A Festa da Menina Morta
Até onde os seus hábitos são certos e os meus são errados? O que uma doutrina e valores impostos e até mesmo criados podem fazer pelo escape de tamanha dor e vazio sob um povo sofrido? A Festa da Menina Morta do estreante na direção Matheus Nachtergaele vai além de um retrato sofrido da população brasileira e os embala sob questões espirituais e da necessidade de se apoiar em algo e alguém.
É um filme que também faz pesar a quem está assistindo. Matheus usa as duas pontas de uma gangorra na mesma cena por diversas vezes e coloca o espectador em cheque para qual lado seguir, dando a opção de você ser um sádico ou não. Se estamos sob a manta espiritual que guia o filme ou pela carne, aumentando nossas dúvidas sobre a conduta de Santinho, vivido pelo excepcional Daniel de Oliveira.
Sob um jogo de câmera esplendido, tão delicado e faz o espectador se mover e por vezes sob um nauseante estado de espírito, o filme consegue passar pelo que modelo de desdramatização ala Tchekov, mas também, vai além e utiliza de metáforas nada agradáveis aos olhos e um lado introspectivo, criado por sua construção narrativa.
A Festa da Menina Morta no fim das contas é o canto de desespero por uma vida melhor, pois sem opções, quem não olharia para o passado ou quem não inventaria histórias? É um retrato de um país tão perdido como o nosso, mas que precisa ter provações a todo o momento.
Mesmo que passe pela excentricidade e pelo exagero diversas vezes, o filme tem uma peculiaridade e ele não passa dos limites no que é mais valioso pro filme: A fidelidade com os costumes do povo. Debaixo de uma direção coesa e almejando um futuro como diretor, Nachtergaele nos brinda como um filme mais do que necessário para o cinema nacional, indo além de um padrão e de uma linguagem já saturada.
A FESTA DA MENINA MORTA (Idem, Brasil, 2008) Direção: Matheus Nachtergaele Roteiro: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda Elenco: Daniel de Oliveira, Cassia Kiss, Jackson Antunes, Dira Paes Duração: 110 min




Olá PedroJá ouvi muitos elogios sobre esse filme e sobre a direção do Matheus Nachtergaele. Espero muito vê-lo em breve. Sempre é bom valorizar-mos o cinema nacional.Até…
Eu to muito curioso pra ver esse filme. Espero ter essa oportunidade o mais rápido possível!! Espero muito do filme e do Daniel de Olveira, gosto muito do trabalho dele.E Pedro, tem selo pra você lá no blog. =)abraço
Querida amiga avassaladora…Adoro o Matheus! Vou torcer muito pelo sucesso de bilheteria, pois de critica já sei que vai arrebentar!afinal é preciso $$$$$ para fazer cinema, e um aptrocinio chama outro e mais outro etc e tal
Altieres, é um filme bem tenso e Matheus mostra que sabe o que está fazendo.Marcel, muito obrigado pelo selo!! Avassaladorasrio, amiga? Avassaladora? Ó Céus…
Gosto muito do Matheus Nachtergaele, mas não sabia deste filme dirigido por ele!Quero muito assisti-lo
:* pedro!
Pedrooo
quanto tempo ^^continua deixando os leitores com água na boca… ao falar de cada filme
Parabéns novamente!beijão ;***
Mais um filme brasileiro, que não me agraada!
Poxa Pedro mais um filme brasileiro que não em agrada! Só gosto do filme do Didi.
K, veja, vale a pena!
Ingrid, muito obrigado! apareça mais vezes!Cleber, sugiro que vá assistir e depois comente sobre ele. É um ótimo filme!Nat, :X
Só tenho lido elogios, e parece que realmente trata-se de uma revelação de Nachtergaele. Vou procurá-lo por aqui…Ciao!
Acho que temas complicados podem não ter o impacto desejado nas mãos de um diretor errado, mas estou muito curioso para ver o que o Nachtergaele fez atrás das câmeras.
Fui assistir ao filme "a festa da menina morta" e sai decepcionada. O diretor não consegue dar conta da história que quer contar (e que na sinopse parece bem interessante). Acho que daria melhor um curta que um longa. A direção é falha e as cenas se perdem desde o início do filme com imagens coladas na tentativa de fazer um pastiche pós-moderno. Só que o diretor e o roteiro, infelizmente, não conseguem dar conta do recado. O filme se salva apenas pela presença de alguns atores.
Tenho que discordar. Matheus consegue contar sim, mas por não seguir uma narrativa mais clara não quer dizer que não tenha conseguido. Pode ter sido sim, uma obra pós-moderna, mas o valor do filme está preso ao lado espiritual e como ele é conduzido, que na MINHA opinião, consegue assustar o espectador.