É Tudo Verdade: Pequenos Comentários
O festival de documentários “É Tudo Verdade” está chegando ao fim. Aproveite os últimos dias de festival e confira estreias e exibições de docs inéditos no Brasil. O Cinema O Rama comenta alguns dos principais filmes exibidos nesta maratona de filmes:
CAPITALISMO: UMA HISTÓRIA DE AMOR (Capitalism: A Love Story, EUA, 2009) de Michael Moore
Michael Moore utiliza o mesmo método que o consagrou para alertar que o capitalismo não é só um meio de construir impérios e destruir com sonhos e sim uma tentadora máquina de esmigalhar índoles e que pode desencadear uma democracia conquistada à força. O filme é envolvente, as entrevistas idem e as idéias de Moore ainda funcionam para alimentar suas sugestões ao espectador. O único porém é a proximidade com alguns de seus outros filmes, principalmente Tiros Em Columbine e Fahrenheit 9/11.
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SEGREDOS DA TRIBO (Secrets of the Tribe, Brasil/Inglaterra, 2009) de José Padilha
Sérias acusações e uma guerra de egos servem como colunas de Segredos da Tribo, novo documentário de José Padilha que estuda a filosofia da ciência numa aldeia Yanomami, que após intervenções de antropólogos, se submete a situações grotescas por interesses de homens chamados de civilizados. O assunto é brutal e Padilha consegue ser imparcial a todo o momento, mas enquanto esse surreal mosaico é construído, os personagens, através de seus depoimentos, entram numa redundância sem fim e o filme perde totalmente seu ritmo.
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O POVO CONTRA GEORGE LUCAS (The People Vs. George Lucas, EUA, 2009) de Alexandre Phillipe
A doentia relação entre o diretor e os fãs de Guerra Nas Estrelas e Indiana Jones, a mania de Lucas em manter todo o poder em suas mãos (sem tanto êxito), as polêmicas envolvendo os personagens e os “pequenos acertos” feitos pelo diretor na saga mais famosa da história do cinema. George Lucas construiu um império que vai muito além dos filmes e um interminável leque de merchandising. Com vasto banco de imagens de arquivo e bastante dinâmica, O Povo Contra George Lucas é uma divertidíssima forma de, no fim das contas, homenagear um diretor.
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KAWASE SAN (Idem, Chile, 2009) de Cristián Leighton
Inspirado em “Carta de uma Cerejeira Amarela em Flor” e adaptando momentos específicos de documentários de Naomi Kawase para sua realidade, Cristián Leighton faz um paralelo entre sua vida e a da diretora japonesa, em especial os traumas causados por um lar destruído, uma avó prestes a morrer e o abandono do pai. O filme de Leighton é metalingüístico e pode traçar infinitas analogias à vida e sua estética caseira só aumenta a sensação de intimidade com seus personagens.
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O HOMEM MAIS PERIGOSO DA AMÉRICA: DANIEL ELLSBERG E OS DOCUMENTOS DO PENTÁGONO (The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers, EUA, 2010) de Rick Goldsmith
Numa série de documentários para a BBC, Rick Goldsmith registrou a história de Daniel Ellsberg, que trabalhou no pentágono, foi à guerra e aumentou em graus extraordinários seu inconformismo a ponto de tornar público, através do NY Times, documentos ultra secretos do governo americano. Daniel lutava pelo fim de uma guerra e mostrou que é possível enfrentar aqueles que parecem ser invencíveis. Goldsmith apresenta vasto banco de arquivos para ilustrar a ousadia de Ellsberg e lutar contra a forma didática e televisiva adotada pelo filme.
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Tags: Críticas, é tudo verdade



Dos que você comentou o único que eu estou realmente interessado em ver é o do Michael Moore. Vou ser eterno fã do cara, um dos poucos americanos que vê o EUA como realmente é.
Roberto, O POVO VS. GEORGE LUCAS e KAWASE SAN são imperdíveis.
O filme do Povo vs. o Lucas me parece interessante, vou dar uma olhada!
Eu gostei muito, querido Jenson!
Roberto, O POVO VS. GEORGE LUCAS e KAWASE SAN são imperdíveis.
Dos que você comentou o único que eu estou realmente interessado em ver é o do Michael Moore. Vou ser eterno fã do cara, um dos poucos americanos que vê o EUA como realmente é.
O POVO VS. GEORGE LUCAS e KAWASE SAN são imperdíveis.
Michael Moore, um dos poucos americanos que vê o EUA como realmente é.