Querido John

Mais conhecido como o filme que desbancou Avatar do topo da lista das bilheterias americanas, Querido John é um filme que, como todos os outros dirigidos por Lasse Hallström, é intencionado a causar diversos níveis de identificação (principalmente ao público americano, neste caso) como causa e lágrimas como conseqüência. Mas junto às características do diretor , Querido John dá um passo à frente dos convencionalismos de grandes estúdios ao ver o gênero romance com novos olhos.
Assim como o feel good movie do ano passado (500) Dias Com Ela, o longa de Hallström concentra suas forças nos efeitos da distância e nos momentos críticos de uma relação, mas sem a afetação “videoclipada” do longa de Marc Webb. O longa narra a história de John e Savannah, que se conheceram durante os últimos dias de férias e se viram presos à seus deveres. Ela na faculdade; ele no exército americano. Para matar as saudades, eles trocam cartas, já que John trabalha em locais que nem ele mesmo sabe onde ficam.
Hallström tem dificuldades de tratar o seu filme como uma unidade. Seus atos são divididos brutalmente assim como seus núcleos, muito bem representados pelo pai de John (Richard Jenkins, sempre ótimo) e o pequeno Alan (Braeden Reed), que divide com o pai de John uma singular característica. Hallström parece lutar contra essa problemática que se resolve apenas no ato final, junto com as boas reviravoltas que o roteiro entrega. Já para distribuir seus temas, o diretor tem total controle e ousa ao tratar a guerra como coadjuvante de uma história de amor.
E (não muito) longe do imaginário que um romance se realiza com flores e um céu estrelado, ele aposta numa narrativa que apesar de seus contratempos é funcional e em um pano de fundo diferente para buscar reações em um lado praticamente esquecido no gênero e criar um sério concorrente ao posto de “filme romântico menos romântico do ano”.
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QUERIDO JOHN (Dear John, EUA, 2010) Direção: Lasse Hallström Roteiro: Jamie Linden Elenco: Channing Tatum, Amanda Seyfried, Richard Jenkins, Henry Thomas Duração: 105 min



Querido Cinemaorama,
depois de ler sua crítica quase deletei a minha.
Mas concordo em gênero número e grau com tudo o que você escreveu. Quer dizer, quase tudo. Achei o final fraco, mas 3 estrelas é justo.
Beijos,
Creio que o problema deste filme seja na escolha do par central…