Jonah Hex – Caçador de Recompensas
O anti-herói da DC Comics Jonah Hex chega às telas de cinema numa antítese da motivação de suas histórias. O plot do longa dirigido por Jimmy Hayward procura usar traumas de Hex (protagonizado por Josh Brolin) como impulso para sequências de ação sem se desprender de saídas batidas deste gênero, tão explorado nos últimos anos.
O roteiro escrito por Brian Taylor e Mark Neveldine (diretores da insana franquia Adrenalina) acerta quando cria, ludicamente, a relação de Hex com os mortos e o paralelo entre passado e presente através da dor. Mas os êxitos de Jonah Hex- O Caçador de Recompensas param por ai. Suas saídas são tão urgentes que mal dá pra compreender a importância dos coadjuvantes dentro da relação mocinho-bandido.
Fica a vontade e a necessidade da imersão na mente de um homem à beira de um colapso dentro de um quadro caótico e não menos batido que é o do vilão dominar o mundo (sempre representado pelos Estados Unidos). O processo de humanização de um personagem neste tipo de trama parece mais interessante como fuga da mesmice, independente se tal ação fragmente a teia entre roteiro e ação.
JONAH HEX – CAÇADOR DE RECOMPENSAS (Jonah Hex, EUA, 2010) Direção: Jimmy Hayward Roteiro: Mark Neveldine, Brian Taylor Elenco: Josh Brolin, John Malkovich, Megan Fox, Michael Fassbender Duração: 81 min
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Não espero nada deste filme mesmo, apesar de contar com os ótimos Brolin/Malkovich/Fassbender.
Wally, esse é o típico caso de um bom elenco jogado fora. E bons roteiristas também. O filme tropeça na própria ambição.