Preciosa – Uma história de Esperança

Em um plano geral, Preciosa – Uma história de Esperança, segundo filme da carreira de Lee Daniels é sobre um mal comum que assola países considerados de primeiro mundo: a deturpada escolha de prioridades. Se a idéia principal na narrativa de Lee Daniels tem foco no inevitável inconformismo gerado por situações extremas na vida de Clareece Precious, o diretor não se priva em adotar o cunho social e deixar claro que o filme carrega uma bandeira panfletária.
A assistência social dos EUA não está num pedestal, mas aparece de uma nova forma para o público ao ajudar aqueles que têm como prioridade o marasmo – comer, ver TV e dormir. Neste solene quadro, os demônios são exaltados pelo vasto tempo livre. Clareece Precious é vítima deste modelo de vida. E o pior, não por iniciativa dela. Ela é violentada de diversas maneiras e sobra a inconsciente conseqüência de ver a vida com um olhar rústico, pessimista. Ela guarda respostas grosseiras para qualquer situação como defesa, com aval de um radical pré-julgamento.
Por trás do escudo, Precious guarda um sentimento primordial para sua vida no meio de tantas tragédias: o amor. Nele, ela tem poder para sonhar, mesmo que a realidade a interrompa bruscamente. Este conto de perseverança vem em forma linear e de certa forma, óbvia, criando uma dormência perante as fatalidades emocionais e físicas de Precious. Mas Daniels tem um afiado elenco jogando a favor, que aos poucos ganham a materialização de um sentimento em relação à protagonista.
Quando o filme assume uma estética artesanal, com correções de foco e planos enquanto a cena acontece, a proximidade com a realidade é natural e uma força bruta é adicionada à Preciosa – Uma história de Esperança. São nesses momentos que o filme tem suas emoções alavancadas, debates sugeridos e ganha momentos memoráveis.
O filme entra em cartaz nesta sexta-feira.
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PRECIOSA – UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA (Precious: Based on the novel “Push” by Sapphire, EUA, 2009) Direção: Lee Daniel Roteiro: Geoffrey Fletcher Elenco: Gabourey Sidibe, Mo’Nique, Sherri Shepherd, Lenny Kravitz Duração: 110 min
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Tags: Críticas, Em Cartaz, Globo de Ouro 2010, Oscar 2010




Um filme bem convencional, mas que ganha algum destaque pelo ótimo elenco feminino. Todas as atrizes estão muito bem.
Pedro, tudo ok?
Simples, não?
Porém, pra mim essa simplicidade se tornou algo a mais, um filme digno e muito bem trabalhado! Destaque para a direção de Lee Daniels!
Gostei do filme, mas como Vinnicius bem ponderou, convencional… Mo'nique sim está bem no elenco com um papel dramático fortíssimo…
Ola, falando um pouquinho de Precious: as atrizes fazem um trabalho fenomenal, sem defeito, tanto a mae agressiva quanto a filha abusada, mesmo Mariah com a cara feia. Direcao: nao eh um filme facil de dirigir, mas eu realmente esperava cenas menos apelativas. Parabens pelo site, bem bacana.
Pedro, concordo com o que você diz sobre o elenco. Embora tenha uma ótima história, um filme como "Preciosa" implora por um bom elenco para funcionar. E é exatamente o que aconteceu!
Aqui não chegou… e quero muito ver. Não só por causa do Oscar, mas acredito que vá me impressionar.
Wally, estreia nesta 6a. Depois me diz o que achou.
Alex, concordo que o elenco dá uma força necessária no meio da dormência sentimental.
Frederico, acho que Daniels acertou em cheio quando apostou em uma estética mais artesanal, na segunda metade do filme.
Fernando, convencional na narrativa sim, mas sensível o suficiente para que um bom elenco consiga mudar seu resultado.
Jack/Cleber, não acho tão bem trabalhado, acho um filme na média hehehe.
Abraços!
Putz, achei um filme mediano também, apesar das interpretações fantásticas. Quem sabe se não fosse tão exagerado e apelativo, né… Abs!
http://www.umblogdecinema.blogspot.com
Belo texto. Suas resenhas estão cada dia melhores.
Olá…
Assiti esse fim de semana ao Preciuos e achei o filme bacana (acho que poderia ter trabalhado melhor algumas coisas, mas na sua amplitude, valeu à pena), além da belíssima interpretação de Mo'Nique que arrasa no papel da mãe malvada, que no fim das contas sofre muito também, alí temos uma família totalmente desestruturada e doente. A interpretação da Gabourey também é espetacular e a Paula também estava muito bem!!! É claro, que podemos olhar para este filme com outros olhos e somente criticar a direção, ou as atuações artísticas, porém, seria interessante parar e olhar um pouco para o que o diretor traz, que não são poucos os temas a serem discutidos no filme, podemos levantar uma série delas: A educação tradicional/ educação alternativa; as relações interpessoais; as relações paternais; os medos; os sonhos; as fantasias com as quais a personagem vive o tempo todo e que no fim do filme ela passa a se enxergar… Bárbaro o jogo de cenas… Tirando um erro de continuidade… rsrs
Não concordo com o Frederico sobre a interpretação da Mariah, a adoro, mas acredito que deixou a desejar. E Frederico, achou o filme apelativo??? Apelativo por que? Só porque mostra o lado podre da sociedade, da humanidade? Só porque mostra o quão horríveis podemos ser??? A realidade está estampada, nada mais!
Att,
Rê!!
An incredibly powerful film whose two central performances more than make up for director Lee Daniel’s relentlessly gimmicky visual approach