Entrevista: Karine Teles
Uma jovem e promissora atriz. Karine Teles chamou a atenção com o longa Riscado, dirigido por Gustavo Pizzi, e ganhou alguns prêmios do cinema nacional, como o de melhor atriz do Festival do Rio do ano passado e o de Gramado deste ano, nos quais a artista de 32 anos foi aclamada por crítica e público. O filme será lançado no Brasil no próximo dia 9 de setembro e promete deixar muitos cinéfilos feliz nas cadeiras dos cinemas. O longa conta a história de uma aspirante à atriz que, ao tentar sobreviver na profissão, enfrenta muitas situações difíceis. Sobre sua carreira e a sétima arte, fomos conversar com essa nova jóia do nosso cinema.
Como foi pra você receber o prêmio de melhor atriz no Festival do RJ do ano passado?
Foi bem emocionante, porque sempre acompanhei o festival e desejava muito um dia estar em suas telas. Já estava contente com o fato do filme ter sido selecionado para a première Brasil e fiquei mais ainda com o prêmio! Para mim foi uma honra!
O filme RISCADO é sucesso de crítica e público. É surpreendente para você esse sucesso?
Riscado tem se mostrado um filme muito especial, que tem chegado às pessoas e agradado. Claro que a gente esperava que as pessoas fossem gostar (risos), a gente sempre espera. Mas na hora que acontece é sempre uma surpresa e uma felicidade. É muito bom ter o trabalho reconhecido, principalmente com este filme que fala de assuntos tão importantes pra mim.
Ainda é muito difícil conseguir dinheiro (incentivo/patrocínio) para rodar um longa metragem no Brasil?
Acho que é sim, mas está melhorando. Quanto mais cinema fizermos, mais público teremos e mais possibilidades de viabilizar um projeto (além das leis de incentivo e editais tão disputados). Cinema é cultura, mas também é mercado, e o nosso país tem espaço e público para vários tipos de filmes, além de haver muita gente talentosa que com bons projetos “na fila”… Torço para que o mercado se expanda e que cada vez mais filmes sejam feitos.
Algumas outras atrizes que assistiram ao filme te procuraram para dizer o que sentiram ao ver um drama da classe artística sendo reproduzida nas telonas? Como está sendo receber tanto carinho do público?
Sempre que o filme é exibido, aqui ou mesmo fora do país, acontece de alguém se aproximar pra me contar alguma história pessoal relacionada com ele. E nem sempre são pessoas das artes. Meu cunhado, por exemplo, que é chef de cozinha, se emocionou bastante e se identificou com a batalha da personagem. Todo mundo quer ser alguma coisa. Nós todos desejamos de atingir metas na vida e lutamos por isso, independente da profissão. Falamos do mundo das artes neste filme porque é o mundo em que vivemos e pra gente era mais honesto, neste caso, falar bem de perto pra tentar falar com todo mundo.
Qual seu próximo trabalho nas telonas?
Eu e Gustavo Pizzi temos dois outros projetos de longa metragem. Um está em fase de captação de recursos – se chama “Gilda” e é baseado em um texto de teatro escrito pelo Rodrigo de Roure. O outro é um projeto para ser rodado em língua inglesa nos EUA (ainda sem título).
Com o sucesso do filme RISCADO, já pintou algum convite para trabalhos na TV?
Ainda não.
Mande um recado para os leitores do CINEMA O RAMA e convide-os para ver seu filme.
Queridos! Continuem prestigiando o cinema, lendo e discutindo sobre os filmes e principalmente compartilhando informações e opiniões. Isso é muito importante! Assistam Riscado nos cinemas e venham aqui contar o que acharam!!!!
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