
MADAME X (Idem, Indonésia, 2010) Direção: Lucky Kuswandi Roteiro: Agasyah Karim, Khalid Kashogi, Lucky Kuswandi Elenco: Amink, Marcell Siahaan, Titi DJ, Shanty, Sarah Sechan Duração: 100 min
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Tags: Crítica, Festival do Rio 2011




