Minha Mãe é Uma Puta

Não é só no título de seu filme que Lee Sang Woo (que também escreve e protagoniza o longa) pretende instigar o público. Sua câmera registra a inversão de valores numa sociedade que cresceu com o peso de uma doutrina cristã. Mas para posicionar a religião em nosso tempo, o diretor se perde com o desenvolvimento narrativo, fazendo contraponto com as desconstruções de planos da cartilha do cinema clássico americano.
Minha Mãe é Uma Puta busca a fuga em extremos, que só resulta num riso tímido ou na reprovação instantânea, enfrentando literalmente a única possibilidade que o diretor nos permite. Seja pela visão de um desvio comportamental, da “real liberdade” ou uma triste herança, no fim das contas, o filme de Sang Woo perde a chance de elaborar personagens ou uma situação social para, simplesmente, chocar.
O grande problema do filme é como o diretor coloca suas mensagens imbuídas em situações que buscam denegrir classes, gostos e escolhas pessoais. Se não fosse isso apenas, a ladeira desce um pouco mais por conta da bagunça narrativa.
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MINHA MÃE É UMA PUTA (Mother is a Whore, Coréia do Sul, 2009) Direção: Lee Sang Woo Roteiro: Lee Sang Woo Elenco: Lee Sang Woo, Lee Young-Rae, Kwan Bun-Tac Duração: 96 min
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Tags: Críticas, Mostra Indie 2010




É aquele tipo de título que nos faz pensar duas vezes antes de falar. xD
Mesmo com uma estrelinha somente e o comentário negativo, assistiria porque esse título é curioso demais.
[]s!
Acho que o nome é o pulo do gato do filme. A sala estava lotada. Mas criar um nome instigante e fazer um filme avulso não é lá uma das melhores saídas.
Foi o mesmo com Eu Matei Minha Mãe, no Festival do Rio ano passado. Filme desconhecido, mas uma filha enorme e sala lotada também. O título com certeza ajudou.
Eu lembro. Fui um desses que caiu na armadilha de um nome interessante. Se bem que o filme do Xavier é legal.
Onde posso assitir esse filme na web?
Talvez no MUBI.
ótimo! adorei!