Crítica: Comandante Treholt e sua Tropa de Ninjas
RIO FAN – FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DO RIO DE JANEIRO
Inspirado pelos filmes de samurais, Thomas Cappelen é direto em suas intenções em Comandante Treholt e sua Tropa de Ninjas: equivaler o tributo – que naturalmente leva ao humor pela escassez de estrutura técnica, levada à última potência neste caso – à narrativa frenética apoiada na idéia de um filme exploitation.
Baseado na verídica história de Arne Treholt, um diplomata norueguês que defendia o seu país através de um plano direitista pra lá de duvidoso, o longa subverte o subtexto político como alavanca narrativa – e a partir dai, revisa e escracha condutas políticas com sequências de ação hilárias. E são nelas que Cappelen guarda a força maior para a representação de cada personagem.
Na duplicidade das atitudes de Treholt, o diretor não poupa críticas às tendências aparentemente pacifistas. Se o ideal é rico em intensidade, o engajamento logo satura seu formato – as piadas são incessantemente repetidas, atrapalhando o desenvolvimento da história, esta que, no último ato, volta aos bons momentos criados em seus primeiros minutos – idealizado como uma epítome do que há de melhor na ironia, utilizando a escória do mundo como inspiração.
COMANDANTE TREHOLT E SUA TROPA DE NINJAS (Kommandør Treholt & ninjatroppen, Noruega, 2010) Direção: Thomas Cappelen Roteiro: Thomas Cappelen Elenco: Mads Ousdal, Jon Øigarden, Trond-ViggoTorgersen Duração: 77 min
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Tags: Crítica, Festivais e Mostras





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