Machete
EM CARTAZ: MACHETE (Idem, EUA, 2010) de ROBERT RODRIGUEZ
Nascido de um trailer falso produzido para Grindhouse (filme em conjunto dirigido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que pelo fracasso comercial nos EUA culminou no lançamento separado de À Prova de Morte e Planeta Terror no resto do Mundo), Machete exala diversão por ser fiel à proposta do projeto em que foi criado. O lado trash – que nunca pareceu tão pop – se une ao subtexto engajado para justificar a sanguinaria desenfreada.
Robert Rodriguez faz questão de refinar o seu humor à frente da tosqueira que o filme pede. Brinca com o improvável, até quando a violência parece saturada. Quando o filme parece afundar de vez, lá vai Rodriguez e tira o coelho da cartola com uma sequência de arrancar o fôlego. Pena que elas são rápidas demais. Portanto, o maior trunfo do filme é escrachar a visão política sobre a relação entre Estados Unidos e imigrantes mexicanos.
Machete tropeça no desenvolvimento narrativo. Tudo é redondo demais para um longa proposto a louvar o absurdo, até o epílogo, quando Rodriguez parece jogar seus personagens (clichezentos e maravilhosos) para escanteio com o propósito de achar um sentido para a história além subtexto e tudo parece mal resolvido. A excitação que antes fora pelo grotesco vira um conto anti-maniqueista – por colocar todos elenco na posição de bad ass – e político, com problemas de ritmo conclusão abrupta. Diverte, mas para a dimensão que Machete tomara em seu início, não acaba tão bem assim.
MACHETE (Idem, EUA, 2010) Direção: Robert Rodriguez e Ethan Maniquis Roteiro: Robert e Álvaro Rodriguez Elenco: Danny Trejo, Robert De Niro, Jessica Alba, Steven Seagal Duração: 105 min
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Tags: Críticas, Em Cartaz, Festival do Rio 2010, Mostra de São Paulo 2010





Hum, sei não. Esse filme deve valer pra quem tem espírito ou gosto adquirido pra esse tipo de entretenimento.
Definiu bem, Gustavo!
Sim, achei o filme bacana, é daqueles que é pra se divertir e esquecer. A historia apesar de muitas delongas, achei interessante. Sempre comparo Rodriguez com Tarantino, tenho consciencia dos pros e contras dos dois, entretanto, enquanto Tarantino em alguns fuilmes trabalha com um curto roteiro e com dialogos mais elaborados ao longo do filme todo (o que é um dos motivos que eu mais gosto do diretor) Rodriguez já trabalha com uma trama maior com aventuras bizarras porem que chega a entreter. Destaque pra cena do intestino =P hehehehe
Bom texto, parabens! =]
Abs!
Natália, apesar de amigos e pelo gosto em comum, acho que Rodriguez e Tarantino exploram extremos diferentes. O que me surpreende, nesta comparação, é que "Machete" lembra mais um filme do diretor de "Pulp Fiction", principalmente quando acerta. "À Prova de Morte" tem os clichês básicos dele – incluindo os longos diálogos – mas era esperado, no mínimo um protótipo de splatter, já que a tosqueira era justificada pelo nome do filme. Infelizmente vemos dois filmes mornos.