Crítica: A Árvore da Vida (2)
Traduzir em palavras a experiência de assistir o mais novo filme de Terrence Malick e ganhador da última Palma de Ouro em Cannes, é um exercício tão complicado e desnecessário como o de um crente justificar sua fé. “A árvore da vida” recorre ao desconhecido e ao sobrenatural por meio de um história familiar contada em elipses, em um jogo temporal e metafísico às vezes asfixiante mas sempre encatador.
Como espectadores, invadimos a intimidade das lembranças do nosso protagonista, com uma proximidade através da naturalidade maniqueísta habitual do seu diretor. Malick mostra que não é preciso o uso do plano subjetivo para uma identificação completa com seus personagens. Basta sua câmara colada aos movimentos dos corpos que pavimentam seus fotogramas belamente construídos e enquadrados.
Devido ser um filme para ser revisto, com a potência de uma obra bigger than life como 2001 – Uma odisséia no espaço, cito apenas duas cenas que reproduzem o sentimento deixado pelo filme: a mãe da família, interpretada por Jessica Chastain, flutuando no ar embaixo de uma árvore; e o olhar perdido de Sean Penn na cidade grande, a procura de algo que se perdeu. Estão aí dois temas que o filme irá circular: a idealização do passado e a frustação com a realidade concreta. Enfim, surge uma obra-prima.
A ÁRVORE DA VIDA (The Tree of Life, EUA, 2011) Direção: Terrence Malick Roteiro: Terrence Malick Elenco: Brad Pitt, Jessica Chastain, Hunter McCracken, Sean Penn Duração: 138 min Distribuição: Imagem Filmes





Muito legal o seu post, me dá até vontade de ver esse filme, vou dar uma olhada na programação HBO e ver se eles tem previsão de passa-lo. Abraços…
Legal, Rafinha! Agradecemos. Volte sempre!
Quero tanto ver! Mas estou dando prioridade às bizarrices antes, rs. Pitt é um bom ator, embora muitos discordem. (Jolie é mediana, não acho que se supera a cada personagem, mesmo que não seja má atriz.)
O enredo, em si, não me atraiu, mas estou presa às boas críticas. De qualquer forma, não se pode ignorar um filme vencedor da palma de ouro, né?
Se possível, veja na telona, Nat!
sei lá, só vi crítica boa desse filme. queria que algum site aceitasse uma opinião negativa, eu faria. entrei na sala muito ansiosa e saí desapontada. to acostumada com filmes difíceis, inusitados, não-linear… e custumo gostar. apreciei muito as imagens, a fotografia e mesmo a história central é muito bonita, como uma obra de arte. mas pra mim foi uma masturbação mental do diretor que não deu muito certo. faltou narrativa e deixou milhares de pontas soltas. respeitei até o fim, mas tive impressão que todo mundo viu o imperador andar pelado e fingiu ver a roupa. mas um dia eu tomo um ácido e revejo pra ver o que vai dar! hahahaha
Luci, creio que a graça de "A Árvore da Vida" está nas pontas soltas. Numa era que ninguém se esforça pra nada, filmes como esse ainda tem coragem de não subestimar o público. Filmes "fechadinhdos" logo serão evaporados pelo primeiro assunto pó-sessão. O filme se trata de uma abordagem lúdica da história do próprio diretor, que perdeu seu irmão do meio. Dai vejo diversas possibilidades de interpretação de uma narrativa (sim, narrativa!) riquíssima!
Adorei a parte do ácido!
michelPosted on baixei e assitsi o filme, e muito bom e o nome correto nao e9: A VINGANc7A DOS DERROTADOS e sim: A VINGANc7A DE FALLEN. falew ai pessoal e aprenda a traduzir certo pra portugues!!!!