Crítica: A Garota da Capa Vermelha

21 de abril por Pedro Tavares | 12 comentários

Um conto em tom sombrio regido por dilemas adolescentes dirigido por Catherine Hardwicke. Não é Crepúsculo, mas uma pseudo-releitura do filme-evento produzido em 2008. A Garota da Capa Vermelha adapta livremente o conto de Chapeuzinho Vermelho regida pela analogia do terror psicológico em uma comunidade dentro de uma floresta.

Catherine Hardwicke insere neste contexto bruxas, lobos, lua cheia, lua sangrenta, padres e um caso de amor. O texto, raso, frágil e previsível torna-se neurastênico em questão de minutos. Basta passar a apresentação de personagens e trama que tudo se torna redundante. Em A Garota da Capa Vermelha tudo parece requentado. Personagens, diálogos, decupagem, roteiro.

É perceptível a motivação da diretora de filmes como Aos Treze e Os Reis de Dogtown em produzir uma obra que cative o fervor adolescente. É notável a despreocupação em contar uma boa história e sim reconstituir, sem plagiar, um conceito fadado ao sucesso por conta da saga de Edward e Bella Swan. Subestimar seu público-alvo talvez não seja uma boa idéia. Só o tempo dirá.


A GAROTA DA CAPA VERMELHA (Red Riding Hood, EUA/Canadá, 2011) Direção: Catherine Hardwicke Roteiro: David Johnson Elenco: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke, Lukas Haas Duração: 102 min Distribuição: Warner

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12 comments

  1. Gustavo H.R.

    Além de parecer completamente frívolo, parece pobre em todos os aspectos possíveis. O trailer deu calafrios, no mau sentido. Quando Hardwicke voltará aos tempos de AOS TREZE?

    • cinemaorama

      Completamente frívolo, Gustavo. Ao menos "Aos Treze" e "Os Reis de Dogtown" tiveram alguma relevância em abordagem e legado. Uma pena que a carreira de Hardwicke tenha tomado esse rumo…

  2. Ainda não assisti a este filme, mas confesso ter zero expectativa. Ele me parece uma mistura mal feita de "Crepúsculo" com "A Vila"..

  3. Eu acho que vou encarar. Mas já sei o que me espera…. hehehe

  4. alexcinefilo

    Não acho o filme ruim, mas houve alguns momentos que não dava para tolerar os acontecimentos, caso do risível clímax onde a motivação do tal lobisomem é explicada como se fosse um vilão de "Pânico" – aliás, quando você escreverá sobre "Pânico 4"??? No mais, gosto da cineasta Catherine Hardwicke em início de carreira. "Aos Treze" e "Os Reis de Dogtown" foram bem pertinentes ao mostrar a juventude de duas gerações um pouco distantes. Trabalhar em fantasias baseadas em outras fontes talvez não lhe dê muitas opções.

    • cinemaorama

      Alex, eu não fui na cabine de \”Pânico 4\” e não procurei ver no cinema. Se quiser escrever uma resenha pra cá, será bem-vinda. Outro filme do gênero que elogiaram bastante é \”Sobrenatural\”. Sobre a Hardwicke, concordo sobre as análises da juventude. Ela, inclusive, ia adaptar \”Hamlet\” inspirada em Kurt Cobain. Me parece muito mais interessante que filmes adolescentes…

      • alexcinefilo

        Se tu quiser eu posso fazer. Publiquei uma no meu blog e dá para fazer uma adaptação, rs. E "Sobrenatural" é apenas bom. Dá uma inovada na narrativa de família mal-assombrada, mas não mete medo. E tenho muito interesse por essa versão de "Hamlet", mas a diretora disse que está apenas precisando de investimento para botar a ideia em prática. Vamos aguardar.

  5. que crítica curta!

  6. Camila Galetti

    Qualquer semelhança coma vila é mera conhecidência (ou não) haha.
    Esperava mais desse filme, particularmente ele é sem graça até para as crianças, pois não consegue envolver nenhum pouco as pessoas.
    Filme fraco dimais, até crepúsculo é mais interessante.

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