Crítica: VIPs
Conhecido como o “golpista da Gol”, Marcelo Nascimento virou objeto de estudo no livro “Vips – Histórias Reais de um Mentiroso” e recentemente no documentário homônimo dirigido por Mariana Caltabiano. VIPs, o longa de Toniko Melo (que conta com Fernando Meirelles e toda sua trupe por trás do filme) abraça a licença de uma adaptação à exposição do lúdico como representação dos conflitos de Marcelo representado por Wagner Moura (como sempre, exemplar).
O contraponto – e grande trunfo do filme – está na ausência de trivialidade dos golpes no filme. Eles não são consumidos pelo sensacionalismo que aguça a curiosidade do público que é convidado a conhecer outro Marcelo, motivado a alcançar o sonho de se tornar piloto de aviões. A narrativa, em harmonia, supre a linearidade com dinamismo e o já citado lado lúdico da história.
VIPs é um daqueles filmes que te pegam pelo pé. Que você espera uma coisa e vê outra completamente diferente e, no fim, se pergunta muito mais sobre as motivações de Marcelo para viver seu sonho à força do que pela façanha de ter conseguido.
VIPs (Idem, Brasil, 2010) Direção: Toniko Melo Roteiro: Bráulio Mantovani, Thiago Dottori Elenco: Wagner Moura, Gisele Fróes, Juliano Cazarré, Arieta Corrêa Duração: 95 min Distribuição: Universal Pictures
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Tenho curiosidade em assistir, apesar de não esperar muito do filme.
Abraço