Crítica: Bebês
Documentar o primeiro ano de bebês de diferentes continentes e as respectivas formas de criação de acordo com costumes e condições sociais o rotula de um estudo etnográfico, porém o filme de Thomas Balmès se limita à exposição e desconstrução silenciosa do instinto humano. Um mundo de descobertas à disposição para as crianças realçando a fofura com ajuda da trilha sonora indie de Bruno Coulais.
Entre Estados Unidos, Namíbia, Mongólia e Japão, Balmès registra reações dos pequenos por ordens temáticas, mas sem criar uma narrativa ou forçar imersão na relação platéia/personagens. A câmera, sempre estática, apesar da manipulação externa da pós-produção, conta com a sinceridade e pureza dos personagens para captar espontaneidade.
Bebês aborda além do enorme abismo social, os ciúmes dos irmãos mais velhos e dos animais de estimação, as primeiras palavras, as diversas formas de diversão, alimentação e aprendizado. Uma pena que a fórmula seja sempre repetida por toda duração, dando impressão que o filme dura mais que os seus 79 minutos.
BEBÊS (Bébés, França, 2010) Direção: Thomas Balmès Roteiro: Thomas Balmès Duração: 79 min Distribuição: Europa Filmes
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