O Bem Amado
LANÇAMENTO EM DVD: O BEM AMADO (Idem, Brasil, 2010) Direção: Guel Arraes Roteiro: Elenco: Marco Nanini, Andrea Beltrão, Matheus Nachtergaele, Caio Blat Duração: 110 min Guel Arraes e Cláudio Paiva
O Bem Amado é exatamente aquilo que se propõe a ser: novelesco. Sem ousadias técnicas, entrega – sabiamente, diga-se de passagem – o filme aos atores. Guel Arraes busca somente a aura nostálgica da novela escrita por Dias Gomes e exiba pela Rede Globo em 1973. Considera-se que a novela tem diversos meses e o filme, 110 minutos. A enxurrada de personagens, apesar de ligados sempre à figura de Odorico Paraguaçu não parecem acertados o bastante para serem considerados parte uma trama paralela. São apenas escadas que funcionam por certo tempo.
O roteiro também escrito por Arraes compara o mandato de Odorico ao de João Gullart, deposto pelo Golpe Militar em 1964. Visto pelo lado cômico, obviamente, essa é a tirada mais valiosa do filme por explorar outras particularidades desta uma época e assim justificá-las. Mas o filme não se sustenta em tiradas, pelo contrário. O filme tem nome e sobrenome: Marco Nanini.
A figura de Odorico Paraguaçu por mais pitoresca que seja não seguraria um filme se não estivesse apoiado em um grande ator. E lá está Nanini para reviver um de seus grandes papéis no teatro (na TV, o prefeito/ladrão foi representado por Paulo Gracindo, o que eleva à décima potência na dificuldade do trabalho de Nanini). Com aquele jeito peculiar de falar e o extraordinário “mérito” de manipular as pessoas, Nanini, ops, Paraguaçu toma o filme para si e personaliza o político cara-de-pau daquele tempo. Bom, de qualquer tempo, infelizmente.





Confesso nem ter vontade de assistir a este filme, pois não acompanhei a novela (naquela época eu nem pensava ser um feto, rs). Só verei em DVD por causa da Andréa Beltrão, minha atriz brasileira favorita.
Se bem que, na verdade, vou esperar é pelo torrent, pois faz milênios que não vou à uma locadora, rs.
Vou deixar passar esse, não tenho nenhuma curiosidade em relação.
Pedro
Foram exatamente estes os pontos que percebi enquanto assistia o filme. Eu gosto do Guel Arraes e acho que ele traz representatividade ao cinema, mas “O Bem Amado” é muito novelesco e sem qualquer tipo de ousadia.
Eu dei 3 estrelas na minha crítica, que ainda vou publicar na semana que vem. Abraços, cara!
Não vi O Bem Amado, mas assim como você outras pessoas disseram que o filme é de Nanini. E o filme tem se saído bem nas bilheterias brasileiras, mas acho que vou esperar a exibição na Tela Quente
Conferir em DVD não é uma má idéia.
Esse ai pode esperar até pela exibição na Tela Quente…
boa, hehehe.