Crítica: A Casa
Integrante da seleção do 63º Festival de Cannes, A Casa subverte convenções do suspense e abraça a crueza estética para entronizar o elemento adormecido pela contemporaneidade para o gênero: o som. Filmado com uma máquina fotográfica em apenas um plano-sequência, o longa do uruguaio Gustavo Hernández aproveita tal abordagem para criar uma linguagem ambígua.
A esfera de tensão que cobre o filme vem do silêncio. E nele, Hernández lentamente conta a sua história. O que aparenta ser mais um filme-tormento sobre espíritos em uma casa mal assombrada aos poucos se torna uma análise brutal sobre a resposta instintiva e suntuosa a um comportamento calcado na covardia.
No som justificado em cena – o rádio, o ranger das portas, os objetos movendo -, está a morada do medo. Tal método fora coroado anteriormente por Hitchcock e eternamente lembrado em O Iluminado de Stanley Kubrick. Com poucos diálogos, A Casa se torna uma experiência exclusivamente sensorial com pouquíssimas inserções de elementos extra tela.
A flexibilidade criada pelo som permite à Hernández ilustrar um cenário sinistro que logo é saturado e leva o filme a brigar pela atenção do espectador por toda sua duração. À favor, o longa tem o visual inspirado pelo expressionismo alemão, predominantemente em preto e branco, mas não é o suficiente para resgatar o ânimo criado nos seus vinte primeiros minutos. A Casa mostra-se como um belo planejamento que deve quanto ao desenvolvimento.
A CASA (La Casa Muda, Uruguai, 2010) Direção: Gustavo Hernández Roteiro: Gustavo Hernández, Gustavo Rojo, Oscar Estévez Elenco: Florencia Colucci, Gustavo Alonso, Abel Tripaldi, María Salazar Duração: 78 min Distribuição: PlayArte
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Quero muito ver!
Acho que vocÊ vai curtir, Leandro.
Tenho intenção de assistir este filme no final de semana, embora eu ainda não tenha certeza se os cinemas da minha cidade o exibirão. E como é costume, uma refilmagem americana está pronta, sendo protagonizada pela irmã das gêmeas Olsen, Elizabeth.
isse negocio de "filmado em um take" é mentira.como pode ser rodado em dois dias e o filme ter apenas um 70 min(por ai).o filme começa num crepuscullo e acaba no dia seguinte!!!!(?)
esse filme estorou(literalmente)minha hemorroida que se asfixou no meio do filme,quase morri.
Oi, Pedro! Isso é verdade. Existem cortes e inclusive um fade out. Um take é mentira!
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
rindo da hemorroida estourada
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