Crítica: A Condenação
Aparentemente um viés incontornável, adaptações de histórias edificantes para o cinema tornam-se contos sobre a via crucis de seus personagens e uma reação abrupta meticulosamente produzida para sua sequência final, onde a carga dramática exaspera o envolvimento do público.
Dirigido por Tony Goldwyn, A Condenação se divide em duas partes: a primeira, sem comprometimento linear, apresenta seus personagens e a posição de Betty Ann Waters (Hilary Swank) para tirar seu irmão (Sam Rockwell) da cadeia acusado por assassinato. A segunda, o processo de busca à inocência do irmão. Ambas guiadas por aspectos melodramáticos gratuitos e uma só preocupação: manter a coerência com a história real, desprezando a pungência dos conflitos de sua protagonista, que divide o trabalho com os estudos e família.
A Condenação, por ser um filme despreocupadamente limitado, sabe que tal escolha demanda algumas fronteiras – e faz da contenção uma virtude. Swank e Rockwell não se afetam pelo peso que seus personagens pedem; o roteiro, visa apenas a moral como meio de diluir o drama e Goldwyn consegue domar o desenvolvimento narrativo, apesar de toda problemática que seu filme-sofrimento aborda.
A CONDENAÇÃO (Conviction, EUA, 2010) Direção: Tony Goldwyn Roteiro: Pamela Gray Elenco: Hilary Swank, Sam Rockwell, Peter Gallagher, Juliette Lewis Duração: 107 min Distribuição: Vinny Filmes
Posts relacionados:
Tags: Crítica




