Crítica: Lola
Integrante do 66º Festival de Veneza, Lola chega aos cinemas brasileiros já nas graças de seu público alvo. Brillante Mendoza angariou fãs através de mostras, festivais, retrospectivas e claro, pelos torrents. Antes mesmo de ter um filme em cartaz por aqui, o diretor já havia recebido a Palma de Ouro em Cannes por Kinatay, seu último filme até o momento. Lola, um árduo conto sobre a indulgência, mostra duas senhoras (ambas chamadas Lola) devastadas pelo mesmo evento em pólos extremos, buscando a redenção através do dinheiro. Mendoza deixa em aberto as emoções de suas protagonistas. Em pouquíssimos momentos elas deixam vazar o que sentem em relação ao que aconteceu (uma é avó de um garoto assassinado e a outra, a avó do assassino). Ambas parecem dormentes à situação, pois o presente pulsa em doses cavalares de crueldade. É justamente neste ponto que o diretor cria toda a riqueza de seu filme.
LOLA (Idem, Filipinas, 2009) Direção: Brillante Mendoza Roteiro: Linda Casimiro Elenco: Anita Linda, Rustica Carpio, Tanya Gomez, Ketchup Eusebio Duração: 110 min Distribuição: Lume Filmes
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Taí um diretor para ficarmos de olho. Só vi "Kinatay" e aprovei a pegada realista de Mendoza. Fico no aguardo de "Lola". Abs
Elton, Lola segue a mesma linha estética de Kinatay, o que me agrada bastante. Mendoza tem como objetivo registrar o caos urbano com a sujeira nas ruas, câmera na mão, oscilação de luz…aliás, Kinatay poderia ser exibido em circuito, né? Abraço!
com certeza, merecia. Mas assim como "Lola", vamos esperar 2 anos até as distribuidoras brasileiras despertem =)
Lamentável. Olha que nem o prêmio em Cannes serviu. O lançamento de Tio Boonmee por aqui dá uma fresta de esperança pra gente…