Crítica: A Garota da Capa Vermelha
Um conto em tom sombrio regido por dilemas adolescentes dirigido por Catherine Hardwicke. Não é Crepúsculo, mas uma pseudo-releitura do filme-evento produzido em 2008. A Garota da Capa Vermelha adapta livremente o conto de Chapeuzinho Vermelho regida pela analogia do terror psicológico em uma comunidade dentro de uma floresta.
Catherine Hardwicke insere neste contexto bruxas, lobos, lua cheia, lua sangrenta, padres e um caso de amor. O texto, raso, frágil e previsível torna-se neurastênico em questão de minutos. Basta passar a apresentação de personagens e trama que tudo se torna redundante. Em A Garota da Capa Vermelha tudo parece requentado. Personagens, diálogos, decupagem, roteiro.
É perceptível a motivação da diretora de filmes como Aos Treze e Os Reis de Dogtown em produzir uma obra que cative o fervor adolescente. É notável a despreocupação em contar uma boa história e sim reconstituir, sem plagiar, um conceito fadado ao sucesso por conta da saga de Edward e Bella Swan. Subestimar seu público-alvo talvez não seja uma boa idéia. Só o tempo dirá.
A GAROTA DA CAPA VERMELHA (Red Riding Hood, EUA/Canadá, 2011) Direção: Catherine Hardwicke Roteiro: David Johnson Elenco: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Lukas Haas Duração: 102 min Distribuição: Warner
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Além de parecer completamente frívolo, parece pobre em todos os aspectos possíveis. O trailer deu calafrios, no mau sentido. Quando Hardwicke voltará aos tempos de AOS TREZE?
Completamente frívolo, Gustavo. Ao menos "Aos Treze" e "Os Reis de Dogtown" tiveram alguma relevância em abordagem e legado. Uma pena que a carreira de Hardwicke tenha tomado esse rumo…
Ainda não assisti a este filme, mas confesso ter zero expectativa. Ele me parece uma mistura mal feita de "Crepúsculo" com "A Vila"..
Kamila, tem um pouco dos dois filmes sim. Mal feito também!
Eu acho que vou encarar. Mas já sei o que me espera…. hehehe
Boa sorte, meu caro Alan…
Não acho o filme ruim, mas houve alguns momentos que não dava para tolerar os acontecimentos, caso do risível clímax onde a motivação do tal lobisomem é explicada como se fosse um vilão de "Pânico" – aliás, quando você escreverá sobre "Pânico 4"??? No mais, gosto da cineasta Catherine Hardwicke em início de carreira. "Aos Treze" e "Os Reis de Dogtown" foram bem pertinentes ao mostrar a juventude de duas gerações um pouco distantes. Trabalhar em fantasias baseadas em outras fontes talvez não lhe dê muitas opções.
Alex, eu não fui na cabine de \”Pânico 4\” e não procurei ver no cinema. Se quiser escrever uma resenha pra cá, será bem-vinda. Outro filme do gênero que elogiaram bastante é \”Sobrenatural\”. Sobre a Hardwicke, concordo sobre as análises da juventude. Ela, inclusive, ia adaptar \”Hamlet\” inspirada em Kurt Cobain. Me parece muito mais interessante que filmes adolescentes…
Se tu quiser eu posso fazer. Publiquei uma no meu blog e dá para fazer uma adaptação, rs. E "Sobrenatural" é apenas bom. Dá uma inovada na narrativa de família mal-assombrada, mas não mete medo. E tenho muito interesse por essa versão de "Hamlet", mas a diretora disse que está apenas precisando de investimento para botar a ideia em prática. Vamos aguardar.
que crítica curta!
O filme é ruim demais para alongar qualquer tipo de observação!
Qualquer semelhança coma vila é mera conhecidência (ou não) haha.
Esperava mais desse filme, particularmente ele é sem graça até para as crianças, pois não consegue envolver nenhum pouco as pessoas.
Filme fraco dimais, até crepúsculo é mais interessante.