Crítica: Submarino

01 de setembro por Pedro Tavares | Nenhum comentário

Como Ondas do Destino e Dançando no Escuro de Lars Von Trier, Submarino é uma obra que parece uma avalanche de tristeza. Por mais claro que pareça, aos poucos se revela na confusa relação entre mente e alma. Usando a pureza das crianças e a irresponsabilidade de adultos como trampolim de discussão, Thomas Vinterberg (o eterno diretor de Festa de Família) dá um soco no estômago de seu público a cada sequência.

A falta de maturidade ao colocar uma criança no mundo e a fraqueza que repousa em diversas formas de dependência motiva Vinterberg a levantar um leque enorme de subtextos no roteiro escrito em parceria com Jonas T. Bengtsson e Tobias Lindholm, desta vez sem afetações e regras – pelo contrário, o diretor praticamente se anula, seguindo, desta vez, uma cartilha muito mais acessível de cinema.

E fragmentando sua história – perceptível após muito tempo de filme -, Submarino além da questão social e comportamental, mergulha na relação de seus personagens e cria uma catarse silenciosa, uma (sim, de novo) avalanche emocional. Vai além do contraste entre a inocência e a maldade. Faz concomitantemente um paralelo entre essas forças. E o final, por mais previsível que pareça, consegue manter uma sinergia caótica.



SUBMARINO (Idem, Dinamarca/Suécia, 2010) Direção: Thomas Vinterberg Roteiro: Thomas Vinterberg, Jonas T.Bengtsson, Tobias Lindholm Elenco: Jakob Cedergren, Peter Plaugborg, Patricia Schumann, Gustav Fischer Duração: 105 min Distribuição: Lume Filmes

Posts relacionados:

Tudo Pode Dar Certo
Crítica: Amores Imaginários
Crítica: Triângulo Amoroso

Tags:

Leave a comment


Copyright © 2011 Cinema O Rama

Tema desenvolvido por João Ximenes - Powered by Wordpress

Assine o RSS