Crítica: Sem Saída

22 de setembro por Pedro Tavares | 4 comentários

Por Rogério de Moraes

A colcha de retalhos que é o roteiro de Sem Saída deixa claro que se trata de um filme caça-níquel. Sua urgência está em aproveitar a evidência do ator Taylor Lautner – que interpreta o lobisomem Jacob na série Crepúsculo – enquanto ele está em alta.

A trama, que conta com a ajuda do elenco com atores do peso de Alfred Molina e Sigourney Weaver, é uma sequência de inconsistências a serviço das cenas de ação e da virilidade juvenil do ator. Ele interpreta Nathan, um jovem de 18 anos que como todos nessa idade se debate para encontrar sua própria identidade. Essa busca ganhará contornos pouco sutis quando ele, ao fazer uma busca na internet para um trabalho escolar, se depara com uma foto sua em um site de crianças desaparecidas.

O bom e surpreendente argumento se transforma em mais do mesmo. Nathan descobre que toda sua vida foi uma farsa e que as pessoas com que foi criado não são seus pais. Mas tudo isso é descoberto em meio a uma disparatada perseguição, na qual ele se vê encurralado entre a CIA e um criminoso internacional. Sorte dele ter sido treinado desde cedo pelo falso pai nas artes do combate. Treinamento que garante que ele escape de diversos agentes treinados e fortemente armados.

Entre as estripulias típicas dos filmes de ação sem muito compromisso com o bom senso, a incoerência da trama vai se tornando tão evidente quanto a absoluta falta de talento e expressividade do jovem Lautner. Sua atuação é simplesmente risível, contribuindo apenas para tornar ainda mais patéticos roteiro e direção.



SEM SAÍDA (Abduction, EUA, 2011) Direção: John Singleton Elenco: Taylor Lautner, Lily Collins, Alfred Molina e Sigourney Weaver  Duração: 106 min. Distribuição: Paris Filmes

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4 comments

  1. Obrigado por ajudar a evitar que percamos tempo com um filme desse. No entanto, vale a pena ver o filme Confiar, com Clive Owen, que estreia amanhã

  2. Olá? Achei muito aplausível seu blog, e resolvi escrever esse texto! Muito bem por isso, e continue com sucesso!

  3. Pessoal, complementos muito bons Formanski, mais sobre esricta INCA do Wikipedia: Se bem que o impe9rio fosse muito centralizado e extremamente estruturado – e ate9, pode dizer-se, burocre1tico –, ne3o havia um sistema de esricta. Para gerir o impe9rio eram utilizados os quipus (quipus), cordf5es de le3 ou outro material onde se3o codificadas mensagens.Destinavam-se os quipos a manterem estatedsticas permanentemente actualizadas. Regularmente procedia-se a recenseamentos da populae7e3o extremamente completos (por exemplo, nfamero de habitantes por idade e sexo). Registava-se ainda o nfamero de cabee7as de gado, os tributos pagos ou devidos aos diversos povos, o conjunto de entradas e saeddas dos armaze9ns estatais, etc. Mediante os registos procurava-se equilibrar a oferta e a procura, numa tentativa de planificae7e3o da economia .O que nos leva a necessidade de algum controle externo e0 memf3ria.Sobre este trecho: Estou ficando com o conceito de que um dos grandes problemas da humanidade e9 a falta de COMUNICAc7c3O Sf3 se comunica quem quer trocar e ne3o dominar.E a histf3ria humana, ate9 aqui, e9 mais marcada pela dominae7e3o do que pela troca.Vamos em frente,grato a todos pelos comente1rios!

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