Crítica: Um Lugar ao Sol
Ao visitar moradores de coberturas luxuosas de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, o diretor Gabriel Mascaro leva Um Lugar ao Sol ao inevitável cerne: a discussão da posição geográfica em relação ao poder e ao status. E o que vemos são quadros agudos de insegurança, apresentados de formas distintas.
Com o crescimento do mercado imobiliário e o valor do metro quadrado, Mascaro alerta para o futuro: um mundo sem identidade e guiado por excentricidades. Em comum, os depoentes têm o topo do prédio e visões extremas da realidade. Alguns iniciam seus discursos com os pés no chão, costurando naturalmente – sem pedido do diretor, reforçado apenas pela montagem de Marcelo Pedroso, diretor do ótimo Pacific – o lado social do debate, até atropelarem suas opiniões com alguma intolerância. É importante ressaltar que se trata de um filme aberto, em que a equipe entra na residência do personagem, liga a câmera e o deixa falar sobre a vida em uma cobertura, criando, assim, qualquer possibilidade e rumo para o resultado final. Numa específica cena esta proposta fica evidente junta à malversação das palavras e o abandono do quadro da câmera, onde a religião é o tema discutido.
Alguns entronizam o espaço, outros a vista, a privacidade e até a guerra de favelas rivais como espetáculo visual, mas no fim, chegam a uma só conclusão com o mesmo discurso distorcido de antes. Um Lugar ao Sol é eloquente por ceder as articulações do roteiro aos personagens – todos, em suas análises sociais e existencialistas, apresentam conflitos e os resolvem. Nem sempre para o bem.
UM LUGAR AO SOL (Idem, Brasil, 2009) Direção: Gabriel Mascaro Roteiro: Gabriel Mascaro Elenco: N/D Duração: 71 min Distribuição: Vitrine Filmes
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Tags: Cinema Nacional, Crítica





Ai, pensei que se tratasse do clássico de George Stevens… rsrs
disse:pe9s firmes no che3o e9 meu lugar ao sol pdtrileeo, onde, por exemplo, no paradisedaco bairro de Plataforma, em Salvador, onde moro, posso ter um por do sol multicolorido da cabee7a aos pe9s refletido pelo espelho d’e1gua do mar da Bahia.