Crítica: Lanterna Verde
Por Rudá Lemos
Uma constante reclamação contra a crítica cinematográfica é que ela despreza os filmes de apelo mais comercial, enaltecendo desproporcionalmente os chamados filmes de “arte“. Se esse elitismo cultural existe, só pode ser encontrado em mentes preconceituosas que ignoram grandes obras e autores que conseguem conciliar o apelo por imagens rápidas e histórias açucaradas com a reflexão e a profundidade dos chamados “filmes artísticos” (o uso desse termo para diferenciar já demonstra o preconceito). No âmbito específico dos filmes de super-heróis temos alguns exemplos de filmes bem sucedidos: as séries X-Men, Homem Aranha e Hellboy; os Batmans de Chistopher Nolan e Tim Burton; o primeiro Homem de Ferro. Já Lanterna Verde está no extremo oposto dessa seleção.
Se tudo que se refere à parte visual do filme (ponto de partida para um filme de ação de respeito) não for suficiente para torcer o nariz para essa adaptação dos quadrinhos da DC Comics, não é o fiapo de história que irá ajudar. Isso porque a parte gráfica se mostra completamente fake com uma tecnologia 3D que desproporciona as formas, o que comprova que quando mal utilizado, distancia-se da tentativa inicial de se aproximar da realidade, para se afastar completamente. Quanto ao roteiro; que covardia escrever qualquer coisa sobre: raso e maniqueísta, separa unidimensionalmente (mas não era 3D?) conceitos de Bom e Mal e lida com temas abstratos como Vontade e Medo de maneira totalmente descontexualizada e simplista.
Ao final da sessão, fica difícil imaginar que esses fogos de artíficio vão impressionar mesmo aqueles que apontam o dedo para os críticos reclamões. Nesse caso, não há anti-elitismo que se sustente no meio de tanta mediocridade.
LANTERNA VERDE (Green Lantern, EUA, 2011) Direção: Martin Campbell Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim, Michael Goldenberg Elenco: Ryan Reynolds, Melanie Hebert, Blake Lively, Mark Strong Duração: 114 min Distribuição: Warner Bros.
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Ótima crítica, embora eu seja uma das pessoas que alimenta preconceito e uma imensa antipatia por este tipo de filme.
Não sei o Rudá, mas eu sempre acabo vendo e me arrependendo no primeiro ato do filme. hehehe
Opa, boa crítica.
Também fiz um crítica no meu humilde blog:
http://cinelogin.wordpress.com/2011/08/21/lantern...