Feliz Natal
A câmera viva, invade os locais, como um personagem, influência direta do diretor americano John Cassavetes, junto com momentos mais intimistas, reflexivos, economizando diálogos, em busca de uma resposta, algo que remete aos trabalhos do alemão Wim Wenders, se afastando completamente do que estamos acostumados quando o assunto é “Cinema Nacional”. Mas não só de influências que Feliz Natal é feito, Selton Mello ousa com incômodos big closes em momentos cruciais e planos-sequencias muitíssimo bem elaborados em momentos não menos importantes, colocando Darlene Glória em seu devido lugar, interpretando a mãe da família, dopada e subestimada e Lúcio Mauro, como um amargurado pai, em uma das mais brilhantes cenas do filme. Por outro lado, o núcleo onde estão os amigos de Caio, vem com uma proposta completamente oposta, com uma metralhadora de palavras e um mundo frenético e com muitas luzes, mas não menos deprimente e oprimidos pelo peso que levam nas costas, mas causa uma irregularidade de ritmo na trama. Na família, as relações estão cobertas pela amargura, pelo interesse e a bem clara hipocrisia. Casais, filhos, irmãos, amigos. O fantasma do passado assombra a todos, exaltado por diálogos previsíveis, mas funcionais, denunciando a falsidade que está a uma linha da realidade daquela família.
“Feliz Natal” Brasil, 2008. De Selton Mello com Darlene Glória, Leonardo Medeiros, Lúcio Mauro, Graziella Moretto.





Selton Mello,ator bom epero que ele se de muito bem como diretor!
Legallll heimmm :] vou ver bjinhos
Já te falei o que penso desse filme. Além de pretensioso e tudo junto que o Selton quis encaixar numa coisa só. Entendiei. Mas adoro Selton, ele tem potencial…:)
amuu o Seltomvo ver onde o filme ta passandoo blog ta um ta lindo amore=]