Fix
Leo (interpretado por Shane Andrews, talvez o único realmente à vontade em frente à câmera) precisa de cinco mil dólares para se internar e com o passar do tempo, vemos Leo e o casal entrando em roubadas atrás de roubadas para chegar ao valor limpo, pois é incrível como eles conseguem piorar a situação. No meio da intensa edição, os fatos parecem redundantes, pois Leo tem sempre os mesmos objetivos a cada lugar e a cada figura bizarra que encontra e tenta passar a perna. O pequeno aprofundamento na relação de Leo e Milo não consegue salvar a história de uma previsibilidade maior.
A escolha de ser um documentário falso, não justifica um orçamento baixo, talvez uma opção, uma ousadia do diretor, que na verdade para o roteiro não faz muita diferença e nem para o produto final. Fix é um frenético road movie, que deixa o ponto principal da trama – as drogas – para segundo plano com inteligência, recheado de ironia, humor negro, mas que por vezes parece ser pretensioso demais e cai na mesmice. Porém, mostra um potencial maior pela inteligente edição, a fotografia maravilhosa e a ousadia técnica.
“Fix” (Idem, EUA, 2008) De Tao Ruspoli com Shane Andrews, Olivia Wilde, Frank Alvarez, Tao Ruspoli. 90 min
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Tags: Críticas, Inéditos, Mostra Indie 2008





Não tive a chance de ver ainda, e mesmo assim esse estilo 'documentário' não me agrada muito.
Eu recomendo a ti, Cleber!