Crítica: L.A Zombie

16 de outubro por Pedro Tavares | Nenhum comentário

?FESTIVAL DO RIO 2011

Bruce LaBruce tem em seu currículo aproximadamente uma dezena de filmes, mas pode ser considerado, antes de tudo, um fashionista. Monotemático, suas obras têm como cargo chefe a extrema estilização visual de fetiches que assumem a postura multimídia do diretor como realizador de exposições e fotógrafo.


L.A Zombie
caberia perfeitamente como um transgressor vídeo de moda. Ao menos, suas locações serviriam para vários ensaios fotográficos. Junte à trilha lounge – que aumenta a sensação de assistirmos um filme pornô, e temos o âmago da carreira de LaBruce.

As corriqueiras inserções críticas desta vez vêm no formato de resgate; o zumbi (vivido por François Sagat, astro pornô e protagonista de Homem no Banho de Christophe Honoré) ressuscita vítimas fatais de acidentes, da violência ou do descaso introduzindo seu pênis dentro das feridas. Sem narrativa, L.A Zombie toma a postura de mais um filme experimental e que ganha o status de arte pela ousadia e o paralelo entre a dureza do mundo com o método muito original de resgatar vidas. Para LaBruce, é chegada a hora de renovar.



L.A ZOMBIE (Idem, Alemanha/EUA, 2010) Direção: Bruce LaBruce Roteiro: Bruce LaBruce Elenco: François Sagat, Rocco Giovanni, Wolf Hudson, Eddie Diaz Duração: 70 min

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