Crítica: Bellflower

06 de setembro por Pedro Tavares | Nenhum comentário

INDIE – MOSTRA DE CINEMA MUNDIAL

A transformação do cinema em vida. O comando lúdico que nossas mentes servem à imaginação. Bellflower coloca Mad Max de George Miller como referência maior ao usar dois amigos fãs da série que glamurizam cada vírgula vivida. A cada atitude considerada inconsequente, lá está uma idéia de perfeição. Para cada passo dado por eles – membros da gangue fantasma chamada Mãe Medusa – tudo é pensado, ensaiado.

Quando o acaso os acerta em cheio, o diretor, roteirista, produtor e protagonista Evan Glodell fragmenta a narrativa, inserindo doses cavalares de violência, crises existenciais e ódio, prontos para destruir qualquer tipo de fantasia apocaliptica – forçando o encontro dos jovens à maturidade.

Esteticamente rico, Bellflower une o espírito nostálgico ao jovial – assim como suas fontes de inspiração no cinema -, a extremidade de cenas fortes imagética e liricamente e o contraponto do conteúdo denso à freneticidade da montagem e da narrativa. Mais um bom exemplo da funcionalidade deste modelo cinematográfico.

 

BELLFLOWER (Idem, EUA, 2011) Direção: Evan Glodell Roteiro: Evan Glodell Elenco: Evan Glodell, Jessie Wiseman, Tyler Dawson, Rebekah Brandes Duração: 103 min

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