Crítica: Homem no Banho
Homem no Banho é o exercício anticonvenções de Christophe Honoré. Enquanto narra a espera de Emmanuel (vivido pelo ator pornô François Sagat) por seu namorado Omar, em visita a Nova Iorque por conta do lançamento de seu filme em um festival de cinema, o diretor aproxima sua realidade a experimentalismos e ideias metalinguísticas.
O formato digital encontra o tradicionalismo da câmera de cinema – uma analogia ao romantismo francês e o imediatismo americano – distinguindo a viagem de Omar como um vídeo diário à espera de Emmanuel como um relato cinematográfico. Ambas as histórias são recheadas de affairs que celebram a nudez e a liberdade sexual em um ensaiado e complexo sentimento de culpa, afinal, o fim para eles é anuente.
Honoré usa planos que privilegiam as arquiteturas das cidades e adota a câmera na mão como identidade. O mundo dos prazeres carnais de Homem no Banho transparece os desejos do diretor de se livrar das amarras de obrigações estéticas e narrativas; uma criativa forma expressar seus anseios profissionais descompromissadamente .
HOMEM NO BANHO (Homme au Bain, França, 2010) Direção: Christophe Honoré Roteiro: Christophe Honoré Elenco: François Sagat, Chiara Mastroianni, Omar Ben Sellem, Rabah Zahi Duração: 72 min
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Tags: Crítica, Festival do Rio 2011





Esse é um filme do Honoré que tenho menos vontade de ver, espero logo ver e achar algo sobre.