Crítica: Thor

29 de abril por Pedro Tavares | 10 comentários

Kenneth Branagh dirigiu um filme domesticado metido a transgressor. Depois dos fios narrativos sobrepostos à densidade sugeridos por Christopher Nolan (Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas) e Zack Snyder (Watchmen) e o descompromisso de Jon Favreau (Homem de Ferro e Homem de Ferro 2) e Matthew Vaughn (Kick-Ass – Quebrando Tudo), o subgênero que os filmes de heróis se tornou é cercado pela expectativa de abordagens não convencionais.

Thor dá um passo para trás neste aspecto;  Branagh preocupa-se em atolar todas as características que um blockbuster deve ter sob ordinária abordagem: a aproximação da estética ao espetáculo (produzida com excelência), a previsibilidade do texto, o respiro (aqui, transpondo a saga do deus do trovão à contemporaneidade, citando Ipod, Facebook, etc) e o romance, que insinua estranheza da colisão de dois mundos, sem tanto sucesso.

Thor é uma obra que se sustenta exclusivamente pelo visual quase lisérgico do CGI. É, de fato, um belo espetáculo plástico e fiel às origens da HQ da Marvel. Porém, o desenvolvimento é raso, sem articulações para suprir toda desconfiança e saturação às imagens, como disse, domesticadas.


THOR (Idem, EUA, 2011) Direção: Kenneth Branagh Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, Don Payne Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Tom Hiddleston Duração: 114 min Distribuição: Paramount

Posts relacionados:

Querido John
Tropa de Elite 2
Crítica: Lanterna Verde

Tags:

10 comments

  1. Olá Filipe,

    Encontramos esse belo espaço e por isso resolvemos segui-lo pelo blogroll do nosso 'O Teatro Da Vida'.

    Abraços,

    Jonathan Pereira

  2. super good movie asdfghjkl i want to watch it again! thor & loki = hot/cute okay shhhh i don’t care what you say

  3. Eu gostei do filme, achei muito bem realizado.

    A preocupação evidente de Branagh em sedimentar a história abordando a dramaticidade conflituosa do mundo nórdico, aliado ao efeito cômico que encontra na Terra, promove um equilíbrio agradável ao filme. Só pelo fato de não abandonar os traços originários do personagem-título e conseguir mesclar os dois núcleos da história já é um feitio e tanto. Tem problemas narrativos superficiais, mas, no fim das contas, é um passatempo de qualidade e que entretém.

    abs!

  4. ilustravictor

    acabei de ler três parágrafos que não me disseram nada, não me apresentaram nenhum argumento, e no fim de cada um diziam que o filme é ruim.
    cara, ou o filme é raso ou ele é fiel à HQ (que não tem a história mais profunda da MARVEL nem forçando a barra), dizer que é bom por ser fiel à obra, e ruim por ser raso, como você fez, é uma contradição quase do tamanho de um paradigma.

    • cinemaorama

      Ilustravictor, sei que a história de Thor é a mais profunda e a que mais exige de um diretor. Ele é sim fiél por não tirar características de personagens e principalmente na estética do gibi. Acontece que, para você condimentar esse universo em duas horas, o filme está dentro de um padrão saturado nos últimos anos.

      • ilustravictor

        cara, eu discordo completamente. a historia do thor é apenas a que foi mostrada: ele era orgulhoso, tomou uma bronca, foi jogado na terra, e se redimiu. a essência é essa, e foi passada por completo, não tem nada além disso a não ser as aventuras "aleatórias" que os heróis americanos geralmente tem.

        quanto à condensar essa história toda… cara, então você não pode ver nenhuma adaptação pq, tirando senhor dos anéis, que já foi pensado como um projeto gigante, ninguém tem dinheiro pra fazer uma aposta tão cara de fazer mais de um filme de uma franquia nova. e eu duvido que as pessoas tenham saco de passar três, quatro horas no cinema pra ver um filme de herói (avatar tinha quase três, ma o 3D colou td mundo na cadeira, o filme sozinho não faria isso).

        • cinemaorama

          cara, entendo seu ponto de vista sobre adaptações de hqs. para um primeiro filme não há outra saída fora condensar a "essência" do herói. nos meus comentários sobre "thor", pensei sobre a abordagem; mecânica, sem ousadia, por isso o termo "domesticado". o "raso" vem por conta dos conflitos. o tempo é inimigo neste caso, por isso citei alguns filmes onde o processo criativo foi visivelmente mais intenso como justificativa do êxito de novas leituras.

  5. haha! that is an awesome idea! ;)

Leave a comment


Copyright © 2011 Cinema O Rama

Tema desenvolvido por João Ximenes - Powered by Wordpress

Assine o RSS