Quatro Minutos
Jenny, uma jovem mulher foi presa por assassinato e não mostra muito arrependimento. O que o filme já acusa em seus primeiros segundos é a professora de piano e uma fria personalidade. Jenny e a professora, Traude Krueger, que vê suas aulas sendo boicotada pelo sistema penitenciário depois de mais sessenta anos de profissão, vê em Jenny, uma força maior, aliado ao enorme talento que Jenny prefere esconder por trás de suas mágoas, que são mostradas aos poucos.
Se estivéssemos assistindo um filme americano, certamente ele teria um certo exagero, um proposital melodrama, para enfeitar a história. Mas aqui temos, entre boas fusões, cortes e elipses muito criativas, uma relação calçada na frieza, nas mágoas e nas tragédias que as vidas das duas mulheres foram submetidas. A justiça é outro ponto tocado, com enorme delicadeza, sem julgamentos por parte do roteiro. Outros personagens do longa usam também atitudes violentas, frias e calculistas. Segredos são revelados aos poucos, alguns que para o espectador, caem na obviedade. Aliás, o primeiro ato do filme entrega muito do que pode vir, pois mesmo tendo um segmento diferente por não apostar em um drama ordinário, ele ainda caminha pela obviedade que o alvo é uma história de superação e empatia. Por competência do diretor, ele pega caminhos alternativos em momentos importantes da trama.
Logicamente elas criam laços tímidos, porém a barreira entre elas é gigante. Tal barreira construída por elas e que o sistema ajuda a manter de pé, mas inconscientemente elas se ajudam, Jenny consegue tirar de Traude monstros de muitos anos e Traude consegue ressuscitar em Jenny o amor por alguma coisa em sua vida. É um filme que se destaca por manter a frieza e a dramaticidade no ponto para não cair no dramalhão hollywoodiano, mas não consegue fugir de um modelo óbvio que o filme acusa desde o princípio.
“Quatro Minutos” Alemanha, 2006. De Chris Kraus com Monica Bleibtreu, Tichy Müller, Vadim Glowna e Nadja Uhl.
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Puxa, tenho estado tãooo sem tempo, que não vou consegui assistir esse filme… buáaa.