Hannah Sobe as Escadas
O movimento mumblecore realiza filmes de baixo orçamento, tem base no improviso e não tem um roteiro certo a seguir. O diretor Joe Swanberg é membro do tal mumblecore, algo que não chega a ser inovador como o Dogma 95, por exemplo, mas faz sua parte em Hannah Sobe as Escadas, filme que ainda não entrou em circuito nacional.
O registro do cotidiano de forma natural, através do improviso funciona, pois é preso pelos interessantes diálogos no início da trama. Hannah é uma garota recém-formada e começa a trabalhar em uma produtora, mais especificamente em um seriado. Mas enquanto ela desenvolve seu trabalho com os roteiristas, ela questiona os valores contemporâneos e seus sentimentos, criando dúvidas em relação ao seu futuro, criando daí os conflitos principais do filme, pois Hannah é o ponto de partida da vida de todos os personagens.
O baixo orçamento é motivo de orgulho, mas não é usado a favor, com pouca ousadia, as mudanças de planos são quase nulas e até imagem desfocada podemos observar.
Hannah enquanto muda de namorado, continua a se questionar e o filme não muda, continua preso pelos diálogos, que vão ficando mais longos conforme o andar do filme. Em seu último ato, eles já estão massantes. Os personagens falam exaustivamente e nem sempre algo que faça sentido com a trama.
O filme é interessante por tocar em assuntos atuais e de forma inteligente, sobre a vida nova de quem acabou de virar adulto e suas inseguranças e preocupações, de registrar a naturalidade, mas não se desenvolve e não tem a coragem suficiente para ousar em movimentos de câmera e em planos escolhidos.
“Hannah Sobe As Escadas” EUA, 2007. De Joe Swanberg com Greta Gerwig, Kent Osborne, Mark Duplass, Kris Williams.
“Hannah Sobe As Escadas” EUA, 2007. De Joe Swanberg com Greta Gerwig, Kent Osborne, Mark Duplass, Kris Williams.Posts relacionados:
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