Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
Para quem conhece Mal dos Trópicos e Síndromes e um Século, principais obras de Apichatpong Weerasethakul, sabe a importância que o diretor dá a relação homem/natureza/espiritualidade. Tio Boonmee volta à analise onírica, desta vez de forma mais acessível. O filme, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, pauta a relação de uma família com a morte quando entes falecidos resolvem reaparecer para cuidar de Boonmee, que tem sérios problemas nos rins.
A viagem é menos hermética e mais abrangente que a da força da natureza de Mal dos Trópicos e da homenagem do diretor aos seus pais em Síndromes e um Século, mas ainda tem sabor de requentado ao unir os dois extremos destes filmes em Tio Boonmee. A crença do diretor mais uma vez é o pilar da história, que em menor quantidade dá abertura às múltiplas interpretações ao discutir a fragilidade humana.
O roteiro, sem originalidade, dá pano para a sempre impressionante plástica e os sempre belos planos elaborados pelo diretor, que na última sequência sai de seu conforto para investigar a causa mortis do mundo. Bonito, mas avulso em relação ao resto do filme, que consegue respirar graças aos instigantes personagens e a lírica construção de diversos paralelos espirituais e sociais.
TIO BOONMEE QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS (Loong Boonmee raleuk chat, Thailanda/Inglaterra/França/Alemanha/Espanha/Holanda, 2010) Direção: Apichatpong Weerasethakul Roteiro: Apichatpong Weerasethakul Elenco: Sakda Kawebuadee, Jenjira Pongpas, Thanapat Saisaymar Duração: 110 min Distribuição: Filmes da Mostra
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A Isabela Boscov fez um texto interessante sobre este filme. O seu dá outra visão sobre a obra, mas eu sou curiosa para assistir longas neste estilo.
Kamila, veja mesmo! Apesar de achar uma obra inferior as outras do diretor, não desconsidero suas qualidades.
Nossa… que título curioso.
Fiquei interessado, nunca tinha ouvido falar do diretor.
Bruno, TIO BOONMEE é uma boa opção para conhecer Apichatpong.
Incrivel não tinha visto algo desse calibre desde A fita Branca, minha critica http://cinetoscopio.com/?p=861