Crítica: Gun Hill Road
Ao retratar a contemporaneidade da periferia de Nova Iorque (Bronx), Rashaad Ernesto Green é categórico e alegórico em Gun Hill Road. Com desenvolvimento narrativo que impressiona pelo dinamismo – mérito para o bom elenco encabeçado pelo garoto Harmony Santana, o longa tem o contraponto de se revestir de saídas metódicas para os conflitos do protagonista vivido por Esal Morales.
Gun Hill Road narra a volta de Enrique para casa após anos preso. Ao chegar, encontra sua mulher distante, a vizinhança mais violenta e seu filho em fase de troca de sexo. Arquitetadas para serem vistas como um único conflito – representado pelo ferimento de sua honra, o filme é dicotômico na hora de entregá-lo para o público. Sua força é puramente imagética e está à margem de um texto batido, sem inspiração.
As possibilidades criadas para uma possível “cura” das frustrações de Enrique são imediatas e rasas – cabe aqui perguntar se a postura tough do homem latino ainda é retrógrada desta maneira – mas ainda válidas. Apesar de ensaiar um flerte com o melodrama por aspectos offscreen, Ernesto Green tem tempo para reverter esta idéia e entregar um filme que é bem sucedido em sua metodologia que busca a funcionalidade no sentido de imersão e não de impacto.
GUN HILL ROAD (Idem, EUA, 2011) Direção: Rashaad Ernesto Green Roteiro: Rashaad Ernesto Green Elenco: Harmony Santana, Esal Morales, Judy Reyes, Vincent Laresca Duração: 88 min
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